Paraná
Homem denunciado pelo MPPR por homicídio qualificado e homicídio tentado ocorridos em Fazenda Rio Grande é condenado em Júri a 45 anos de prisão
Em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, o Ministério Público do Paraná obteve em julgamento no Tribunal do Júri a condenação de homem denunciado por um homicídio qualificado e um tentado. Ele foi sentenciado a 45 anos, um mês e 16 dias de reclusão. Os crimes ocorreram em fevereiro de 2021. A vítima fatal foi um homem de 24 anos, e a que sobreviveu, um adolescente então com 16 anos.
Na denúncia, o MPPR relata que o réu teria tentado entrar em uma festa promovida na residência de uma das vítimas, no bairro Santa Terezinha, na madrugada de 13 de fevereiro de 2021. Como foi proibido de participar do evento, teria voltado pouco depois, armado, e efetuado os disparos que levaram à morte do rapaz. O adolescente teria tentado intervir e acabou baleado também, mas sobreviveu. O Júri acatou a tese ministerial de que os crimes foram praticados “por motivo fútil e mediante dois diferentes recursos que dificultaram a defesa da vítima.”
O réu já estava preso preventivamente e deve seguir para cumprir a pena em regime fechado, sem a possibilidade de recorrer em liberdade. Ele ainda foi condenado a pagar R$ 10 mil a cada uma das vítimas ou seus familiares.
Processo número 0004978-16.2022.8.16.0038
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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4469
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Polícia Civil do Paraná realiza primeiro curso de imobilizador tático policial do Brasil
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou neste mês de abril o primeiro curso de imobilizador tático policial do Brasil para Polícia Judiciária. A formação, que teve foco em técnicas de imobilização e emprego de algemas, contou com a participação de 21 agentes de diferentes instituições de segurança pública do País. O curso foi promovido pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) e a Escola Superior da Polícia Civil do Paraná (ESPC).
Segundo o delegado-chefe do Tigre, Thiago Teixeira, a capacitação teve como objetivo padronizar e profissionalizar o uso de algemas, além de estabelecer a adequação técnica da função de imobilizador tático na célula tático policial.
Ele explicou que esta é a primeira iniciativa do país realizada no âmbito da Polícia Civil com esse modelo de instrução, voltado à realidade operacional da Polícia Judiciária. “A proposta é ampliar a aplicação da função dentro da Polícia Civil, de modo que, no cumprimento de mandados, haja sempre um policial designado como imobilizador tático, responsável pela execução técnica da contenção durante as operações”, diz.
O curso reuniu integrantes da Polícia Civil do Paraná, Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Civil de Goiás, Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal, Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal e Serviço de Operações Especiais da Polícia Penal do Paraná.
As instruções foram ministradas por policiais do Tigre, da PCPR, e do Grupo de Intervenção Rápida da Polícia Penal de São Paulo, com foco na aplicação técnica de procedimentos de algemação, na padronização operacional e na atuação do imobilizador tático dentro da célula policial.
Os participantes receberam formação para atuar como multiplicadores da técnica base de algemação, o que permite a disseminação do conteúdo em delegacias, unidades operacionais e instituições de segurança pública de diferentes estados.
A iniciativa estabelece um modelo de padronização técnica que amplia o alcance dos procedimentos operacionais para além da corporação paranaense, permitindo a expansão para outras forças de segurança pública no país.
“A realização do curso representa a primeira formação deste tipo no âmbito da Polícia Judiciária brasileira e estabelece uma referência para a qualificação técnica de procedimentos ligados à imobilização e algemação em operações policiais”, explica o delegado.
Ele ressaltou, ainda, que a padronização desses procedimentos busca ampliar a segurança do policial durante abordagens, fortalecer a base técnica das ações operacionais e assegurar respaldo jurídico na execução das atividades.
Fonte: Governo PR
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