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Gulfood 2026: Brasil participa com delegação recorde e projeções econômicas refletem decisões do Banco Central

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Brasil marca presença histórica na Gulfood 2026

O Brasil tem se destacado na Gulfood 2026, a maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, desde o dia 26 de janeiro. A delegação brasileira, composta por 192 empresas, representa o maior grupo já levado ao evento e é coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A expectativa de negócios é otimista: a previsão inicial de US$ 2 bilhões deve ser superada, podendo atingir US$ 3,5 bilhões em transações nos próximos 12 meses. O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que o resultado é fruto de uma parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Itamaraty e demais entidades, com o objetivo de reforçar o protagonismo do Brasil no cenário global e ampliar a oferta de produtos nacionais em mercados estratégicos.

Parcerias ampliam a força do agronegócio brasileiro

A presença do Brasil na Gulfood é resultado de uma ampla articulação institucional entre o setor público e privado. Além da ApexBrasil, participam o MAPA, o SEBRAE, a CNA, a ABIEC, a ABPA, o IBRAFE, a ABIPESCA e a UNICAFES, entre outros parceiros.

Com 8,5 mil expositores de 130 países e a expectativa de 150 mil visitantes, a edição de 2026 reforça a visibilidade do agronegócio brasileiro. O espaço dedicado às empresas do país é 26% maior em comparação ao ano anterior, demonstrando o crescimento da presença nacional no mercado internacional.

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Para o embaixador do Brasil nos Emirados Árabes Unidos, Sidney Leon Romeiro, o evento reflete a integração de diferentes setores — governo, empresas e cooperativas — em torno de um objetivo comum: fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor global de alimentos e promotor da segurança alimentar mundial.

Setor de pescados e proteína animal ganham destaque

Um dos pontos altos do evento é o avanço do setor de pescados, considerado estratégico para o futuro do agronegócio brasileiro. Segundo Jorge Viana, o Brasil possui vantagem competitiva natural, com abundância de recursos hídricos que favorecem o desenvolvimento da piscicultura.

“Se há um setor com capacidade extraordinária de crescimento, é o de pescado”, afirmou Viana, destacando a nova parceria entre a ApexBrasil e a Abipesca, que promete fortalecer a exportação de pescados brasileiros.

Além disso, o Brasil tem consolidado sua presença no mercado internacional de proteínas animais. O presidente da ABIEC, Roberto Perosa, destacou a importância da feira para consolidar a carne bovina brasileira no Oriente Médio e ampliar o acesso a mercados na Ásia e Europa.

A ABPA, por sua vez, reforçou a importância dos projetos desenvolvidos com a ApexBrasil — como o Brazilian Chicken, Brazilian Pork e Brazilian Egg — para promover as exportações de aves, suínos e ovos.

Banco Central mantém juros e reforça foco em estabilidade econômica

Enquanto o Brasil reforça sua presença global no agronegócio, o Banco Central do Brasil (BCB) manteve a taxa Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2026, sinalizando compromisso com a estabilidade monetária e o controle da inflação.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que, embora os juros permaneçam estáveis no curto prazo, há possibilidade de cortes graduais nas próximas reuniões, dependendo da evolução da inflação e da atividade econômica.

Segundo o Relatório Focus, divulgado pelo próprio Banco Central, o mercado financeiro reduziu a projeção da inflação de 2026 para cerca de 4%, dentro da meta estabelecida pela autoridade monetária.

Perspectivas econômicas e impactos no setor exportador

As projeções apontam que a taxa Selic pode encerrar 2026 em torno de 12,25%, conforme o cenário fiscal e o comportamento dos preços ao consumidor. O ambiente de inflação controlada e redução gradual dos juros tende a favorecer o desempenho das exportações brasileiras, especialmente no agronegócio, que se beneficia de custos de crédito mais baixos e maior competitividade internacional.

Com isso, a combinação entre estabilidade macroeconômica interna e forte promoção comercial externa — exemplificada pela participação brasileira na Gulfood 2026 — reforça a estratégia nacional de consolidar o Brasil como fornecedor confiável e sustentável de alimentos para o mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MRS Logística e DP World ampliam solução multimodal e conectam agronegócio do Centro-Oeste ao Porto de Santos

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Logística multimodal ganha força no escoamento do agronegócio brasileiro

A logística ferroviária para transporte de cargas conteinerizadas vem ampliando sua participação no escoamento da produção agrícola no Brasil. A MRS Logística identificou, nos últimos meses, aumento da demanda de produtores do Centro-Oeste por soluções integradas voltadas à exportação via portos.

Nesse cenário, ganha destaque uma parceria estratégica com a DP World, empresa global de soluções logísticas e supply chain, voltada ao transporte de commodities como algodão, feijão, gergelim e açúcar.

Parceria busca reduzir gargalos no Porto de Santos

O principal objetivo da iniciativa é enfrentar os desafios logísticos relacionados ao Porto de Santos, o maior do país. O terminal enfrenta congestionamentos frequentes, o que impacta prazos de embarque e eleva custos para exportadores.

A solução multimodal busca justamente mitigar esses gargalos, integrando diferentes modais e ampliando a eficiência do fluxo logístico.

Integração entre rodovia, ferrovia e porto

O modelo operacional funciona em etapas integradas:

  • Transporte rodoviário das fazendas do Centro-Oeste até terminais parceiros
  • Conteinerização das cargas em unidades localizadas em Suzano, Jundiaí e Paulínia
  • Transporte ferroviário até o Porto de Santos
  • Embarque para exportação internacional
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Esse fluxo garante maior previsibilidade e redução de interferências no processo logístico.

Solução amplia competitividade e reduz custos

Segundo a MRS Logística, a estrutura integrada proporciona ganhos importantes para o agronegócio, incluindo:

  • Redução de custos logísticos
  • Maior escala operacional (até 84 TEUs por viagem)
  • Melhor aproveitamento de infraestrutura portuária
  • Possibilidade de armazenamento nos terminais parceiros
  • Garantia de recebimento no porto

A combinação entre ferrovia e infraestrutura portuária busca aumentar a competitividade das exportações brasileiras no mercado global.

Sustentabilidade e eficiência ganham destaque

Além dos ganhos econômicos, a solução também contribui para a redução da pegada ambiental do transporte de cargas, ao ampliar o uso do modal ferroviário, considerado mais eficiente em termos de emissões por tonelada transportada.

MRS destaca integração como solução do campo ao porto

O gerente comercial da MRS Logística, Marco Dornelas, destaca que a integração entre os modais é um diferencial estratégico para o agronegócio brasileiro.

“Nossa expertise ferroviária, combinada com a infraestrutura portuária de ponta da DP World, permite que os produtores brasileiros alcancem mercados globais de forma mais rápida, econômica e ambientalmente responsável”, afirma.

Solução reforça papel da ferrovia no agronegócio

De acordo com Dornelas, o modelo oferece uma solução completa de transporte, desde a origem no campo até o embarque no navio.

“A solução reforça o papel estratégico da ferrovia no desenvolvimento do agronegócio nacional e atende à necessidade urgente de escoamento de commodities aos portos”, complementa.

Tendência é expansão de soluções integradas no Brasil

A crescente demanda por eficiência logística no agronegócio deve impulsionar novas iniciativas de integração entre modais no país. A combinação entre rodovias, ferrovias e portos tende a se consolidar como alternativa para reduzir gargalos estruturais e ampliar a competitividade das exportações brasileiras no mercado internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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