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Brasil

Ibama celebra 37 anos com avanços na agenda ambiental

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participou na última sexta-feira (27/2) da solenidade de comemoração dos 37 anos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A cerimônia ocorreu na sede da autarquia, em Brasília, e reuniu autoridades de diversos setores e representantes internacionais. 

Marina Silva enfatizou a importância da autarquia na proteção das riquezas naturais do país. “Proteger o meio ambiente, fortalecer as instituições públicas e construir políticas públicas bem desenhadas, com instituições fortalecidas, não foi uma resposta a pressões internacionais, mas um compromisso com a proteção das nossas imensas riquezas naturais e do grande patrimônio que possuímos”, afirmou. 

A ministra também reforçou a redução de 50% no desmatamento na Amazônia em 2025, em relação a 2022. “Há uma expectativa de chegarmos, em 2026, à menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia, se continuarmos com esses esforços”, pontuou. 

Na avaliação do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, a comemoração representa mais do que a celebração de uma trajetória institucional, mas o momento de reafirmar o compromisso coletivo com o futuro. “Seguiremos fortalecendo nossa atuação, com responsabilidade, transparência e dedicação, para garantir que o desenvolvimento do país caminhe lado a lado com a proteção ambiental”, destacou. 

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Os resultados alcançados no último ano foram enfatizados pelo presidente do órgão. Entre eles, o fim da importação do mercúrio para uso na fabricação de soda cáustica e cloro. “Como instituição responsável pela emissão das autorizações, o Ibama não concedeu nenhuma licença em 2025, resultando na ausência de ingresso legal da substância no território nacional”, pontuou Agostinho. 

Em 2025, o Ibama recebeu novos servidores aprovados em concurso público. O reforço no quadro operacional ampliou a capacidade de atuação do Instituto em áreas estratégicas, como fiscalização ambiental, licenciamento, proteção da fauna e combate a ilícitos ambientais. 

O evento destacou ainda o recorde de licenças e autorizações emitidas no âmbito do licenciamento ambiental federal no ano passado, quando foram registradas 850 liberações — um aumento de 51% em relação ao período anterior —, alcançando o maior patamar da última década. Entre os principais setores contemplados estão infraestrutura rodoviária, petróleo e gás, usinas hidrelétricas e sistemas de transmissão de energia. No âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), foram licenciados 67 empreendimentos. 

O Instituto também intensificou o combate ao desmatamento, aos ilícitos ambientais e às atividades ilegais em territórios sensíveis, com destaque para Terras Indígenas e áreas prioritárias para a conservação. A fiscalização manteve presença contínua ao longo do ano, aliando ações em campo, inteligência ambiental, monitoramento remoto e cooperação interinstitucional, o que resultou em avanços na responsabilização administrativa e na interrupção de atividades ilegais. 

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A atuação da autarquia também se refletiu no índice de 75% de reabilitação e destinação dos animais recebidos nos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Além disso, dois novos centros foram integrados à rede de atendimento à faunae outros dois passaram por reformas. 

Homenagem  

Ainda durante o evento, ocorreu o lançamento da pedra fundamental da Escola de Meio Ambiente. Em seguida, servidores e visitantes conheceram uma exposição com equipamentos e veículos utilizados nas operações do Ibama. 

Houve também uma homenagem ao servidor Hermínio Lacerda, que há 37 anos registra as principais ações e trabalhos do Ibama. 

*com informações da Assessoria de Comunicação Social do Ibama 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil

Brasil registra menor área desmatada em seis anos, segundo MapBiomas

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O lançamento do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, produzido pelo MapBiomas, revelou cenário animador: 2025 foi o ano com a menor área desmatada no país em seis anos. O dado reflete a execução de um conjunto de políticas públicas do Governo do Brasil para conter o desmatamento nos biomas brasileiros. 

De acordo com o relatório, foi a primeira vez, desde 2019, que o Brasil ficou abaixo de 1 milhão de hectares de área desmatada em um único ano, ficando em 984,7 mil hectares. O valor representa uma redução de 20,6%, em relação a 2024, em todos os biomas. No Pantanal, houve a maior redução proporcional na área desmatada, uma queda de 48,4% em relação a 2024, somando 12.260 hectares perdidos no ano. 

A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Anna Flavia Senna, celebrou os dados apresentados pela iniciativa da sociedade civil, nesta quarta-feira (27/5), relembrando que os resultados refletem um compromisso do Governo do Brasil. “O Brasil tem hoje uma convicção muito forte de cumprir o compromisso feito pelo presidente Lula de desmatamento zero até 2030. Não é um desafio simples, é extremamente complexo. Mas, temos obtido um resultado muito efetivo”, destacou. 

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O presidente substituto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, também ressaltou a redução do desmatamento cada vez maior, nos últimos três anos. “Em grande medida isso é fruto de várias políticas públicas, de atuação dos órgãos federais, lideradas pelo MMA, com participação de pelo menos 11 ministérios e agências federais”, disse. 

Confira o relatório completo aqui. 

Ações 

As conclusões do Relatório Anual de Desmatamento, do MapBiomas, convergem com os dados oficiais sobre desmatamento no Brasil, produzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que indicam queda consistente da supressão de vegetação nativa no país durante os últimos anos. Na Amazônia, houve redução de 50% em 2025 na comparação a 2022, e no Cerrado, o declínio foi de 32% durante o período. 

Os números são resultado da implementação dos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas (PPCDs), que, pela primeira vez, existem para todos os biomas brasileiros, com estratégias específicas de preservação ambiental até 2027.  

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Também se destacam a intensificação das ações de fiscalização ambiental por meio dos órgãos federais, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Ibama, inclusive, trabalha para reunir informações sobre as áreas de supressão de vegetação nativa autorizadas para o cultivo agropecuário. 

Além disso, novas normas para acesso ao crédito rural incentivam a preservação da vegetação nativa. Nos últimos anos, o governo adotou medidas para que essa política contribua para o controle do desmatamento: estão proibidos o financiamento de atividades que envolvam supressão de vegetação nativa e o acesso ao crédito por produtores com áreas embargadas. A partir de 2027, produtores com mais de quatro módulos fiscais que tenham desmatado deverão comprovar a legalidade da supressão para acessar o crédito rural. Essas medidas transformam progressivamente o Crédito Rural em um instrumento que apoia a agricultura nacional e estimula práticas sustentáveis.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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