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Índice CEAGESP registra alta de 1,15% em agosto; frutas e legumes puxam avanço

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O Índice CEAGESP de preços fechou agosto com alta de 1,15%, após registrar estabilidade em julho (-0,02%). No mesmo mês do ano passado, o indicador havia recuado -0,25%.

No acumulado de 2024, o índice apresenta queda de -6,27%, mas em 12 meses ainda mostra avanço de 0,95%.

Setores em queda: verduras, pescados e diversos

Segundo a Seção de Economia e Desenvolvimento (Sedes) da CEAGESP, o principal destaque do mês foi o setor de Diversos, que registrou a terceira queda consecutiva, com recuo de -6,57%. Entre os produtos que pressionaram os preços para baixo estão coco seco, batata asterix, batata lavada, amendoim com pele e cebola nacional.

O setor de Verduras também caiu -5,25%, reflexo das condições climáticas que favoreceram a produção. Os maiores recuos ocorreram em coentro, couve manteiga, espinafre, alface crespa hidropônica e salsa.

Já os Pescados apresentaram baixa de -2,28%, influenciados pela queda nos preços de sardinha Lages, atum, pintado, bagre de água salgada e salmão importado.

Frutas: limão, maracujá e banana em destaque

O setor de Frutas registrou alta de 1,90% em agosto, contra +0,34% em julho. Apesar da valorização, o acumulado no ano segue negativo em -11,37%.

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Entre as maiores altas estão limão taiti (+38,71%), maracujá azedo (+34,84%), uva vitória (+33,11%), melão amarelo (+28,55%) e banana nanica (+21,52%).

Já as principais quedas foram observadas em mamão Havaí (-24,88%), manga Palmer (-20,16%), morango comum (-17,97%), mamão Formosa (-12,45%) e banana maçã (-10,42%).

A entressafra do limão taiti foi determinante para a disparada nos preços, com a fruta encerrando o mês a R$ 3,10/kg. A banana nanica e a uva vitória também tiveram forte valorização devido à restrição de oferta.

Legumes: pimentões e berinjelas puxam alta

O setor de Legumes avançou 6,49% em agosto, após já ter subido 11,96% em julho. No acumulado do ano, a alta chega a +34,99% e, em 12 meses, a +37,18%.

As maiores valorizações foram registradas em abóbora japonesa (+96,99%), pimentão vermelho (+70,28%), pimentão amarelo (+67,72%), berinjela comum (+61,73%) e berinjela japonesa (+36,94%).

Entre as quedas, destaque para pepino comum (-37,62%), tomate Carmem (-26,55%), abobrinha italiana (-12,25%), pepino japonês (-11,36%) e tomate Pizzad’oro (-10,50%).

A baixa oferta foi o principal fator que pressionou os preços para cima. O pimentão vermelho chegou a R$ 15,31/kg e o pimentão amarelo, a R$ 15,41/kg.

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Diversos: batata e cebola seguem em queda

No setor de Diversos, a queda de -6,57% foi puxada principalmente pela batata (asterix, escovada e lavada) e pela cebola nacional, que seguem com preços baixos diante da boa disponibilidade.

A batata asterix encerrou agosto a R$ 2,21/kg, enquanto a lavada ficou em R$ 1,93/kg e a escovada, em R$ 2,35/kg. No acumulado de 12 meses, a desvalorização chega a -57,6% para a variedade asterix, a maior entre os 158 itens analisados.

Já a cebola nacional foi cotada a R$ 1,65/kg, acumulando queda de -49,4% em um ano.

Pescados: sardinha em baixa, tainha em alta

No setor de Pescados, que recuou -2,28%, os maiores recuos ocorreram na sardinha Lages (-31,93%), atum (-10,43%), pintado (-10,08%), bagre salgado (-9,62%) e salmão importado (-9,27%).

A sardinha Lages, mesmo em plena safra, fechou agosto a R$ 2,00/kg, com redução de 56,5% na oferta.

Por outro lado, alguns produtos registraram alta, como tainha (+33,78%), cavalinha (+24,92%) e pescada maria-mole (+17,49%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol

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A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.

Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.

Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola

A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O desempenho foi desigual entre os estados:

  • Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
  • Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)

A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.

Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.

Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo

A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.

Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.

O detalhamento mostra movimentos distintos:

  • Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
  • Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica

O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.

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Vendas de etanol: mercado interno segue dominante

No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.

  • Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
  • Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)

No consumo interno:

  • Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
  • Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
  • No acumulado da safra:
  • Hidratado: 20,34 bilhões de litros
  • Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)

O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.

Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.

Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte

A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.

Ao todo, 195 unidades estavam em operação:

  • 177 com moagem de cana
  • 10 dedicadas ao etanol de milho
  • 8 usinas flex

A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.

Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar

O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.

  • Como consequência:
    • Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
    • Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
  • Desse total:
    • Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
    • Anidro: 350,20 milhões de litros
    • Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
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O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.

Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo

Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:

  • Hidratado: 820,15 milhões de litros
  • Anidro: 460,87 milhões de litros

No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).

A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.

CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio

Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.

O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.

Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais

O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:

  • demanda doméstica consistente
  • políticas de descarbonização
  • maior previsibilidade no mercado interno
  • cenário internacional de incertezas energéticas

Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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