Agro
Incofios amplia portfólio e passa a oferecer fios sintéticos importados para diversos segmentos têxteis
Incofios diversifica portfólio com novos fios
A Incofios, tradicionalmente reconhecida pela produção própria de fios 100% algodão, anunciou a inclusão de fios sintéticos importados em seu portfólio. A iniciativa amplia a atuação da empresa em diferentes segmentos da indústria têxtil e reforça seu posicionamento como fornecedora de soluções completas para o setor.
Decisão baseada em pesquisa de mercado
Segundo Lavinia Kaun, supervisora administrativo-comercial da Incofios, a expansão do portfólio surgiu a partir de análises junto aos clientes e estudos de mercado.
“Anualmente conversamos com nossos clientes para entender suas necessidades. Identificamos uma demanda crescente por fios diferenciados e percebemos grande potencial de crescimento ao incorporar novos produtos”, explicou.
Detalhes da nova linha de produtos
A nova linha contempla:
- Poliéster texturizado 150/48 e 75/36
- Poliéster viscose 30/1
- Viscose vortex 30/1
- Poliéster viscose vortex 30/1
- Fio penteado 100% algodão 30/1 importado
Os produtos atendem diversos setores, como moda esportiva, uniformes profissionais, lingerie, camisaria, tecidos planos e decoração, permitindo que a empresa amplie seu alcance e atenda demandas específicas do mercado.
Garantia de qualidade e fornecedores internacionais
A Incofios ressalta que os fornecedores dos fios sintéticos foram selecionados com base em critérios técnicos rigorosos e reconhecimento internacional de qualidade, garantindo padrão e confiabilidade aos clientes. A produção interna da empresa continua focada exclusivamente no algodão, considerado pilar estratégico do negócio.
Estratégia de crescimento e diversificação
A supervisora comercial afirma que a iniciativa acompanha as transformações do setor têxtil e integra uma estratégia de crescimento sustentável e diversificação responsável.
“Monitoraremos o desempenho da nova linha e estudaremos futuras ampliações conforme a evolução do consumo”, afirmou Lavinia Kaun.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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