Paraná
Jardim Secreto: projeto une educação e meio ambiente em colégio estadual do Paraná
Um espaço que une natureza, leitura, sustentabilidade e convivência tem transformado a rotina dos estudantes do Colégio Estadual Manoel Ribas, na Vila Torres, em Curitiba. Criado há oito anos, o projeto Jardim Secreto se tornou uma referência em educação inovadora ao proporcionar experiências de aprendizagem que vão além da sala de aula.
Inspirado no livro homônimo da escritora inglesa Frances Hodgson Burnett, o Jardim Secreto ocupa uma ampla área verde dentro da escola e reúne plantações, estações de compostagem, galinheiro e uma casa azul de aproximadamente 70 metros quadrados que funciona como biblioteca. O espaço oferece aos estudantes oportunidades de contato com a natureza, incentivo à leitura e desenvolvimento de práticas sustentáveis.
Criado a partir de atividades de leitura desenvolvidas na escola, o projeto cresceu ao longo dos anos com a participação dos estudantes, professores e da comunidade escolar. Em uma região com poucas áreas verdes, o Jardim Secreto se consolidou como um importante espaço de contato com a natureza, permitindo que os alunos conheçam diferentes espécies de frutas, hortaliças e plantas, acompanhem processos de cultivo e compostagem e desenvolvam uma relação mais próxima com o meio ambiente.
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“Projetos como esse são um exemplo de como a escola pode ampliar os horizontes dos estudantes por meio de experiências significativas. Ao integrar leitura, sustentabilidade, cuidado com o meio ambiente e convivência, o projeto fortalece o aprendizado e demonstra o potencial transformador da educação pública”, afirma o secretário de Estado da Educação do Paraná, Roni Miranda.
Mais do que um ambiente físico, o Jardim Secreto promove vivências que estimulam a curiosidade, a autonomia e o protagonismo dos alunos, contribuindo para uma formação integral e conectada com a realidade.
“Aqui é mais legal do que aprender na sala de aula. A gente conhece as plantas, pode colher frutas e aprende na prática. Eu gosto muito daqui porque me lembra momentos da minha família, como quando comi cana-de-açúcar de novo depois de muito tempo. Também aprendi a separar o lixo orgânico do não orgânico e levo isso para o meu dia a dia”, conta o estudante Renan Medeiros, de 12 anos.
Ao longo dos anos, o espaço se consolidou como um ambiente de aprendizagem interdisciplinar, onde diferentes áreas do conhecimento se encontram para estimular a criatividade, a pesquisa e a construção coletiva do conhecimento.
Para o professor de Língua Portuguesa Davi Brito da Silva, idealizador do projeto, o Jardim Secreto amplia as possibilidades de aprendizagem ao transformar a natureza em uma extensão da sala de aula. “Antes de pedir que o aluno escreva um conto, nós trazemos ele para viver experiências. Os personagens, os cenários e as histórias estão aqui. Depois, ele volta para a sala com muito mais repertório para escrever e aprender”, explica.
Segundo o professor, o contato com a natureza também contribui para o bem-estar dos estudantes. “Um dos principais benefícios é a saúde mental. O ambiente ajuda a acalmar, desperta a criatividade e faz com que os alunos se reconectem consigo mesmos e com o mundo ao redor.”
As atividades desenvolvidas no jardim envolvem temas como sustentabilidade, alimentação saudável, preservação ambiental, literatura e cidadania, tornando o aprendizado mais dinâmico e significativo.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).
A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.
Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.
Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.
Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.
Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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