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Hospital Infantil de Campo Largo ganha floresta terapêutica para auxiliar recuperação de crianças

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O Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, deu início a um projeto inédito na rede pública de saúde do Paraná utilizando a natureza como ferramenta complementar no tratamento pediátrico. Denominada “Saúde & Natureza”, a iniciativa implanta um segmento florestal terapêutico e espaços integrativos baseados em Sistemas Agroflorestais (SAFs) dentro da área da unidade, unindo os princípios da agroecologia à humanização hospitalar.

A unidade da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), administrada pela Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), desenvolveu o projeto em parceria com o Instituto Federal do Paraná (IFPR), e prevê a transformação dos espaços externos da instituição em áreas vivas de acolhimento e contemplação.

A primeira fase, com conclusão prevista para julho deste ano, abrange o plantio inicial de mais de 60 mudas de espécies nativas e árvores frutíferas. A proposta vai se integrar ao programa “Humanizamente”, ação já realizada no hospital com foco em tratar o desgaste causado pelos longos períodos de internamentos das crianças.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destaca que o projeto eleva o patamar do atendimento humanizado no SUS paranaense. “O internamento hospitalar é um período de grande desgaste emocional, especialmente para as crianças e suas famílias. Ao transformarmos o ambiente do Hospital Infantil de Campo Largo, com uma floresta terapêutica, estamos unindo a eficiência da biologia molecular e dos tratamentos convencionais ao poder integrativo da natureza. É o Paraná inovando e mostrando que o cuidado em saúde pública se faz também com acolhimento e respeito ao bem-estar integral do paciente”, afirmou.

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A consolidação desse ambiente focado na experiência do paciente é apontada pela direção da unidade como um divisor de águas na rotina assistencial. A diretora-geral do Hospital Infantil Waldemar Monastier, Karina Chiquitti, ressalta que a iniciativa transforma a percepção do internamento para o público infantil.

“A expectativa é consolidar o projeto como um modelo inovador de integração entre ensino, serviço de saúde e sustentabilidade. Mais do que um espaço físico, o projeto pretende construir uma nova experiência de cuidado, acolhimento e conexão com a vida”, enfatiza a diretora.

EFEITO TERAPÊUTICO – A fundamentação conceitual do projeto baseia-se em estudos científicos que comprovam os benefícios do contato com áreas verdes no ambiente hospitalar. A proximidade com elementos naturais vivos atua diretamente na redução dos níveis de cortisol (hormônio do estresse), diminuição da pressão arterial, alívio da ansiedade e no fortalecimento do sistema imunológico de pacientes, acompanhantes e das próprias equipes assistenciais.

De acordo com o planejamento, o espaço não terá apenas fins paisagísticos, mas abrigará áreas destinadas a atividades integrativas de reabilitação, além de uma futura estrutura voltada especificamente para práticas terapêuticas ao ar livre.

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INTEGRAÇÃO E PARCERIAS – A implantação do sistema agroflorestal conta com a participação direta de estudantes do 5º semestre do curso superior de Agroecologia do IFPR Campo Largo, responsáveis pelo planejamento executivo e manejo da área. A ação intersetorial envolve ainda o apoio da Prefeitura de Campo Largo, da Sociedade Chauá e do Núcleo de Estudos em Agroecologia (NEA), além de docentes e discentes voluntários.

HOSPITAL – O Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), em Campo Largo, na RMC, é referência estadual no atendimento de média e alta complexidade a crianças e adolescentes. Com foco exclusivo no público pediátrico do Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade tem ampliado sua estrutura e serviços, consolidando-se como um dos principais hospitais infantis do Paraná.

Fonte: Governo PR

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Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.

Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César

Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.

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A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.

Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.

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Processo 0016498-43.2025.8.16.0013

Notícia anterior:

26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga

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[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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