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Agro

IPCA de outubro registra alta de 0,09% com estabilidade em alimentação e bebidas

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,09% em outubro, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado ficou 0,39 ponto percentual abaixo da taxa de setembro (0,48%). No acumulado do ano, o índice soma 3,73%, enquanto nos últimos 12 meses a alta é de 4,68%, abaixo dos 5,17% registrados nos 12 meses anteriores.

Alimentação e bebidas apresentam estabilidade

O grupo Alimentação e bebidas teve alta mínima de 0,01%, com destaque para queda de preços na alimentação no domicílio (-0,16%), especialmente arroz (-2,49%) e leite longa vida (-1,88%). Por outro lado, itens como batata-inglesa (8,56%) e óleo de soja (4,64%) registraram aumento.

A alimentação fora do domicílio acelerou, passando de 0,11% em setembro para 0,46% em outubro. O subitem lanche subiu de 0,53% para 0,75%, enquanto refeição variou de -0,16% para 0,38%.

Impactos da habitação e energia elétrica

O grupo Habitação registrou queda de 0,30%, influenciado principalmente pela energia elétrica residencial (-2,39%), que teve o maior impacto negativo no índice de outubro (-0,10 p.p.).

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A redução reflete a mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para patamar 1, além de reajustes específicos em concessionárias de Goiânia (19,56%), Brasília (11,21%) e São Paulo (16,05%). No acumulado do ano, a energia elétrica residencial já acumula alta de 13,64%.

Variações em outros grupos de consumo
  • Vestuário (0,51%): maior variação do mês, com destaque para calçados e acessórios (0,89%) e roupa feminina (0,56%).
  • Despesas pessoais (0,45%): alta puxada pelo subitem empregado doméstico (0,52%) e pacotes turísticos (1,97%).
  • Saúde e cuidados pessoais (0,41%): impacto de 0,06 p.p., impulsionado por artigos de higiene pessoal (0,57%) e planos de saúde (0,50%).
  • Transportes (0,11%): influência da passagem aérea (4,48%), combustíveis como etanol (0,85%), gasolina (0,29%) e gás veicular (0,42%). O óleo diesel caiu 0,46%.
Desempenho regional dos preços

Entre as regiões, a maior variação foi registrada em Goiânia (0,96%), devido à energia elétrica residencial (6,08%) e gasolina (4,78%). A menor variação ocorreu em São Luís e Belo Horizonte:

  • São Luís (-0,15%): queda no arroz (-3,49%) e gasolina (-1,24%).
  • Belo Horizonte (-0,15%): redução em gasolina (-3,97%) e energia elétrica (-2,71%).
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INPC também desacelera

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve alta de 0,03% em outubro, acumulando 3,65% no ano e 4,49% nos últimos 12 meses, abaixo dos 5,10% do período anterior.

  • Produtos alimentícios: de -0,33% em setembro para 0,00% em outubro.
  • Produtos não alimentícios: de 0,80% em setembro para 0,04% em outubro.

A maior variação regional do INPC ocorreu em Goiânia (0,92%), enquanto a menor foi em Belo Horizonte (-0,21%), acompanhando os efeitos da energia elétrica e combustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café inicia maio com leve alta em Nova York, mas safra brasileira limita reação dos preços

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O mercado do café abriu a semana com leve recuperação nas cotações internacionais, refletindo um movimento técnico após as perdas recentes. Nesta segunda-feira (4), os contratos do arábica negociados na ICE Futures US, em Nova York, registraram alta moderada, ainda sob influência das expectativas de uma safra robusta no Brasil.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o contrato julho/26 era cotado a 287,00 cents/lb, com avanço de 60 pontos. O setembro/26 subia 90 pontos, a 276,80 cents/lb, enquanto o dezembro/26 avançava 100 pontos, negociado a 268,50 cents/lb. Já o maio/26, em fase final e com menor liquidez, operava a 302,00 cents/lb, com ganho de 110 pontos.

Feriado em Londres reduz liquidez global

As negociações do café robusta estiveram suspensas nesta sessão devido ao feriado bancário no Reino Unido, conhecido como Early May Bank Holiday. Com a paralisação da ICE Futures Europe, a liquidez global ficou reduzida, concentrando a formação de preços na bolsa norte-americana.

Alta é pontual e não indica mudança de tendência

Apesar do movimento positivo, analistas avaliam que a alta tem caráter pontual. O mercado segue pressionado pelo avanço da safra brasileira 2026/27, cuja expectativa é de maior oferta nas próximas semanas.

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Após as quedas expressivas registradas em abril, o café encontra suporte técnico momentâneo, mas ainda enfrenta dificuldades para sustentar um movimento consistente de valorização. A entrada mais intensa da colheita tende a ampliar a disponibilidade do produto e limitar novas altas.

Colheita avança e influencia decisões no campo

No Brasil, o ritmo de colheita ainda é inicial em diversas regiões produtoras, mas o mercado já precifica o aumento da oferta. Esse cenário gera volatilidade, com oscilações técnicas frequentes nas bolsas internacionais.

Outro fator relevante é o comportamento do produtor, que tem adotado uma postura mais cautelosa nas vendas. Diante de preços menos atrativos, muitos optam por segurar negociações no mercado físico, o que pode oferecer sustentação pontual às cotações no curto prazo.

Segundo o analista de mercado Jeremias Nascimento, o setor vive um momento de equilíbrio delicado entre preços, margens e estratégia comercial. A decisão de venda, segundo ele, passa por uma análise criteriosa dos custos de produção e das oportunidades futuras.

Mercado segue volátil e dependente da safra

O mercado do café inicia maio com viés ainda pressionado, mas sujeito a oscilações técnicas. A confirmação do ritmo da colheita e do tamanho efetivo da safra brasileira será determinante para o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Diante desse cenário, produtores e agentes do setor seguem atentos, adotando estratégias mais cautelosas em meio à combinação de oferta crescente e incertezas no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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