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Economia

Industrialização sustentável precisa ser inclusiva, diz secretária de Economia Verde do MDIC

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O caminho para uma indústria mais verde e sustentável ganhou destaque em falas da secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, nesta quinta-feira (09/10), em dois painéis do Festival Curicaca: “Despoluir para Crescer – A Indústria na Era da Descarbonização” e “Diálogos sobre Indústria Sustentável – A Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano de Transformação Ecológica”.

“Quando a gente fala de sustentabilidade, essa mudança em direção a um modelo de produção mais sustentável é também uma mudança em direção a um modelo mais inclusivo”, afirmou.

Para a secretária, a Nova Indústria Brasil (NIB) representa uma oportunidade não só para o desenvolvimento de negócios mais inovadores e sustentáveis, como também para gerar empregos que favoreçam parcelas da população mais pobres e vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

“Precisamos pensar a sustentabilidade a partir da perspectiva de inclusão dessas pessoas”, disse Julia. “Essa também é uma opção ética por começar com quem está sofrendo mais intensamente os efeitos da mudança climática”.

A secretária argumentou que soluções de descarbonização, como o mercado de carbono, precisam apresentar alternativas capazes de engajar essas pessoas, por exemplo, no combate ao desmatamento.

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“Para eliminar esse problema, precisamos criar alternativas de renda que façam com que a derrubada das florestas perca velocidade e que traga mais valor para a floresta em pé”, defendeu.

Julia falou da necessidade de uma concertação internacional para que o mercado de carbono produza benefícios à humanidade. “Uma das iniciativas em estudo é uma coalizão de mercados de carbono, que tragam para a mesa todos os países que estão implementando esses mercados para estabelecer uma governança comum, democrática e aberta, em que todos possam participar da definição das regras”.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Investigações do MDIC e da Receita interrompem fraudes em importações de vários produtos

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Investigações conduzidas pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda (MF) interromperam, nos últimos meses, diversas operações de importação que burlavam regras de comércio exterior com práticas como subdeclaração de valor e classificação indevida de mercadorias.

Foram 50 denúncias recebidas entre agosto de 2024 e dezembro de 2025. Em 21 desses casos, as investigações confirmaram os indícios de irregularidades, que alcançavam empresas e produtos dos setores têxtil, siderúrgico, de linha branca, autopeças, químico, eletroeletrônicos e produtos esportivos, além de itens como pneus, secadoras de roupa, redes de pesca e vestuário, entre outros.

Para três dos 50 casos, as denúncias se mostraram improcedentes. Outras 26 denúncias ainda estão sob investigação.

“A atuação do governo busca coibir práticas indevidas na importação, que prejudicam empresas que cumprem as regras. Ao fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização, ampliamos a previsibilidade e garantimos um ambiente mais equilibrado para quem atua de forma regular”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

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Os dados sobre as investigações constam de relatório do Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), elaborado conjuntamente pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).

Constatado o indicativo de conduta irregular, a Secex adota medida de controle prévio sobre as importações da empresa, em relação ao produto alvo da investigação. Conhecida como licenciamento não automático, a ação permite, com base em gestão de riscos, a verificação da autenticidade, veracidade e exatidão das informações prestadas pelos importadores antes do despacho aduaneiro.

A exigência de licenciamento mais rigoroso tem se mostrado eficaz. De acordo com o relatório, entre 19% e 79% das licenças de importação, a depender da empresa e do produto, são canceladas pelo próprio importador ou indeferidas enquanto a medida está em vigor.

A atuação do Grupo de Inteligência também conta com o reforço da fiscalização aduaneira pela Receita Federal, com ações realizadas tanto antes quanto após o desembaraço das mercadorias. O grupo tem como atribuição identificar indícios de infração à legislação de comércio exterior, propor medidas para sua prevenção e repressão, além de articular cooperação com outros órgãos da administração pública federal.

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“Com essa atuação coordenada, o GI-CEX contribui para assegurar isonomia competitiva, fortalecer o ambiente de negócios e coibir práticas irregulares no comércio exterior brasileiro, sem aumento de burocracia”, destaca Renato Agostinho da Silva, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secex.

Mais informações, incluindo a íntegra do relatório e orientações para envio de denúncias, estão disponíveis em:
https://www.gov.br/siscomex/pt-br/informacoes/combate-a-praticas-ilegais

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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