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MPPR obtém decisões na área de proteção animal que obrigam Município de União da Vitória a estruturar atendimento, plantões e o canil municipal

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O Ministério Público do Paraná em União da Vitória, no Sudeste do estado, obteve no Judiciário três decisões favoráveis em ações civis públicas ajuizadas com o propósito de garantir a adoção de medidas, pelo Poder Executivo Municipal, para a proteção animal. As liminares atendem a pedidos feitos judicialmente pelo MPPR por meio da 6ª Promotoria de Justiça da Comarca.

Áudio do promotor de Justiça Thimotie Aragon Heemann

Plantão para atendimento animal – A primeira decisão trata da necessidade de implementação de serviço de plantão veterinário na cidade. Em ação civil, a Promotoria de Justiça apontou que o Município não conta, atualmente, com serviço público de atendimento médico-veterinário em regime de plantão (urgência e emergência) e o setor de defesa animal dispõe apenas de profissionais que atuam em horário comercial e dias úteis, sem qualquer estrutura de sobreaviso ou plantão noturno e em finais de semana, situação que demonstra no entendimento do MPPR “omissão quanto ao dever constitucional e legal de proteção à fauna”. A liminar elenca uma série de medidas que devem ser adotadas pela Administração Municipal para a implementação definitiva do serviço, sob pena de multa diária no valor de R$ 3 mil por dia de atraso, até o limite de R$ 150 mil.

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Serviço estruturado – Uma segunda ação teve como foco garantir a estruturação de um setor municipal de defesa animal, já que os serviços hoje são prestados de modo ineficiente, sem protocolos objetivos de triagem, atendimento e encaminhamento, além de não haver o devido controle administrativo dos recursos públicos destinados à área. Atualmente, o Setor de Defesa Animal de União da Vitoria, subordinado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, conta com apenas um canil público e três médicos-veterinários, responsáveis por toda a fiscalização de maus-tratos, atendimento, encaminhamento a clínicas conveniadas, fiscalização residencial, acompanhamento de adoção e tarefas administrativas, para atender uma população de cerca de 56.560 habitantes: estimando-se a existência de aproximadamente 14.478 cães no território, dos quais cerca de 20% em situação de abandono. Também nesta ação, foram fixados prazos para a adoção das providências relacionadas e a imposição de multa diária no valor de R$ 3mil, até o limite de R$ 200 mil, em caso de descumprimento.

Canil municipal – A última decisão recente relacionada ao tema trata da necessidade de reforma e reestruturação do canil municipal da cidade. Atualmente, o serviço está instalado em local provisório, sem condições de garantir o adequado atendimento aos animais. Na ação, a Promotoria sustenta que é crescente no Município a demanda de animais vítimas de maus-tratos, atropelamento, zoonoses e abandono, deixando muitos casos de serem atendidos sob alegação de ausência de espaço físico e estrutura, sendo os animais destinados ao canil de forma indiscriminada e sem protocolo. A liminar fixou prazos para a adoção de diversas medidas para a implantação de um novo canil, que deve funcionar de acordo com normas técnicas e regulamentações dos órgãos vinculados, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Água e Terra (IAT) e Conselhos Federal e Regional de Medicina Veterinária.

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Processos 0004867-70.2026.8.16.0174, 0005354-40.2026.8.16.0174 e 0005658-39.2026.8.16.0174

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná denuncia 15 pessoas investigadas na “Operação A Rede” por organização criminosa, fraudes bancárias e lavagem de dinheiro

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra 15 pessoas investigadas por integrarem uma organização criminosa de atuação nacional responsável pela prática de fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. Os crimes foram apurados no âmbito da Operação A Rede.

Áudio do Promotor de Justiça Antônio Juliano Souza Albanez

De acordo com a denúncia, que já foi recebida pela Justiça, o grupo criminoso mantinha uma falsa central telefônica instalada em Ponta Grossa, a partir da qual aplicava golpes em correntistas de instituições financeiras de todo o país. Além do contato telefônico com as vítimas, os investigados utilizavam páginas falsas na internet e links maliciosos para obter dados bancários e acessar indevidamente as contas, desviando valores expressivos.

Prejuízo – As investigações identificaram, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, ao menos 11 vítimas residentes em diferentes estados da federação, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Maranhão e Amazonas. Somente no período investigado, o prejuízo causado ultrapassa R$ 1,4 milhão.

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Os denunciados foram acusados pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. No caso das lideranças do grupo, as penas máximas cominadas aos delitos imputados podem superar 12 anos de reclusão.

Reparação de danos – Na denúncia, o Ministério Público também requereu a fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados às vítimas. Como medida para assegurar o ressarcimento dos prejuízos e eventual perdimento de bens, a Justiça já determinou o bloqueio de veículos, imóveis e contas bancárias dos denunciados.

Atualmente, quatro investigados permanecem presos preventivamente e um dos apontados como líder da organização criminosa encontra-se foragido.

Processo 0005586-66.2025.8.16.0019.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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