Paraná
Início das concessões marca nova era para infraestrutura do Paraná, afirma Ratinho Junior
A assinatura dos contratos dos dois primeiros lotes das novas concessões rodoviárias do Paraná marca um novo momento para a infraestrutura do Paraná. Foi o que afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (30), durante cerimônia no Palácio do Planalto que marcou a transferência de 1,1 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais às concessionárias vencedoras dos leilões.
Ratinho Junior destacou que o Estado está encerrando um capítulo triste no sistema rodoviário paranaense, já que as antigas concessões, cujos contratos foram encerrados em 2021, tiveram uma série de problemas, com tarifas caras e falta de obras.
“Este é um dia muito importante para o Estado, pois dá início a um novo momento na infraestrutura paranaense”, afirmou. “Quando assumi o governo, em 2019, dei início a um planejamento de transformar o Paraná na central logística da América do Sul. A nossa posição estratégica nos coloca em uma condição muito favorável à atração de novos investimentos. Nosso maior desafio eram as rodovias, porque as concessões feitas em 1997 não foram boas. Tinham tarifas altas e poucas obras, que se juntaram a escândalos de corrupção e a uma série de problemas”.
Os dois primeiros, de um total de seis lotes que passarão a iniciativa privada, foram leiloados no ano passado e reúnem 1,1 mil quilômetros de estradas estaduais e federais, com a previsão de R$ 30,4 bilhões de investimentos ao longo de 30 anos, incluindo a duplicação de quase 700 quilômetros de duplicações. “Isso vai aumentar a capacidade de carga das nossas rodovias, trazer mais segurança para o usuário, menos risco de acidente, mais conforto na viagem e, acima de tudo, ajudando a fortalecer a infraestrutura do Brasil”, disse.
O projeto foi construído a quatro mãos entre o Governo do Estado e o governo federal e será adotado como modelo para as próximas concessões rodoviárias do País. “Colocamos rodovias estaduais junto com as federais, encorpando os lotes para que se tornassem mais atrativos para o investidor nacional e internacional”, salientou Ratinho Junior.
“O projeto que apresentamos vai colaborar com as novas concessões que o Brasil vai fazer, porque é um modelo vitorioso, tanto pelo volume de obras que colocamos no contrato, como no preço. Os paranaenses passarão a pagar em média 50% a menos do que se pagava no passado, isso com rodovias novas, duplicadas e muitas obras”, completou o governador. “Esse projeto foi tratado no mais alto nível técnico, sem deixar cair em discussões políticas, e por isso foi tão bem sucedido”.
O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, destacou o diálogo com o Governo do Estado e com a bancada paranaense na Câmara Federal na elaboração do projeto. “Substituímos um modelo antigo de licitações, estimulando que esta não fosse arrematada pela maior outorga, e sim pela menor tarifa, garantindo um padrão de qualidade”, disse. “Este é o modelo que vamos seguir a partir de agora. O governo não vai mais utilizar as licitações para fazer caixa, mas para garantir a menor tarifa e o menor serviço para a população”.
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LOTES – O primeiro lote que foi a leilão engloba 473 quilômetros das rodovias BR-277, BR-373, BR-376, BR-476, PR-418, PR-423 e PR-427 que passam por Curitiba, Região Metropolitana, Região Centro-Sul e Campos Gerais. A concessionária Via Araucária vai administrar os trechos após oferecer um desconto de 18,25% na tarifa por quilômetro rodado. As obras vão melhorar diretamente o tráfego de 18 cidades, que reúnem mais de 3 milhões de habitantes.
O segundo trecho leiloado envolve 605 quilômetros das rodovias BR-153, BR-277 e BR-369 e das estaduais PR-092, PR-151, PR-239, PR-407, PR-408, PR-411, PR-508, PR-804 e PR-855 em trechos que passam por Curitiba, Litoral, Campos Gerais e Norte Pioneiro. A concessionária EPR Litoral Pioneiro ofereceu um desconto de 0,08% em relação ao valor da tarifa de referência do edital.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná denuncia 15 pessoas investigadas na “Operação A Rede” por organização criminosa, fraudes bancárias e lavagem de dinheiro
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra 15 pessoas investigadas por integrarem uma organização criminosa de atuação nacional responsável pela prática de fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. Os crimes foram apurados no âmbito da Operação A Rede.
Áudio do Promotor de Justiça Antônio Juliano Souza Albanez
De acordo com a denúncia, que já foi recebida pela Justiça, o grupo criminoso mantinha uma falsa central telefônica instalada em Ponta Grossa, a partir da qual aplicava golpes em correntistas de instituições financeiras de todo o país. Além do contato telefônico com as vítimas, os investigados utilizavam páginas falsas na internet e links maliciosos para obter dados bancários e acessar indevidamente as contas, desviando valores expressivos.
Prejuízo – As investigações identificaram, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, ao menos 11 vítimas residentes em diferentes estados da federação, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Maranhão e Amazonas. Somente no período investigado, o prejuízo causado ultrapassa R$ 1,4 milhão.
Os denunciados foram acusados pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. No caso das lideranças do grupo, as penas máximas cominadas aos delitos imputados podem superar 12 anos de reclusão.
Reparação de danos – Na denúncia, o Ministério Público também requereu a fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados às vítimas. Como medida para assegurar o ressarcimento dos prejuízos e eventual perdimento de bens, a Justiça já determinou o bloqueio de veículos, imóveis e contas bancárias dos denunciados.
Atualmente, quatro investigados permanecem presos preventivamente e um dos apontados como líder da organização criminosa encontra-se foragido.
Processo 0005586-66.2025.8.16.0019.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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