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JBS investe R$ 140 milhões na Biopower e projeta produção recorde de biodiesel em 2025

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Investimento reforça liderança da JBS na transição energética

A Biopower, empresa de biodiesel da JBS Novos Negócios, anunciou um investimento de R$ 140 milhões em modernização e inovação tecnológica de suas três unidades localizadas em Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC). O aporte, o maior desde a inauguração da planta de Mafra em 2021, marca um novo ciclo de expansão e consolida o papel estratégico da empresa na transição energética nacional.

Com as melhorias, a Biopower estima alcançar produção recorde superior a 650 milhões de litros de biodiesel em 2025, ampliando sua participação em um mercado que cresce em ritmo acelerado no país.

Tecnologia enzimática traz ganhos de eficiência e sustentabilidade

Entre as principais inovações está a implementação da tecnologia de esterificação enzimática, que substitui catalisadores químicos por enzimas de alta eficiência. Esse processo torna a produção mais limpa e precisa, além de proporcionar maior flexibilidade no uso de matérias-primas, como sebo bovino e óleo de cozinha usado.

Com a nova tecnologia, a Biopower poderá converter subprodutos antes comercializados separadamente em maior volume de biodiesel. O projeto será implementado a partir de 2025, com conclusão prevista para meados de 2026.

“Investimos para aprimorar um produto que já é referência no mercado e para manter nossa posição de liderança em um setor em plena expansão”, afirmou Alexandre Pereira, diretor da Biopower.

Demanda por biodiesel cresce com meta de mistura B20 até 2030

O investimento ocorre em um cenário de forte crescimento da demanda por biodiesel, impulsionado pela legislação que prevê a elevação da mistura obrigatória no diesel para 20% (B20) até 2030 — atualmente, o percentual está em 15%.

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A Biopower se posiciona para aproveitar as novas oportunidades do setor e contribuir com as metas nacionais de energia limpa e descarbonização. Em 18 anos de atuação, a empresa já produziu mais de 4 bilhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de aproximadamente 9 milhões de toneladas de CO₂.

Biopower amplia atuação em biocombustíveis marítimos

A companhia também avança na produção de combustíveis sustentáveis para o transporte marítimo, em linha com as metas da Organização Marítima Internacional (IMO), que busca emissões líquidas zero até 2050.

O biodiesel se apresenta como uma alternativa viável e imediata ao diesel naval tradicional, podendo ser usado sem adaptações nas embarcações e com custo competitivo frente a outras tecnologias.

Certificações internacionais garantem rastreabilidade e credibilidade

A Biopower possui importantes certificações de sustentabilidade e rastreabilidade, como o ISCC (International Sustainability and Carbon Certification), exigido pelo mercado europeu, e a EPA (Environmental Protection Agency), dos Estados Unidos.

“Com o avanço global da transição energética, queremos ser referência em soluções reais e acessíveis. O mercado de descarbonização naval é uma frente estratégica que reforça nosso compromisso com a inovação e a sustentabilidade”, destacou Alexandre Pereira.

Economia circular e impacto social positivo

A Biopower é um dos principais exemplos do modelo de economia circular adotado pela JBS, que transforma resíduos em valor. Atualmente, cerca de 99% de cada bovino processado pela companhia é aproveitado, enquanto nas cadeias de aves e suínos esse índice chega a 95%.

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As operações da Biopower funcionam 24 horas por dia, empregando cerca de 300 colaboradores diretos nas três unidades. A atuação fortalece a economia regional e reduz impactos logísticos e ambientais.

“A tecnologia é essencial, mas o diferencial está nas pessoas. Nosso time é o que torna a inovação possível e mantém a Biopower na vanguarda do setor”, concluiu Pereira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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