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Economia

Inflação de baixa renda recua em junho, aponta FGV

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G1

O Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, caiu 0,07%, ficando 0,33 ponto percentual abaixo de maio, quando o índice registrou taxa de 0,26%. Com esse resultado, o indicador acumula alta de 2,72% no ano e 3,85% nos últimos 12 meses.

Já o IPC-BR, que mede a alta de preços para famílias com renda de um a 33 salários mínimos mensais, variou -0,02%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 3,73%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.

Quatro das oito classes de despesa componentes do índice de baixa renda registraram decréscimo em suas taxas de variação:

  • Habitação (0,79% para -0,24%)
  • Transportes (0,28% para -0,38%)
  • Saúde e Cuidados Pessoais (0,75% para 0,31%)
  • Despesas Diversas (0,08% para -0,23%).

Nestas classes de despesa, o destaque ficou com os itens:

  • Tarifa de eletricidade residencial (2,60% para -2,30%)
  • Gasolina (1,69% para -2,67%)
  • Medicamentos em geral (1,63% para -0,01%)
  • Alimentos para animais domésticos (0,16% para -1,36%).
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Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,03% para 0,78%), Alimentação (-0,26% para -0,16%), Vestuário (0,13% para 0,60%) e Comunicação (-0,12% para 0,07%) apresentaram avanço em suas taxas de variação, puxados por:

  • Passagem aérea (-7,17% para 22,85%)
  • Hortaliças e legumes (-3,91% para -0,30%)
  • Calçados (-0,05% para 0,58%)
  • Pacotes de telefonia fixa e internet (-0,70% para 0,46%).

A principal diferença entre o IPC-C1 e o IBC-Br está na ponderação da cesta de produtos e serviços para chegar ao indicador final. Como, para famílias mais pobres, Alimentação costuma ter maior relevância dentro do total de despesas, por exemplo, essa classe de despesa tem peso de quase 40% no IPC-C1 contra 27% no IPC-Br. Da mesma forma, Educação tem peso de quase 9% na inflação das famílias que recebem até 33 salários mínimos e de 2,5% para os menos abastados.

Suas diferenças, além do peso de cada item ou categoria de despesa, estão também nas cidades pesquisadas. Enquanto o IPC-Br é coletado em sete capitais (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília), o IPC-C1 se limita a levantar preços de Rio, São Paulo, Recife e Salvador. Ambos IPC-Br e IPC-C1 são baseados em coletas do primeiro ao último dia útil de cada mês.

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Economia

Caixa reduz juros e anuncia R$ 33 bi em estímulos para economia

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A Caixa Econômica Federal reforçou, em R$ 33 bilhões, as linhas de crédito para enfrentar a crise provocada pelo coronavírus. O dinheiro se somará aos R$ 78 bilhões anunciados na semana passada, o que totalizará R$ 111 bilhões em recursos injetados.

Os R$ 33 bilhões adicionais serão destinados a linhas de capital de giro para empresas, que ganharam reforço de R$ 20 bilhões; para a compra de carteiras (R$ 10 bilhões); para o crédito a Santas Casas (R$ 2 bilhões) e para o crédito agrícola (R$ 1 bilhão).

A Caixa também cortou as taxas de juros do cheque especial para pessoa física, do parcelamento da fatura do cartão de crédito, de capital de giro, de empréstimos para hospitais, para o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e para o penhor. Os juros reduzidos entrarão em vigor em 1º de abril para o cheque especial e o cartão de crédito. Para os demais produtos, as taxas já estão em vigor.

Os juros do cheque especial passaram de 4,95% para 2,90% ao mês. As taxas do parcelamento da fatura do cartão caíram de 7,7% ao mês (em média) para juros a partir de 2,90% ao mês. Para o capital de giro, as taxas máximas passaram de 2,76% para 1,51% ao mês. As taxas do CDC caíram de 2,29% para 2,17% ao mês. Os juros do penhor foram cortados de 2,1% para 1,99% ao mês. Nas linhas de crédito para hospitais, as taxas passaram de 0,96% para 0,8% ao mês

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O período em que o cliente pode ficar sem pagar as parcelas passou de 60 para 90 dias. A medida abrange o crédito a pessoas físicas, a pessoas jurídicas, a hospitais e o crédito habitacional para pessoas físicas e empresas.

Estados e municípios

O banco reforçou o volume de empréstimos para estados e municípios. A medida abrange os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o Financiamento à Infraestrutura e Saneamento Ambiental (Finisa). De 2 a 17 de março, a Caixa empestou R$ 3,35 bilhões a governos locais, em 246 operações com 195 tomadores. Ainda estão em estudo outras 324 operações, no total de R$ 1,81 bilhão.

Conforme a Medida Provisória 927, o banco suspendeu o recolhimento do FGTS pelos empregadores em março, abril e maio. Quem não recolher pode parcelar o valor em até seis vezes, tendo o certificado de regularidade do FGTS prorrogado por 90 dias. O empregador que precisar suspender o pagamento precisará declarar as informações dos trabalhadores no aplicativo Sefip.

Micro e pequenas empresas

A Caixa anunciou uma linha de capital de giro para manutenção da folha de pagamento das micro e pequenas empresas. O valor não foi divulgado. O banco firmou parcerias para ampliação de linhas de crédito e para o suporte a pequenos negócios por meio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A antecipação de recebíveis, quando o comerciante recebe adiantado o valor de compras com cartão de crédito, terá taxas reduzidas.

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