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Agro

Leilões e grandes feiras impulsionam o setor pecuário em 2025 e elevam expectativas para exportações em 2026

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Setor pecuário fecha 2025 com saldo positivo

Embora 2025 tenha sido um ano desafiador para a agropecuária — principalmente para a agricultura, afetada por questões climáticas e queda nos preços —, o setor pecuário apresentou desempenho mais estável.

De acordo com a Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), os leilões de primavera registraram boa liquidez e preços satisfatórios, e o calendário de eventos técnicos e comerciais trouxe resultados bastante positivos para os criadores.

Eventos fortalecem a pecuária nacional

O presidente da ANC, Joaquin Villegas, destacou o sucesso de dois grandes eventos realizados no Rio Grande do Sul: o Congresso Mundial de Braford, em maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, e a 2ª Feira Nacional de Genética (Fenagen Promebo), em julho, na Associação Rural de Pelotas.

“Ambas foram um sucesso. A Fenagen, em especial, se consolidou como uma feira extremamente técnica, com julgamentos baseados em dados do Promebo e avaliações morfológicas. Esta segunda edição superou a primeira em número de animais e de expositores”, afirmou Villegas.

O dirigente também ressaltou a importância das exposições de outono, que apresentaram bons resultados, e da Expointer, considerada a maior feira agropecuária da América Latina. “É um evento grandioso, que reúne produtores de todas as raças e movimenta o setor como um todo”, destacou.

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Avanços institucionais e reconhecimento do Ministério da Agricultura

O presidente da ANC avaliou 2025 como um ano muito positivo para a instituição. A entidade passou por auditoria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e teve seu trabalho aprovado sem ressalvas — um reconhecimento relevante, já que a associação é responsável pelo registro genealógico de 41 raças de animais.

“Esse resultado comprova a seriedade e a eficiência do nosso trabalho. É um reconhecimento importante para toda a equipe da ANC”, ressaltou Villegas.

Expectativas otimistas para 2026

Para o próximo ano, o dirigente projeta crescimento nas exportações de carne bovina, impulsionado pela demanda global por proteína animal e pela expectativa de melhora nos preços internacionais.

Além disso, a ANC pretende ampliar seus projetos técnicos. Um dos destaques é o lançamento do Programa Promebo Comercial, voltado exclusivamente para o gado de campo sem registro genealógico, com foco em eficiência produtiva e genética aplicada à pecuária comercial.

“Nosso objetivo é aprimorar ainda mais os serviços da associação e garantir que a 3ª Fenagen seja novamente um sucesso, consolidando o evento como referência técnica e genética no país”, concluiu Villegas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Feijão tem oferta apertada após quebra histórica da 2ª safra e mercado segue firme no Brasil

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O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana com cenário de oferta restrita, especialmente para os grãos de melhor qualidade, o que manteve sustentação nas cotações do feijão carioca. Apesar disso, a liquidez permaneceu baixa, com compradores já abastecidos e atuando apenas em reposições pontuais para o consumo imediato.

Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado pela escassez de feijões extras, com notas 9 e 9,5, que praticamente desapareceram do mercado ao longo da semana, fator que continua sustentando os preços mesmo sem um volume relevante de negócios.

Oferta concentrada e impacto climático reduzem disponibilidade

A oferta de feijão de maior qualidade segue concentrada principalmente em Minas Gerais e Goiás, enquanto o Paraná ainda sente fortemente os impactos climáticos sobre produtividade e padrão dos grãos.

A revisão da segunda safra 2025/26 confirmou um cenário de forte retração, com queda de 38,3% na produção paranaense e recuo de 14,93% na produção nacional, consolidando um quadro de aperto estrutural na oferta do produto.

De acordo com o analista Evandro Oliveira, a entrada da terceira safra ainda não é suficiente para mudar o cenário de abastecimento.

“A terceira safra iniciou a colheita em áreas irrigadas de Minas Gerais, Goiás e Bahia, porém com volumes ainda insuficientes para alterar o abastecimento”, destaca.

Mercado do feijão carioca segue firme com negócios seletivos

O feijão carioca encerrou a semana com preços nominais e forte seletividade nas negociações. Produtores seguem resistentes às ofertas mais baixas, enquanto compradores priorizam apenas reposições pontuais.

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A combinação entre oferta limitada de grãos superiores e demanda ainda seletiva mantém o mercado em um patamar de firmeza, especialmente para os lotes de melhor qualidade.

Segundo Oliveira, o comportamento do consumo será determinante no curto prazo.

“A evolução do consumo seguirá determinando a velocidade dos negócios, mas os fundamentos continuam favoráveis à manutenção de um mercado estruturalmente firme no curto e médio prazo”, afirma.

Feijão preto tem baixa liquidez e consumo enfraquecido

No mercado do feijão preto, o cenário foi de baixa movimentação ao longo da semana, com liquidez reduzida e consumidores atuando de forma cautelosa.

Comerciantes e empacotadores permanecem abastecidos e realizam apenas compras pontuais para reposição de estoques, o que limita a recuperação dos preços no curto prazo. Do lado da oferta, produtores seguem resistentes às indicações mais baixas praticadas pelo mercado.

As referências de preços permaneceram praticamente estáveis, sem força para uma reação consistente.

“As referências de preços oscilaram pouco, refletindo um mercado praticamente nominal e sem força para estabelecer recuperação consistente”, avalia o analista da Safras & Mercado.

Oferta menor sustenta fundamentos, mas demanda freia reação

Apesar do cenário de preços estáveis e baixa liquidez, os fundamentos de médio prazo indicam um ambiente mais apertado para o feijão no Brasil.

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A forte redução da segunda safra, especialmente no Paraná, somada ao recuo da produção nacional, reforça a tendência de menor disponibilidade ao longo do segundo semestre.

No entanto, a demanda ainda fraca tem neutralizado parte desse efeito, atrasando uma possível recomposição mais forte dos preços.

Perspectiva para o mercado de feijão no Brasil

O mercado segue atento ao comportamento da indústria, do varejo e da reposição de estoques, fatores que devem definir os próximos movimentos de preços.

Caso haja retomada do consumo, os grãos de melhor qualidade tendem a liderar um eventual movimento de valorização, sustentados pela oferta reduzida e pelos riscos estruturais ainda presentes na produção nacional.

“Caso o consumo apresente recuperação consistente, os lotes de melhor qualidade tendem a liderar eventual movimento de valorização das cotações nacionais”, conclui Evandro Oliveira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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