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Brasil

IPCC busca especialistas para revisar primeira versão do relatório especial sobre cidades e mudança do clima

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Coordenação-Geral de Ciência do Clima, informa que o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) busca especialistas técnicos interessados em contribuir com a revisão da primeira versão do relatório especial sobre mudança do clima e cidades. 

Para participar, é preciso fazer cadastro on-line até 30 de novembro. A primeira versão do documento ficará disponível para comentários de 17 de outubro a 12 de dezembro de 2025. “Esta é mais uma oportunidade para que especialistas brasileiros no tema de cidades, que abrange muitas áreas, possam colaborar. É importante a participação da comunidade científica, de técnicos governamentais, de especialistas da sociedade civil que conhecem em profundidade os desafios postos pela mudança do clima para as áreas urbanas”, explica o coordenador de Mudanças Ambientais Globais do MCTI, Antonio Marcos Mendonça.  

No Brasil, os dados do Censo de 2022 revelaram que 61% da população se concentra em áreas urbanas, o que representa 124,1 milhões de pessoas. De acordo com estudo ONU Habitat, no âmbito global, as cidades são responsáveis por cerca de 70% do consumo primário de energia e 60% das emissões globais de gases de efeito estufa. Mesmo assim, a maioria dos países ainda não explora esses elementos nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).  

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De acordo com o comunicado do IPCC, a revisão do primeiro esboço do relatório é uma das etapas dos diversos processos de revisão previstos durante a fase de elaboração dos relatórios do órgão científico da Organização das Nações Unidas (ONU). As revisões são consideradas críticas pois contribuem para garantir rigor científico, ampla gama de perspectivas e relevância para os desafios urgentes que as áreas e comunidades urbanas enfrentam diante do aquecimento do planeta e da mudança do clima.  

O processo de revisão é oportunidade para que todos os países conheçam a primeira versão do documento, exponham diferentes perspectivas e contextos. Todos os comentários enviados por especialistas ou governos serão encaminhados aos autores. Após a publicação do documento final, todos os comentários, respostas e esboços serão publicados.  

“Convidamos os membros da comunidade urbana a se apresentarem para fornecer comentários a fim de garantir que este relatório reflita a ciência mais recente e seja relevante para o trabalho de profissionais urbanos em todo o mundo”, afirmou o copresidente do Grupo de Trabalho II, Winston Chow, em comunicado do IPCC.  

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Sobre o relatório especial 

O Relatório Especial sobre Mudança do Clima e Cidades abordará, entre outros itens, o custo da inação em relação à mudança do clima e o planejamento de relocações forçadas de populações em situações de crise. Esse será o único relatório especial do Sétimo Ciclo de Avaliação (AR7).  

Três especialistas brasileiros integram o grupo formado por 97 especialistas de 56 países que estão trabalhando na elaboração do documento nas funções de como coordenadores, autores líderes e editores revisores.  

A previsão é que o relatório especial sobre mudança do clima e cidades seja lançado em março de 2027. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil

Governo do Brasil investe R$ 182,2 milhões em assistência especializada, com reforço à oncologia no SUS

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregaram, nesta terça-feira (23), um acelerador linear de alta tecnologia ao Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste de São Paulo. De forma simultânea, Sinop (MT), Fortaleza (CE) e Teresina (PI) também receberam novos equipamentos para tornar o tratamento de radioterapia mais rápido e acessível.  

Além da entrega do acelerador linear, o governo federal anunciou novas ações voltadas à ampliação da assistência especializada no SUS. Entre elas, a aquisição de 20 aparelhos de ressonância magnética para distribuição em todas as regiões do país, a certificação do Hospital Santa Marcelina como Hospital de Ensino Nível 1 e a assinatura do termo de execução de crédito financeiro para a Casa de Saúde Santa Marcelina. Juntas, as iniciativas somam R$ 182,2 milhões em investimentos por meio dos programas Agora Tem Especialistas e Novo PAC Saúde.

“O que está acontecendo no Brasil é um sonho que muitos de nós acalentamos há muito tempo. A gente sempre sonhou em fazer com que o povo trabalhador, mais humilde, que mora na periferia, mais distância, tivesse acesso ao que todo mundo tem que ter direito. O que nós queremos é que todos tenham um tratamento igual, justo e de boa qualidade”, ressaltou o presidente Lula.

O Hospital Santa Marcelina é uma instituição filantrópica, referência em alta complexidade na Zona Leste de São Paulo. Na assistência oncológica, a unidade já contava com três aceleradores lineares e, com a entrega da nova tecnologia, reforça sua capacidade como polo de referência na oncologia. Com investimento de R$ 7,3 milhões, o novo equipamento tem capacidade de realizar até 1.000 tratamentos radioterápicos por ano.

“Estamos dando mais um passo do Agora Tem Especialistas ao entregar o que existe de mais moderno na medicina mundial para tratar radioterapia. O que estamos fazendo é montar a maior rede pública do mundo de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A unidade hospitalar se destaca pela integração com o Sistema Único de Saúde (SUS), ao prestar assistência a pacientes com câncer e contribuir para a redução do tempo de espera. Além de atender a população da capital e de municípios ao redor, a instituição passa a receber pessoas que buscam tratamento em outras subregionais e segue como referência para pacientes de outros estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Durante a agenda, foi anunciada a certificação do Santa Marcelina como Hospital de Ensino Nível 1.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
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Expansão do tratamento de câncer no Mato Grosso

Também nesta terça-feira (23), o Hospital Santo Antônio, em Sinop (MT), recebeu, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, um novo acelerador linear, viabilizado com R$ 17,5 milhões do Novo PAC Saúde. A instalação do equipamento faz parte da estratégia nacional de descentralização da radioterapia, voltada à redução de vazios assistenciais, à diminuição do deslocamento de pacientes para grandes centros e à ampliação do acesso oportuno ao tratamento.

Sinop é o principal município da Macrorregião Norte de Mato Grosso, com população estimada em mais de 500 mil habitantes. Além de atender à demanda interna, o novo equipamento posiciona o Hospital Santo Antônio como referência para municípios do estado e de regiões vizinhas que não dispõem desse tipo de serviço. Com isso, pacientes que antes percorriam entre 500 e 1.800 km para receber atendimento em locais como Cuiabá e Barretos passam a ter acesso mais próximo e mais conforto na assistência.

Mais atendimentos oncológicos no Nordeste

Em Fortaleza (CE), o acelerador linear, no valor de R$ 7 milhões, foi destinado ao Instituto do Câncer do Ceará – Hospital Haroldo Juaçaba. A entrega foi realizada pelo secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Mozart Salles.

O Instituto do Câncer do Ceará (ICC) é referência estadual consolidada para diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos do câncer, atendendo pacientes da Macrorregião Fortaleza, Sobral, Cariri, Sertão Central, Litoral Leste/Jaguaribe e Baturité. O aparelho será essencial para suprir a demanda, que cresceu 23,6% em apenas um ano.

O Hospital São Marcos, em Teresina (PI), também foi contemplado. O investimento de R$ 15,5 milhões foi destinado para a modernização da assistência radioterápica, também com inclusão de um acelerador linear moderno.

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Cenário nacional

O cuidado aos pacientes com câncer é uma prioridade do Programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, incluindo os procedimentos radioterápicos. Desde 2023, foram celebrados 155 aceleradores lineares, com previsão de entrega de 70 equipamentos até 2026. Desse total, 44 já foram inaugurados.

Novos aparelhos de ressonância magnética

Ainda nesta terça-feira (23), Lula e Padilha assinaram o contrato que vai garantir a compra de 20 aparelhos de ressonância magnética para a realização de exames de imagens que possibilitam que profissionais de saúde reconheçam fraturas difíceis, problemas nos órgãos ou sangramentos internos em poucos minutos. Os novos equipamentos contarão com investimento total de R$ 111,7 milhões, e serão distribuídos para todas as regiões do Brasil.

As entregas contemplam 15 estados distribuídos por todas as regiões do país. No Norte, estão Amazonas e Rondônia. No Nordeste, os investimentos chegam à Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. No Centro-Oeste, há ações em Goiás. No Sudeste, os estados atendidos são Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Já na Região Sul, as entregas abrangem Paraná e Rio Grande do Sul.

Rede privada e filantrópica de portas abertas para pacientes do SUS

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS

Durante a agenda, também foi assinada a adesão da Casa de Saúde Santa Marcelina à modalidade de crédito financeiro do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa permite que hospitais privados e filantrópicos ofertem atendimento especializado para pacientes do SUS e, em contrapartida, utilizem os atendimentos realizados para abatimento de dívidas tributárias com a União ou compensação de tributos federais futuros. O contrato inicial é de R$ 15,9 milhões e reforça a estratégia do Ministério da Saúde de mobilizar toda a capacidade instalada do país para garantir assistência aos brasileiros.

Acesse a campanha do Agora Tem Especialistas

 Juliana Soares
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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