Brasil
IncubaScience completa um ano transformando ciência em negócios inovadores no Nordeste
A primeira incubadora de deep techs de Pernambuco (PE) celebra um ano de atividade com um objetivo: transformar pesquisa científica complexa em negócios reais. Iniciativa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a IncubaScience apoia dez startups com potencial de impacto econômico e social.
O objetivo do programa, criado em 2024, é aproximar a ciência do mercado e, assim, dar oportunidade de crescimento para startups de base científica que atuam em áreas como biotecnologia, nanotecnologia, bioeconomia e computação científica. Segundo o diretor do Cetene, Marcelo Carneiro Leão, a IncubaScience se tornou uma ferramenta que possibilita entregas concretas para a sociedade.
“Ela permitiu que a gente implementasse uma cultura no Cetene em que as pesquisas precisam desaguar em algo concreto para a sociedade, que é o que a gente chama de inovação”, pontuou o gestor da unidade vinculada ao MCTI. “Já vemos isso instalado no Cetene, as pessoas buscando contribuir para a resolução dos problemas, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, por meio da ciência”, completou.
As startups foram selecionadas pelo do Edital nº 02/2025 do Cetene. Durante o primeiro ano, a incubadora viabilizou a organização de processos, ampliou parcerias e fortaleceu o suporte oferecido aos empreendedores. As startups incubadas têm acesso à infraestrutura laboratorial do órgão federal, mentorias especializadas e capacitação em gestão da inovação.
“O papel da Incubasize é se colocar como ator relevante no cenário da inovação no estado de Pernambuco e no Nordeste e fazer essa ligação entre a academia, a pesquisa científica e o mercado de inovação”, ressaltou o coordenador da IncubaScience, Cláudio Abreu.
Uma das incubadas no espaço é a NMRec Química. A startup produz soluções para caracterização molecular de alta precisão, com aplicações em pesquisa científica e no setor produtivo. Para a CEO da empresa, Poliana Silva, o equipamento foi decisivo para avanço tecnológico da NMRec.
“Foi por meio da IncubaScience que tivemos acesso à infraestrutura e aos equipamentos de ponta do Cetene, fundamentais para o desenvolvimento de nossas soluções”, enfatizou a representante da empresa. Com uma equipe de seis profissionais, a NMRec já atende mais de 20 empresas e instituições no exterior, com presença em cinco países, graças a uma parceria com a Mestrelab Research, da Espanha.
Cetene
Criado em 2005, o Cetene apoia o desenvolvimento tecnológico e econômico da região Nordeste e promove a integração entre a sociedade, a inovação e o conhecimento. O centro tecnológico conta com laboratórios de referência, multiusuários nas macro áreas de biotecnologia, microeletrônica e nanotecnologia, com equipamentos e pesquisadores de altíssimo nível.
Vinculada ao MCTI, a unidade de pesquisa tem como missão desenvolver, introduzir e aperfeiçoar inovações tecnológicas que tenham caráter estratégico para o desenvolvimento econômico e social do nordeste brasileiro, promovendo cooperações baseadas em redes de conhecimento e nos agentes da economia nordestina.
Em 2026, o ecossistema de inovação do Nordeste pode esperar por um novo edital da incubadora. Com lançamento previsto para o final do primeiro semestre, a perspectiva é alcançar 20 startups incubadas, de toda região.
Brasil
Cidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão recebem mais R$ 243 milhões para fortalecer o SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira (11), em Mariana (MG), o repasse de mais R$ 243 milhões para os planos de ação do Programa Especial de Saúde do Rio Doce (PES-Rio Doce), iniciativa do Governo Federal voltada ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) nos 49 municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015. O valor se soma aos R$ 562,6 milhões disponibilizados em 2025. Também foram entregues 70 veículos, como ambulâncias e vans, além de autorizados R$ 284 milhões para a construção do Hospital Universitário de Mariana, em um conjunto de entregas estratégicas para fortalecer a assistência à saúde nas regiões afetadas
Coordenado pelo Ministério da Saúde, o PES-Rio Doce é financiado com recursos decorrentes das obrigações de reparação assumidas no acordo judicial concluído em 2024. Os investimentos são destinados à ampliação e qualificação dos serviços públicos de saúde nos territórios impactados em Minas Gerais e no Espírito Santo.
“Estamos cuidando da saúde dessa população que foi afetada por um crime bárbaro, um crime ambiental gravíssimo e que, graças à habilidade e à insistência do presidente Lula, conseguimos fazer um novo acordo que coloca 16 vezes mais recursos do que o acordo anterior para as ações nos municípios”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
Ele destacou que o volume de recursos saiu de R$ 700 milhões para mais de R$ 12 bilhões com o Acordo do Rio Doce. Desses, cerca de R$ 3,6 bilhões são para ações imediatas, como obras e ajuda aos municípios. Enquanto R$ 8,4 bilhões ficam depositados num fundo permanente.
“As dezenas de Unidades Básicas de Saúde são muito importantes, assim como os Centros de Atenção Psicossocial, os centros de monitoramento da qualidade da água, os centros de referência para o cuidado ao câncer, o centro de referência para as doenças fruto da contaminação e da toxicidade por crimes ambientais. E os equipamentos que estamos distribuindo, SAMU, os equipamentos para os Conselhos, as carretas Agora Tem Especialistas. Mas o mais importante é garantir que elas funcionem depois de construí-las. Que possa ter médico, insumos, equipamentos”, disse o ministro.
Durante a agenda, realizada no Centro de Convenções de Mariana, o Ministério da Saúde anunciou o repasse da terceira parcela de recursos aos municípios contemplados pelo programa. Serão destinados R$ 243 milhões para execução dos Planos de Ação em Saúde aprovados pelas gestões municipais, além da reforma e ampliação do bloco cirúrgico da Santa Casa de Misericórdia de Ouro Preto (SCMOP). Em 2025, o programa já havia transferido mais de R$ 562,6 milhões para os municípios da área de abrangência.
Os recursos permitirão a ampliação das equipes de saúde, contratação de profissionais, construção e reforma de Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), policlínicas e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), fortalecendo a rede pública de saúde nas regiões atingidas.
Novos veículos ampliam acesso à saúde
Como parte das ações do PES-Rio Doce, foram entregues 20 vans destinadas ao fortalecimento da atenção especializada, ampliando o acesso da população a consultas, exames, procedimentos e cirurgias fora do domicílio.
A região também recebeu nove novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), reforçando a rede de urgência e emergência, além de três ambulâncias Tipo A para transporte e remoção de pacientes.
Outros 38 veículos foram destinados aos Conselhos Municipais de Saúde dos municípios mineiros abrangidos pelo programa. A iniciativa integra uma estratégia de fortalecimento da participação social e do controle social do SUS. Todos os 49 Conselhos Municipais de Saúde contemplados pelo PES-Rio Doce receberão veículos para apoiar suas atividades.
Carreta de oftalmologia desafogará demanda de avaliação e cirurgias
Na ocasião, o ministro da Saúde também inaugurou uma carreta de oftalmologia do programa Agora Tem Especialistas, do Governo do Brasil. Com foco no diagnóstico de doenças oculares, a unidade móvel realizará consultas e avaliações oftalmológicas, exames de diagnóstico de doenças da vista e até cirurgias de catarata. O atendimento é realizado para pacientes previamente agendados e encaminhados pela secretaria municipal de saúde.
Em Minas Gerais, a iniciativa do Governo do Brasil também levou o cuidado especializado em imagem e saúde da mulher para as cidades de Juiz de Fora, Viçosa, Conselheiro Lafaiete, Itajubá, Turmalina, Diamantina, Taiobeiras, Virgem da Lapa, Mário Campos, Araçuaí, Teófilo Otoni e São João das Missões. As de exames de imagem passaram por Camanducaia, Almenara, Curvelo, Juiz de Fora, Cataguases e São José da Lapa. E a de oftalmologia passou por Salinas, Ituiutaba e Uberlândia.
Hospital Universitário de Mariana vai reforçar assistência de alta complexidade
Também foi autorizado o repasse de recursos destinados à construção do Hospital Universitário de Mariana, vinculado à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Com investimento de R$ 284 milhões, a unidade será referência regional em assistência de alta complexidade para atendimento adulto, pediátrico, clínico, cirúrgico e materno-infantil.
O hospital contará com 225 leitos, unidades de terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, centro cirúrgico e centro de diagnóstico por imagem, em uma estrutura de aproximadamente 33 mil metros quadrados de área construída. A unidade atenderá especialidades como oncologia, cardiologia, nefrologia, neurologia, cirurgia vascular e obstetrícia, ampliando significativamente a capacidade assistencial da região.
Ampliação do bloco cirúrgico da Santa Casa de Misericórdia de Ouro Preto
O ministro finalizou a agenda na Santa Casa de Misericórdia de Ouro Preto, onde foi anunciada a destinação de R$ 2 milhões para a ampliação do bloco cirúrgico da instituição. A Santa Casa está oferece atendimento ambulatorial, internações, exames, urgência e atendimento nas especialidades cirúrgica, clínica, obstétrica e pediátrica. A unidade possui 136 leitos, sendo 98 destinados ao SUS.
Conheça o Programa Especial de Saúde do Rio Doce (PES-Rio Doce)
Vicente Ramos
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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