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Leilão: investidores podem adquirir imóveis, em Betim, por até 50% do valor de mercado

Publicado em

Brasília, 04/11/2025 – A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a leiloeira oficial Sandra de Fátima Santos, realiza o leilão de dois imóveis em Betim (MG), apreendidos em operações de combate ao tráfico de drogas.

Os bens, avaliados em mais de R$ 2 milhões, estão disponíveis com lances iniciais a partir de 50% do valor de avaliação, representando oportunidade de investimento e, ao mesmo tempo, de contribuição para políticas públicas de enfrentamento às drogas no País. Os imóveis estão desocupados, e o leilão se encerra em 14 de novembro de 2025. As duas propriedades ficam na Rua Conceição Rosa Lima (antiga Rua Castro Alves), no bairro Horto.

Detalhes dos Imóveis

Uma das construções tem valor de avaliação em R$ 1,010 milhão, com lance inicial em R$ 505 mil. O imóvel fica em uma região predominantemente residencial, registrado com a Matrícula n° 100330; 100331 CRI de Betim. O terreno tem 720 m², e conta com 397,74m² de área construída.

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O outro bem está avaliado em R$ 1,28 milhão, e o lance inicial é de R$ 640 mil. O imóvel residencial está localizado em uma região residencial, registrado com a Matrícula n° 100335 CRI de Betim. O terreno tem 360 m² e a área construída é de 404,00m². O imóvel tem seis apartamentos de dois quartos, todos com garagem. Os dados foram fornecidos pela Prefeitura de Betim.

Destinação dos Recursos

O valor arrecadado será destinado ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad). Parte dos recursos retorna às forças de segurança responsáveis pelas apreensões, reforçando o trabalho das polícias. O restante é investido em projetos e políticas públicas de prevenção, tratamento e reinserção social de pessoas afetadas pelo uso de drogas.

Assim, além de representar uma oportunidade de adquirir imóveis com grande potencial de valorização, o leilão contribui diretamente para o fortalecimento das ações de segurança pública e para uma causa social de grande relevância.

Como Participar

Os interessados devem acompanhar os lances e participar do leilão pelo site da leiloeira. Dúvidas podem ser enviadas para [email protected].

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Leilões da Senad

Desde setembro deste ano, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) passou a ter mais autonomia para conduzir os leilões de bens apreendidos e perdidos, em favor da União, decorrentes do tráfico de drogas e de crimes conexos.

O Decreto nº 12.607/2025, publicado no Diário Oficial da União (DOU) em setembro, proporciona segurança jurídica, padronização e transparência na condução dos leilões realizados pela Senad. A medida amplia a autonomia normativa da Secretaria e confere previsibilidade a um processo essencial para reverter em benefício da sociedade os recursos antes utilizados no financiamento de atividades criminosas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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