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IDR-Paraná e parceiros iniciam Alerta Ferrugem para monitorar doença que afeta a soja

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O Alerta Ferugem já começou no Paraná pelo oitavo ano consecutivo. A iniciativa organiza uma rede de monitoramento da ferrugem-asiática, principal doença da soja e a que mais preocupa os agricultores porque impacta diretamente na produtividade das lavouras. A rede monitoramento é encabeçada pelo Instituto de Desenvolvimento do Paraná (IDR-Paraná), em parceria com Embrapa Soja, Sistema Federação da Agricultura do Paraná e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Faep/Senar) e universidades estaduais de Londrina (UEL) e Ponta Grossa (UEPG), Federal do Paraná (UFPR) e Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). 

O principal dano causado pela doença é a desfolha precoce, impedindo a completa formação dos grãos, com consequente redução da produtividade. Com o auxílio de coletores de esporos, distribuídos pelas regiões produtoras, agricultores e profissionais da assistência técnica têm como detectar a presença do agente que, combinado às condições climáticas favoráveis, pode causar a doença nas lavouras. De acordo com especialistas, a ocorrência do El Niño pode antecipar o aparecimento da ferrugem neste ano.

A exemplo das safras anteriores, espera-se que o Alerta Ferrugem reduza em mais de 30% o número de aplicações de fungicidas nos plantios de produtores que acompanham as informações divulgadas pelo monitoramento.

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Edivan José Possamai, coordenador estadual do projeto Grãos Sustentáveis do IDR-Paraná, informa que, neste ano, aproximadamente 200 propriedades do Estado contarão com os coletores de esporos. Além disso, 110 extensionistas do instituto estarão envolvidos na análise dos dados e assistência aos produtores.

“O coletor é mais uma ferramenta para o manejo da ferrugem-asiática da soja. Ele identifica a chegada dos esporos em uma região e ajuda a determinar o momento exato de fazer a aplicação de fungicida”, afirmou. Possamai explica que, além dos esporos, é preciso haver umidade e temperatura adequadas para o desenvolvimento da doença nas lavouras.

O sistema Alerta Ferrugem, destaca ele, evita aplicações desnecessárias, precoces ou tardias de fungicida que não surtem qualquer efeito sobre a ferrugem. Nas sete safras passadas o monitoramento da doença teve um impacto relevante para os produtores. “Observamos uma redução de 38% no número de aplicações, sem perda de produtividade”, informa.

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MAIS CEDO – Nesta safra a ferrugem-asiática da soja pode chegar mais cedo nas lavouras do Paraná. De acordo com Possamai, dois fatores contribuem para esta antecipação. O primeiro deles é que o inverno ameno deste ano, sem geadas fortes, beneficiou o desenvolvimento da soja “guaxa” (plantas que nascem espontaneamente), sobretudo onde o vazio sanitário da soja não foi realizado com rigor, o que garantiu a sobrevivência da doença em plantas espontâneas.

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O segundo motivo é o clima, sob influência do El Niño, que aumenta a ocorrência de chuvas e umidade, condição ideal para o desenvolvimento da doença.

Para enfrentar este cenário desfavorável, o Alerta Ferrugem divulga semanalmente orientações técnicas amparadas em informações dos coletores e condições meteorológicas. Os dados estão no site do IDR-Paraná (AQUI) ao alcance de produtores e profissionais da assistência técnica.

Fonte: Governo PR

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MPPR recomenda que Município de Icaraíma adote medidas urgentes para a realização de melhorias na Unidade Básica de Saúde do distrito de Porto Camargo

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito de Icaraíma, no Noroeste do estado, para que sejam adotadas providências para a regularização da Unidade Básica de Saúde (UBS) localizada em Porto Camargo, distrito do município. A recomendação decorre de apuração conduzida pela Promotoria de Justiça de Icaraíma, que constatou graves irregularidades e a precariedade da infraestrutura, das instalações elétricas e das condições sanitárias da unidade.

Áudio do Promotor de Justiça Rafael Vittorazze Azola

Vistoria técnica conduzida pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) e pela equipe técnica da 12ª Regional de Saúde de Umuarama concluiu que a atual estrutura da unidade representa grave ameaça à segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde, em razão da existência de rachaduras profundas e infiltrações. Além disso, o estabelecimento não possui cadastro junto ao CRM-PR nem conta com médico responsável técnico.

A Promotoria de Justiça recomenda que seja apresentado em até 15 dias um plano de ação formal para a reestruturação da UBS, assinado por profissionais habilitados de engenharia civil e de gestão em saúde, além de projetos executivos de engenharia e um cronograma físico-financeiro detalhado para a reforma e adequação ou reconstrução do prédio.

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Serviços sem interrupção – Para que seja assegurada a manutenção dos serviços prestados à população, deverá ainda ser estruturado e formalizado um fluxo temporário para atendimento aos moradores de Porto Camargo durante todo o período de interdição da UBS. O local físico escolhido para o atendimento provisório deverá preencher os requisitos mínimos de salubridade, higiene, conforto e segurança exigidos pela Vigilância Sanitária e pelo CRM. Outra medida que deverá ser observada é a oferta de transporte sanitário gratuito e seguro para o deslocamento de pacientes que necessitem de atendimento na sede do município ou na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

O prazo concedido para as adequações necessárias foi de 15 dias. Em caso de não atendimento às medidas indicadas, poderão ser adotadas pela Promotoria de Justiça as medidas judiciais cabíveis, entre elas, a proposição de ação civil pública.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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