Paraná
Investimentos do Estado nos municípios chegarão a R$ 6,4 bilhões até o fim de 2026
O Governo do Estado vai investir mais de R$ 6,4 bilhões nos municípios paranaenses até o fim de 2026. O valor deve superar os volume de 2024 e será o maior da história. A projeção é da Secretaria de Estado da Fazenda.
De acordo com o cronograma, são R$ 2 bilhões para a pavimentação de cerca de 1 mil quilômetros de estradas rurais, mais de R$ 1,7 bilhão em equipamentos e máquinas agrícolas, R$ 1 bilhão para o financiamento de moradias populares do programa Casa Fácil, R$ 700 milhões em pavimentação urbana para novas fases do programa Asfalto Novo, Vida Nova, e cerca de R$ 300 milhões para instalar iluminação em LED em todas as cidades do Estado.
“Nós temos o maior pacote de investimentos da nossa história, com rodovias, duplicações, trincheiras, viadutos, além do maior investimento em educação do Brasil, com 35% da nossa arrecadação corrente líquida destinada para isso”, diz o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. “É um investimento contínuo em todos os municípios do Paraná, muito maior do que aquilo que os municípios projetavam”.
Como explica o secretário, as intervenções em infraestrutura dão uma boa dimensão do quanto o Paraná está empenhado com investimentos. Mais do que isso, segundo ele, o Estado é parceiro de cada um dos 399 municípios para fazer com que essas melhorias cheguem ao cidadão. “Estamos de portas abertas para conversar com qualquer um dos prefeitos para falar de investimentos e saber como podemos ajudar. Nosso objetivo é dar propulsão a obras e iniciativas que melhorem a qualidade de vida do paranaense”, diz.
A esses recursos se somam as transferências constitucionais. O Governo do Paraná mandou mais de R$ 10,2 bilhões aos municípios entre janeiro e agosto de 2025, o que representa um crescimento nominal de 84% ao longo dos últimos sete anos. Nos primeiros oito meses de 2018, por exemplo, o total repassado às prefeituras foi de R$ 5,5 bilhões. Além do crescimento nominal, houve aumento real de 27% ao longo dos últimos sete anos.
“Os municípios são nossos grandes parceiros e continuarão recebendo atenção total, com obras e projetos, por isso não há preocupação nem com as mudanças propostas no IPVA”, ressaltou Norberto Ortigara. “Queremos que a redução do IPVA seja motivo de orgulho para o paranaense, que terá o menor imposto do Brasil ao mesmo tempo em que o ritmo de investimentos só tende a crescer. Não vamos tirar o pé do acelerador”.
De acordo com projeções da Receita Estadual, a mudança na alíquota dos atuais 3,5% para 1,9% do valor venal dos veículos deve reduzir a arrecadação de 2026 em cerca de R$ 2,8 bilhões. Contudo, com novos emplacamentos e a continuidade dos investimentos, o volume de recursos previstos para as cidades do Paraná vai continuar alto.
NOVOS INVESTIMENTOS – Um dos principais exemplos desses investimentos são as estradas rurais e o foco no desenvolvimento rural do Estado. São R$ 2 bilhões destinados à pavimentação de trechos relevantes de estradas rurais, especialmente aqueles ligados às cadeias de produção de leite, suíno e frango. A previsão é de que as obras abranjam de 800 a 1.000 quilômetros de estradas.
Os recursos vão atender o programa Estradas da Integração, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que já garantiu obras em mais de 1.350 quilômetros de estradas rurais em todo o Paraná, beneficiando cerca de 100 mil famílias com a melhora no transporte de insumos e produtos agrícolas. O programa, que já recebeu investimentos de R$ 521 milhões desde 2019, também garante mais conforto e agilidade na mobilidade dos agricultores, estudantes, turistas e toda a comunidade.
Além disso, os investimentos previstos incluem ainda R$ 1,7 bilhão na aquisição de equipamentos e maquinários agrícolas. Serão disponibilizados 406 kits de equipamentos, incluindo motoniveladoras, tratores de esteira, escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras, caminhões basculantes e rolos compactadores.
Os repasses são limitados a R$ 3,7 milhões por cidade, com dispensa de contrapartida por parte dos municípios. A ideia é equipar as cidades com maquinários para serem usados no meio rural, para adequação de estradas rurais, manejo de solo, terraplanagem e auxiliar na infraestrutura de produção.
ASFALTO E CASA – Outro exemplo de como os investimentos do Estado vão alcançar diretamente os municípios é o Asfalto Novo, Vida Nova. Trata-se do maior programa de pavimentação urbana da América do Sul e que avança para garantir 100% de asfalto nas vias urbanas de todas as cidades. Já foram investidos cerca de R$ 872 milhões para 363 quilômetros.
Outro pilar central nessa estratégia de espalhar os investimentos do Estado é turbinar o investimento em serviços, como o Casa Fácil Paraná, o maior programa habitacional do Brasil.
O principal eixo do programa é o subsídio de R$ 20 mil para custear a entrada de imóveis a famílias com renda de até quatro salários mínimos, viabilizando as contratações habitacionais via Caixa Econômica Federal. A medida resolve o principal gargalo do Minha Casa Minha Vida, cujo financiamento abrange, no máximo 80%, do valor dos imóveis. Com investimento de R$ 1,4 bilhão, ele já realizou o sonho da casa própria para mais de 116 mil famílias de 366 municípios desde 2021 – e se já planeja um novo salto.
Em maio, o governador Ratinho Junior anunciou um novo ciclo do programa, com o lançamento de modalidades que visam a inclusão de públicos que historicamente enfrentam dificuldades para adquirir a casa própria ou regularizar sua propriedade. O investimento previsto é de R$ 1,4 bilhão.
Além disso, o Governo do Estado também lançou o Casa Fácil Paraná Terceira Idade, modalidade inédita que garante subsídios de R$ 80 mil para que pessoas acima de 60 anos usem para entrada na aquisição da moradia. O aporte inicial previsto para atender a novidade é de R$ 80 milhões, o suficiente para atender mil idosos paranaenses nesta primeira etapa.
OUTRAS AÇÕES – Outros investimentos também estão previstos para os municípios paranaenses, como os R$ 300 milhões do programa Ilumina Paraná. O objetivo é levar iluminação de LED para todas as cidades, melhorando não apenas o aspecto visual como a própria segurança urbana nessas regiões. Além disso, o Estado ainda prevê mais R$ 26 milhões para o Opera Paraná, programa que busca diminuir a fila de cirurgias eletivas, colocando um fim à fila de espera.
Fonte: Governo PR
Paraná
Estado amplia capacitação e implante contraceptivo chega a quase 2 mil mulheres no Paraná
O acesso a métodos contraceptivos de longa duração tem avançado no Paraná, ampliando a oferta de serviços voltados à saúde da mulher na rede pública. A procura pelo implante contraceptivo subdérmico segue em alta no Sistema Único de Saúde (SUS), com 1.990 inserções realizadas apenas nos dois primeiros meses de 2026. O método foi incluído no SUS em 2025 e o Paraná realizou 1.656 implantes já naquele ano.
Esse avanço está diretamente relacionado à estratégia de distribuição do contraceptivo e à capacitação de profissionais da rede pública. Em 2026, o Ministério da Saúde ampliou o envio dos implantes para municípios com menos de 50 mil habitantes, alcançando 363 cidades. No ano anterior, a distribuição havia contemplado apenas 36 municípios de maior porte.
O implante de etonogestrel é um método reversível e de alta eficácia, que se soma a outras opções já disponíveis no SUS. Ele atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções. Passado esse período, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente na Unidade Básica de Saúde (UBS). A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, destacou que o atendimento no Paraná segue evoluindo com responsabilidade e celeridade, tanto no procedimento quanto na capacitação dos profissionais. “O progresso na oferta do implante contraceptivo no Paraná representa mais autonomia e segurança para as mulheres no planejamento familiar. Estamos ampliando o acesso a um método eficaz e de longa duração, com distribuição e capacitação dos profissionais em todo o Estado”, disse.
Desde janeiro, o Paraná intensifica o treinamento para inserção do implante, promovidas tanto pelas Regionais de Saúde quanto pelos próprios municípios. Até a segunda quinzena de abril, foram realizadas 10 encontros pelas Regionais, totalizando 714 profissionais treinados, entre médicos e enfermeiros. Novas 12 oficinas já estão programadas entre o fim de abril e o início de julho, com previsão de capacitar mais 650 profissionais da Atenção Primária à Saúde.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, reforçou o impacto da iniciativa de preparação dos profissionais da saúde para ampliar e qualificar a oferta do método na Atenção Primária à Saúde. “É essencial para que o enfermeiro se sinta seguro e apto a ofertar o implante contraceptivo, especialmente nos municípios que estão iniciando o serviço, qualificando o atendimento e ampliando o acesso da população ao método”, afirmou.
Além disso, uma nova etapa de formação coordenada pelo Ministério da Saúde está prevista para junho, com foco em 400 profissionais de enfermagem dos municípios com menos de 50 mil habitantes, incluindo representantes das Regionais de Saúde e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).
ACESSO AO MÉTODO – O implante contraceptivo está disponível para pacientes entre 14 e 49 anos. Para as pacientes interessadas no uso do Implanon, o processo inicia na Atenção Primária à Saúde (APS), por meio da Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência, onde deverá ser realizado um agendamento para o atendimento. Tanto médicos como enfermeiros capacitados podem inserir o implante, de acordo com o desejo e condições de saúde detalhados durante a consulta.
Carolina Bolfe Poliquesi, coordenadora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, ressalta a importância da conscientização e das ações preventivas no combate a doenças e na promoção da saúde pública no Estado. “Além do implante, a consulta é uma oportunidade de promoção à saúde, aos direitos sexuais e reprodutivos. É o momento para atualizar o calendário vacinal e realizar os exames de prevenção do câncer de colo e mama”, explicou.
DISTRIBUIÇÃO – O Paraná recebeu, em 2026, aproximadamente 19 mil unidades do implante contraceptivo e todos os municípios já receberam. No entanto, parte deles ainda está em fase de organização do serviço, especialmente na capacitação das equipes, etapa necessária para iniciar a oferta do método à população.
CONTRACEPTIVOS – Entre os contraceptivos atualmente oferecidos no SUS, até então, somente o DIU de cobre era classificado como LARC — sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração. Esses métodos são considerados mais eficazes no planejamento reprodutivo por não dependerem do uso contínuo ou correto por parte da usuária, como ocorre com os anticoncepcionais orais ou injetáveis. Os LARC são reversíveis e seguros.
Fonte: Governo PR
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