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Investimento de R$ 40 milhões: Sanepar entrega obras de esgoto em distritos de Maringá

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A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) acaba de entregar obras de esgotamento sanitário nos distritos de Maringá, no Noroeste do Estado. Os investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões viabilizaram a implantação de um sistema completo em Iguatemi e a ampliação do sistema existente em Floriano. O indicador de atendimento com coleta e tratamento de esgoto de Iguatemi salta de 0 para 75%, ainda em 2025, e em Floriano, sai de 24% para 65%.

 O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, afirma que o empreendimento significa um importante avanço para a universalização do saneamento no Paraná. “Mesmo com indicadores tão expressivos vamos dando garantia para que Maringá e seus distritos sigam se desenvolvendo. Com a rede de esgoto, as localidades poderão avançar com construções verticais, que seriam inviáveis se continuassem dependendo de fossas sépticas”.

O gerente-geral da Sanepar na Região Noroeste, Vitor Gorzoni, lembra que os recursos investidos nas obras em andamento e recentemente entregues em Maringá ultrapassam R$ 150 milhões. “Este grande volume de investimentos reafirma o compromisso da Companhia com a população maringaense. É importante, agora, que as pessoas façam a devida interligação das suas casas na nossa rede”, diz.

Equipes a serviço da Sanepar estão em campo orientando a adesão ao serviço e, também, como deve ser a interligação na rede coletora. “Os clientes precisam estar seguros para receber nossos agentes. Eles estão uniformizados e com formulários já preenchidos com dados do imóvel e do titular da conta. Nenhuma cobrança é feita na hora com cartão ou em espécie. Tudo é lançado nas faturas mensais”, alerta.

Outra situação que o gerente esclarece é que a Companhia não faz a parte interna da ligação de esgoto do imóvel, que é de responsabilidade do morador; apenas orienta como deve ser feita. Isto quer dizer que ninguém em nome da Sanepar pode oferecer ou cobrar por este serviço.
REDE LIBERADA – Moradores da Rua dos Estudantes, no distrito de Iguatemi, já fizeram a sua adesão ao serviço de coleta e tratamento de esgoto e comemoram o fim da fossa séptica. A aposentada Necilda Marega tem uma fossa bem na entrada do seu imóvel. Morando sozinha num quintal cheio de plantas, ela diz que está muito feliz com a chegada da rede de esgoto. “Para nós vai ser bom, não ter aquela fossa ali, correndo perigo de desbarrancar ou de uma hora alguém cair dentro dela”.

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Beneficiária do Programa Água Solidária, dona Necilda avalia que vai pagar “bem pouco” para ter o seu esgoto coletado e tratado. Clientes desta categoria pagam apenas R$ 7,00 pelo serviço de esgoto, se estiverem dentro do consumo de até 5 metros cúbicos de água. A fatura mensal, portanto, com os dois serviços tem o valor total de R$ 21. “Eu pago R$ 14,00 e uns quebradinhos, então não sobe muito”, pontua. 

SEGURANÇA PARA BRINCAR – Emily Vitoria do Nascimento é a mãe zelosa de Diego Rafael, de 9 meses. Ela e o pai do bebê, Anderson Reis de Lacerda, vieram de São Paulo recentemente e ficaram preocupados com a existência de fossa na residência, onde moram, também, os avós paternos do pequeno, Dirce e Nelson Lacerda. Com a liberação da interligação do imóvel na rede de esgoto, veio o alívio. “Então foi uma preocupação muito grande para a gente em relação ao Diego. Mas agora eu acredito que antes dele começar a andar já vai estar ligado”, afirma.

Sobre o pagamento mensal com o novo serviço, Emily diz que não é despesa. “Eu vejo como um real investimento mesmo, porque vai facilitar a nossa vida e a gente não vai mais precisar se preocupar com isso”, comenta, sobre a necessidade de contratação de caminhões para esgotar a fossa séptica.

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Famílias cadastradas na primeira faixa de consumo da Tarifa Residencial Normal da Sanepar pagam R$ 41,86 pelo esgotamento e R$ 52,33 por 5 m3 de água tratada.

CUIDANDO DA MÃE – Ermelindo Ivanchuk mora no interior de São Paulo, mas vem com frequência para Maringá para tratar de assuntos diversos para a mãe Ana Maguerski, de 90 anos. Ela mora na Rua Santa Berenice, em Iguatemi.

Durante a visita de um agente comercial a serviço da Sanepar, Emerlindo recebeu todas as orientações sobre o procedimento de cobrança pelo novo serviço. “Com certeza é um benefício importante”, afirma.  “É bom para o meio ambiente e também a gente vai ter a exclusão de insetos, baratas e outros (bichos) que aparecem por causa da fossa. Isso para a gente é muito bom, já alivia e elimina isso. E acredito que (terá) a valorização também do imóvel”, destaca.

Para aderir ao serviço de esgotamento sanitário, é cobrado um valor único de R$ 215,79, para clientes em geral, e de apenas R$ 24,59, para beneficiários da Tarifa Água Solidária. Todos os clientes podem optar por parcelar o valor em até 36 meses.

SOBRE AS OBRAS – A Sanepar concluiu em junho as obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário de Iguatemi. Foram implantados 54 km de tubulações, entre rede coletora, interceptores, emissários e linha de recalque. Também foram construídas uma estação elevatória de esgoto (EEE Chapecó) e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE Pitanga). A ETE já está dimensionada para atender 90% da população, a partir de obras de ampliação de rede no futuro.

No distrito de Floriano foram implantados 10 km de tubulações, além da construção de uma moderna ETE, a Patu, que se soma à ETE Miringuava já existente.

Fonte: Governo PR

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MPPR recebe Comissão do Sistema Prisional do CNMP

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Visita a unidades prisionais, apresentação de projetos, capacitação e debates fizeram parte da programação da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (CSP) do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no Ministério Público do Paraná. Realizada de 23 a 25 de setembro, a iniciativa ampliou o diálogo sobre estratégias de atuação das instituições, com discussões que podem contribuir para o enfrentamento de desafios relacionados à segurança pública e ao sistema prisional em âmbito nacional. 

Central de Vagas – No primeiro dia da programação, integrantes da CSP e do MPPR participaram de reunião sobre a Central de Regulação de Vagas, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltada ao enfrentamento da superlotação prisional. A proposta prevê atuação coordenada entre os Poderes Judiciário e Executivo e a utilização de dados atualizados sobre a ocupação das unidades para subsidiar decisões sobre ingresso, transferências e outras movimentações no sistema prisional.

Após a apresentação de um panorama das unidades prisionais do Paraná, foram debatidos aspectos locais e nacionais relacionados à gestão de vagas, com destaque para a integração entre as instituições e o compartilhamento de dados sobre as unidades e a população prisional, considerados essenciais para a implementação da central e a atuação dos órgãos envolvidos. 

Posteriormente, foram realizadas visitas à Casa de Custódia de Piraquara e ao Centro de Integração Social Feminino de Piraquara, acompanhadas por integrantes do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), com o objetivo de conhecer a realidade do sistema prisional no estado e acompanhar aspectos da atuação do Ministério Público nessas unidades  

Gerenciamento de crises – Na quinta-feira (24), foi realizado o workshop Gerenciamento de crises e gestão de riscos no sistema prisional, promovido pela Escola Superior do MPPR em parceria com a CSP. A capacitação foi ministrada pelo Promotor de Justiça da Bahia Edmundo Reis Silva Filho e reuniu membros do Ministério Público, policiais penais, civis e militares e integrantes da rede de segurança pública.Na abertura do evento, a Conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público e Presidente da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública, Ivana Lúcia Franco Cei, ressaltou a necessidade de aproximar a atuação das instituições da sociedade e de promover mudanças na forma de lidar com as crises no sistema prisional, com atenção à identificação de riscos, à elaboração de protocolos e à prevenção de situações graves.

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“Uma crise raramente começa no momento em que ela se torna visível. Quando ocorrem rebeliões, fugas ou conflitos de grandes proporções em um sistema prisional, esses acontecimentos são muitas vezes a manifestação final de uma sucessão de riscos, vulnerabilidades, sinais e decisões que começaram muito antes”, afirmou. Nesse sentido, pontuou que a capacitação busca preparar os participantes justamente para reconhecer riscos e agir antes que situações críticas se transformem em crises.

Em sua manifestação, o Corregedor-Geral do MPPR, Ney Roberto Zanlorenzi, destacou a visita da CSP ao Paraná como oportunidade de intercâmbio de experiências e ressaltou o papel orientador e preventivo da Corregedoria, além da importância da qualificação técnica para a atuação do Ministério Público, especialmente em áreas como o sistema prisional e o controle externo da atividade policial.

Representando o Procurador-Geral de Justiça, o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Armando Antônio Sobreiro Neto, propôs uma reflexão sobre a atuação do Ministério Público na área da segurança pública e defendeu que as instituições envolvidas também contribuam para o debate público sobre as responsabilidades do Estado e da sociedade diante dos desafios da segurança e do sistema penal. 

O Promotor de Justiça Alexey Choi Caruncho, integrante do Gaesp, ressaltou a complexidade do tema no Paraná, que possui mais de uma centena de unidades prisionais, e destacou a importância da articulação e do apoio institucional na parceria com as forças policiais para enfrentar os desafios relacionados ao sistema prisional e à segurança pública. 

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Também participaram da solenidade o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Maximiliano Ribeiro Deliberador; a Subprocuradora-Geral de Justiça para Assuntos de Planejamento Institucional, Terezinha de Jesus de Souza Signorini; o Presidente da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), Fernando Mattos; e o Coronel Alexandre Lopes Dias, representando a Polícia Militar do Estado.

TJPR –  Na sexta-feira (25), representantes da Comissão e do MPPR estiveram no Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), em visita ao Desembargador Fábio Haick Dalla Vecchia, 2º Vice-Presidente do Tribunal. O Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Armando Antônio Sobreiro Neto,representou o Procurador-Geral de Justiça na ocasião. Durante o encontro, foram apresentadas as atribuições e as atividades desenvolvidas pela CSP na área do sistema prisional, além de aspectos relacionados à atuação das instituições no tema. 

Ao longo da programação, também acompanharam as atividades o Coordenador do Gaesp e da Coordenadoria de Recursos Criminais da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães; o Coordenador de Assuntos Institucionais do Ministério Público do Paraná, Promotor de Justiça Ronaldo de Paula Mion; os Promotores de Justiça Ricardo Casseb Lois e Gustavo Henrique Rocha de Macedo; o Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná Ruy Muggiati, além dos Promotores de Justiça Marco Antônio Amorim, Suelim dos Santos Braga, Douglas Cavalheiro dos Santos e Gabriele Barboza de Almeida, membros auxiliares do CNMP.

Confira imagens da visita

Fonte: Ministério Público PR

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