Agro
Heringer reforça presença no Espírito Santo e leva tecnologias para produtores de café conilon em grandes feiras do agro
A Heringer intensifica sua atuação junto aos produtores de café durante o mês de julho ao participar das principais feiras do agronegócio no Espírito Santo e em Minas Gerais. A empresa levará ao público tecnologias voltadas à nutrição do café conilon, reforçando sua estratégia de proximidade com o produtor rural e seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da cafeicultura brasileira.
A agenda começa na Feira Agro Nater Coop, em Nova Venécia, entre os dias 2 e 4 de julho, e segue para a edição de Santa Maria de Jetibá, de 16 a 18 de julho. Ambas estão entre os principais eventos promovidos pela Nater Coop, uma das cooperativas mais representativas do Espírito Santo.
Na sequência, a empresa participa da Feira de Agronegócios da Cooabriel, em São Gabriel da Palha, de 23 a 25 de julho, e encerra o calendário na 15ª Feira de Negócios Coocafé, em Lajinha (MG), entre os dias 30 de julho e 1º de agosto.
Tecnologias voltadas ao café conilon
Durante as feiras realizadas no Espírito Santo, a Heringer concentrará suas ações no café conilon, cultura na qual o estado ocupa a liderança nacional em produção e que representa um dos principais pilares da economia agrícola capixaba.
Entre as soluções apresentadas estará o Fertiva 19-04-19, fertilizante complexo formulado com sete nutrientes no mesmo grânulo. A tecnologia reúne nitrogênio, fósforo, potássio, enxofre, magnésio e micronutrientes, oferecendo uma nutrição mais equilibrada ao longo de todo o ciclo da lavoura.
Segundo a empresa, a formulação favorece maior uniformidade das plantas, melhora o aproveitamento dos nutrientes e contribui para ganhos de eficiência operacional durante as aplicações.
Outro diferencial do produto é a presença do nitrogênio nas formas nítrica e amoniacal, combinação que reduz perdas por volatilização e aumenta a disponibilidade do nutriente para as plantas. A presença de boro e magnésio também auxilia no pegamento floral, favorecendo a formação do tubo polínico e o transporte de sacarose para flores, folhas jovens e raízes.
Nitratop aposta em eficiência nutricional e operacional
Outra tecnologia que será destaque nos eventos é o Nitratop, fertilizante que combina nitrogênio, cálcio e magnésio em um único grânulo.
Além de disponibilizar o nitrogênio nas formas nítrica e amoniacal, o produto apresenta granulometria uniforme, característica que proporciona melhor fluidez nos equipamentos e maior precisão na distribuição durante a adubação.
De acordo com a empresa, a presença de cálcio e magnésio também favorece o desenvolvimento das plantas e contribui para um melhor pegamento floral, fatores importantes para o desempenho produtivo das lavouras.
Empresa destaca parceria com os cafeicultores
Segundo Leonardo Torres de Souza, gerente de Vendas da Heringer, a participação nas feiras vai além da apresentação de produtos.
“O café conilon é uma das principais forças da agricultura do Espírito Santo e exerce papel fundamental na economia regional. Nosso objetivo é oferecer tecnologias que combinem eficiência nutricional, praticidade operacional e elevado desempenho agronômico, além de compartilhar conhecimento e fortalecer parcerias duradouras com os produtores”, afirma.
Espírito Santo mantém papel estratégico para a Heringer
A companhia ressalta que sua presença nos eventos também reforça a ligação histórica com o Espírito Santo.
Fundada em 1968 por uma família capixaba, a Heringer tem suas origens ligadas ao desenvolvimento da agricultura no estado, que continua sendo considerado um mercado estratégico para os negócios da empresa.
“O Espírito Santo faz parte da nossa história e permanece protagonista no futuro da companhia. Participar de eventos tão relevantes fortalece nosso relacionamento com os produtores, permite compreender as demandas do campo e apresentar soluções que contribuam para aumentar a produtividade e a rentabilidade das propriedades”, destaca Souza.
Empresa vive novo ciclo de crescimento
A Heringer também destaca que atravessa uma nova fase de expansão. Em 2025, a companhia foi reconhecida pelo segundo ano consecutivo como a maior empresa do setor de Química e Petroquímica em operação no Espírito Santo, conforme o Anuário IEL – 200 Maiores e Melhores Empresas do Estado.
Segundo a empresa, o atual ciclo é marcado por investimentos em inovação, modernização da gestão, fortalecimento do atendimento ao produtor e desenvolvimento de soluções voltadas ao aumento da eficiência das lavouras.
Com a participação nas principais feiras da cafeicultura em julho, a Heringer busca ampliar sua presença junto aos cafeicultores, apresentar novas tecnologias nutricionais e fortalecer sua atuação em uma das regiões mais importantes para a produção de café no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mato Grosso quer transformar liderança na produção de algodão em potência da indústria têxtil
Maior produtor de algodão do Brasil, responsável por cerca de 71% da produção nacional, Mato Grosso pretende dar um novo passo no desenvolvimento do agronegócio: transformar sua liderança no campo em protagonismo também na indústria têxtil.
Para alcançar esse objetivo, o Governo do Estado lançou um programa de incentivo à verticalização da cadeia produtiva do algodão, criando mecanismos para estimular a instalação de indústrias de fiação, tecelagem e confecção em território mato-grossense.
A iniciativa busca reduzir a exportação de matéria-prima sem processamento, ampliar a agregação de valor à produção e fortalecer a economia regional por meio da industrialização.
Programa incentiva instalação de indústrias têxteis
Anunciado pelo governador Otaviano Pivetta, o novo modelo permitirá que produtores rurais transfiram créditos acumulados de ICMS para indústrias instaladas em Mato Grosso, reduzindo custos tributários e aumentando a competitividade do setor industrial.
A expectativa é atrair novos investimentos, ampliar o parque fabril e consolidar um ambiente mais favorável para empresas ligadas à cadeia têxtil.
Hoje, apesar da liderança absoluta na produção de algodão, apenas cerca de 3% da pluma produzida no Estado passa por processamento industrial local. A maior parte segue para outros estados ou é destinada ao mercado internacional, onde recebe maior valor agregado.
Verticalização busca gerar empregos e fortalecer economia
Além da transferência de créditos tributários, o programa prevê instrumentos como diferimento, suspensão e créditos presumidos de ICMS em diferentes etapas da cadeia produtiva. A regulamentação ocorrerá de forma alinhada à implementação da reforma tributária nacional.
A proposta complementa políticas já existentes, como os incentivos do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e a isenção do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para o algodão destinado às indústrias de fiação instaladas no Estado.
Segundo o governo estadual, o objetivo é estimular a formação de polos industriais próximos às regiões produtoras, promovendo a geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico no interior.
Estado reúne condições para ampliar parque industrial
Além da ampla oferta de matéria-prima, Mato Grosso apresenta fatores considerados estratégicos para a expansão da indústria têxtil, como disponibilidade de energia, melhoria da infraestrutura logística e potencial para qualificação da mão de obra.
A avaliação é que esses diferenciais colocam o Estado em posição favorável para se tornar um dos principais polos da indústria têxtil da América Latina.
Campo Verde demonstra potencial da industrialização
O município de Campo Verde já representa um exemplo do potencial de verticalização da cadeia do algodão em Mato Grosso.
A cidade concentra cinco indústrias voltadas à fiação e ao beneficiamento da fibra e responde atualmente por cerca de 6% da produção nacional de fios de algodão, tornando-se referência para novos investimentos no setor.
Outro fator que reforça esse cenário é a implantação do terminal ferroviário da Rumo, em Dom Aquino, cuja capacidade estimada de movimentação chega a 10 milhões de toneladas por ano, fortalecendo a logística para escoamento da produção industrial.
Interior deve concentrar novos investimentos
A estratégia do governo estadual vai além dos municípios já consolidados na produção agrícola.
O programa pretende estimular a instalação de indústrias em diferentes regiões de Mato Grosso, incentivando a criação de polos de tecelagem, malharia e confecção próximos às áreas produtoras de algodão.
A expectativa é descentralizar o desenvolvimento econômico, ampliar as oportunidades de emprego e aumentar a participação da indústria na economia estadual.
Novo ciclo para a cotonicultura mato-grossense
Especialistas avaliam que o incentivo à verticalização representa uma nova etapa para a cadeia do algodão em Mato Grosso.
Após décadas de investimentos em pesquisa, tecnologia e ganhos de produtividade no campo, o desafio passa a ser transformar parte da matéria-prima produzida no Estado em produtos industrializados de maior valor agregado.
A trajetória da cotonicultura mato-grossense já foi impulsionada por iniciativas como a criação do Proalmat e do Facual, em 1997, programas considerados fundamentais para consolidar o crescimento da atividade.
Agora, o foco está em ampliar a participação da indústria dentro da cadeia produtiva.
Agregar valor para manter riqueza dentro do Estado
Com uma safra superior a 6,5 milhões de toneladas de algodão em pluma e aproximadamente 1,5 milhão de hectares cultivados, Mato Grosso domina a produção nacional da fibra.
O próximo desafio é fazer com que uma parcela cada vez maior dessa produção seja transformada dentro do próprio Estado, convertendo matéria-prima em fios, tecidos, confecções, empregos, renda e maior arrecadação para a economia mato-grossense.
A verticalização da cadeia produtiva desponta, assim, como uma das principais estratégias para ampliar a competitividade do agronegócio e fortalecer o desenvolvimento industrial de Mato Grosso nas próximas décadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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