Paraná
Homem denunciado pelo MPPR em Altônia por homicídios contra policiais e destruição de cadáveres é condenado pelo Tribunal do Júri a 58 anos de prisão
Em Altônia, no Noroeste do estado, o Ministério Público do Paraná obteve em julgamento do Tribunal do Júri a condenação de homem denunciado pelos crimes de associação criminosa armada, um homicídio qualificado consumado, dois homicídios qualificados tentados – praticados contra policiais do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON) – e destruição de dois cadáveres. Ele foi sentenciado a 58 anos e um 1 mês de reclusão.
O caso ocorreu no dia 26 de setembro de 2017, quando o réu, acompanhado de outro integrante da associação criminosa, já falecido, trafegava de madrugada em uma caminhonete por uma estrada rural de Altônia, carregando dois corpos de pessoas que haviam sido executadas por outros integrantes da associação criminosa. No percurso, se depararam com uma viatura do Batalhão de Polícia da Fronteira. Buscando ocultar os homicídios então praticados, o réu disparou com um fuzil contra a viatura policial, atingindo o motorista na cabeça, o que causou sua morte.
Os outros dois policiais que estavam na viatura não foram atingidos. Após o crime, o agora condenado empreendeu fuga e, em conjunto com o então comparsa da associação criminosa, ateou fogo no veículo e nos dois corpos que carregavam. O acusado fugiu para o Paraguai e só foi encontrado e preso no início de 2022. O réu já estava preso preventivamente e deve seguir para cumprir a pena em regime inicial fechado.
Processo número 0003502-10.2017.8.16.0040
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Banco alemão financia duas obras da Sanepar em Londrina: ETE Sul e ETE Norte
Com recursos de cerca de R$ 300 milhões, o banco de desenvolvimento alemão KfW está financiado cinco obras da Sanepar no Estado, sendo duas delas em Londrina, no Norte. Tratam-se das obras de ampliação e modernização das estações de tratamento de esgoto (ETEs) Norte, localizada no Jardim Eucalipto, e Sul, no Parque Municipal João Milanez.
O aporte que está sendo feito agora se destina à segunda fase do programa Paraná Bem Tratado, mas as obras já estão em andamento com recursos próprios (da Sanepar) aplicados de forma antecipada. “Temos esta parceria com o KfW desde o desenho deste modelo que tem grande impacto no que diz respeito à eficiência operacional e minimização da emissão dos gases de efeito estufa”, explica o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
“Conseguimos dar início às obras e avançar para além dos 20% de contrapartida, com base na relação de extrema confiança que já havíamos construído. O contrato cumpre uma formalidade para o efetivo envio dos recursos”, acrescenta.
Os investimentos em Londrina viabilizam uma Central de Tratamento de Lodo, que, embora anexa à ETE Sul, vai atender a região metropolitana. A unidade fará a secagem do lodo de seis ETEs: quatro locais, uma de Cambé e outra de Tamarana. As obras abrangem ainda a implantação das estruturas para coleta, armazenamento e tratamento do biogás gerado na ETE Sul, possibilitando sua utilização como combustível no processo de secagem dos lodos.
“A unidade tem tecnologias inovadoras e sustentáveis, prevendo a utilização dos dois principais subprodutos gerados na ETE como fontes de energia. Atualmente o biogás é queimado e o lodo segue para aterro”, diz o gerente de Convênios e Parcerias da Sanepar, Eduardo Pegorini.
SECAGEM DO LODO – O sistema de secagem térmica do lodo tem como peça principal um tambor de aço, com 18 metros de comprimento, 4,3 metros de diâmetro e pesa 43 toneladas, com capacidade de processar até 5 toneladas por hora. Complementa o sistema, um gerador de gases, que mede 6 metros de comprimento por 3 metros de largura e 40 toneladas.
O gerente-geral da Sanepar na Região Nordeste, Rafael Leite, chama a atenção para o ganho ambiental dos investimentos do KfW, com a conversão daquilo que seria um passivo em ativo energético. “O processo de secagem é capaz de reduzir o volume de quatro caçambas de lodo úmido para uma única caçamba de lodo seco. Aproveitando o gás da estação, deixamos de emitir gases de efeito estufa e mitigamos as mudanças climáticas”, diz.
Leite também indica a redução de custos logísticos. “A Sanepar mantém uma política de alinhamento de suas operações aos conceitos de ETEs Sustentáveis, nesse sentido investimos para aproveitar os subprodutos dos processos e reduzir demandas por aterros e recursos naturais”.
Com um investimento de R$ 58,8 milhões, a obra tem entrega final prevista para novembro, iniciando fases de pré-operação e operação assistida em julho. Ainda em 2026, a ETE Sul passará pela segunda fase de ampliação, incluindo reformas, melhorias em reatores e tratamento preliminar. Segundo Pegorini, isso aumentará a eficiência da unidade e a geração de biogás.
RARIDADE – Os equipamentos que compõem a Central de Tratamento de Lodo da ETE Sul são raros. O tambor secador modelo Bruthus, por exemplo, só é utilizado em outras seis estações no Brasil. Desses, apenas dois operam utilizando biogás e lodo de esgoto como fontes de energia: um em Minas Gerais e o outro na ETE Atuba Sul, na Sanepar, em Curitiba. Os demais estão em ETEs no Rio de Janeiro e Minas.
ENERGIA ELÉTRICA – Na ETE Norte, em Londrina, os investimentos visam além da otimização e confiabilidade dos processos de tratamento de esgoto, o aproveitamento do biogás para geração de energia elétrica para a operação da própria unidade.
A obra está orçada em R$ 62 milhões e vai revitalizar cinco reatores anaeróbios e um digestor existente, além de prever a construção de um novo digestor e aprimorar o tratamento preliminar. A conclusão está prevista para março de 2028.
OUTRAS OBRAS – Recursos do KfW se desdobram em obras nas ETEs Pinhalzinho, em Umuarama, e Padilha, em Curitiba. Na Capital também estão previstas a implantação de uma central de tratamento de lodo e a ampliação da Usina de Tratamento de Lodos e Resíduos Orgânicos (Usbio), anexo à ETE Belém.
MITIGAR GEE – O biogás é um residual do processo que trata o esgoto doméstico de forma anaeróbica, isto é, sem oxigênio. O processo acontece dentro de biodigestores, onde bactérias degradam a matéria orgânica, liberando o gás que é composto principalmente por metano e dióxido de carbono.
A redução de gases de efeito estufa (GEE) a partir do aproveitamento do biogás é o pilar do Programa Paraná Bem Tratado, uma iniciativa da Sanepar na década de 2010, com pesquisa e cooperação técnica envolvendo diversas instituições do Paraná e do Brasil, junto com a agência de cooperação técnica da Alemanha GIZ.
Fonte: Governo PR
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