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Paraná

Governo lança programa que garante fraldas e absorventes a crianças e adolescentes

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O Governo do Paraná, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família, lançou nesta terça-feira (09) o Programa de Apoio à Higiene Íntima de Crianças e Adolescentes. Os recursos para a iniciativa são do Fundo Estadual da Infância e Adolescência (FIA), aportado pelas empresas estatais Sanepar e Copel, por meio de doação de Imposto de Renda. São R$ 5 milhões em prol de crianças e adolescentes, meninos e meninas, de famílias em situação de vulnerabilidade dos 399 municípios do Estado.

O programa consiste na aquisição e entrega de produtos que promovam a higiene, como fraldas, absorventes e produtos congêneres, bem como itens higiênicos complementares. Todos os municípios estão elegíveis para o programa e devem fazer sua adesão para que recebam recursos, que vão de R$ 5 mil a R$ 100 mil, de acordo com o porte e população, segundo os dados do Censo de 2010.

A deliberação 78/2022 – CEDCA/PR já está disponível no Sistema de Transferências Voluntárias Fundo a Fundo (SIFF) para que os municípios possam fazer as solicitações. A transferência para o fundo municipal deve ser acompanhada de um plano de trabalho. O documento orienta que quando houver mais de uma pessoa que necessite dos itens na casa, eles devem ser entregue para ambas.

Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, o projeto é um sucesso porque está sendo viabilizado por meio de parcerias. “A Copel e Sanepar fizeram a doação do seu Imposto de Renda para este programa, o que viabilizou este montante para atender as necessidades dessas crianças e adolescentes. Muitas meninas deixam de sair de casa quando estão em período menstrual. Desta forma, estamos oferecendo melhoria de condições de vida para aqueles que mais precisam de nossa atenção”, enfatizou.

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Para a primeira-dama do Estado e presidente do Conselho de Ação Solidária, Luciana Saito Massa, esse programa olha para as meninas que passam pela fase de transição e também para suas famílias. “Quero falar não só como primeira-dama, mas também como mãe de duas meninas mulheres que já passaram por esse momento em sua vida. Ele traz dignidade e respeito, tanto por elas quanto pelas mães, especialmente aquelas que não têm condições de dar essa assistência”, destacou.

Segundo a coordenadora da Política Estadual da Garantia de Direitos da Criança e Adolescente e vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), Juliana Sabbag, este programa enfrenta uma triste realidade. “ Temos muitos relatos de crianças que deixam de ir à escola porque não têm acesso a esses materiais, então hoje é um marco na garantia de direitos e na melhoria de vida de muitas delas. O Estado disponibiliza os recursos e os municípios podem acessá-los para chegar nessas crianças”, acrescentou.

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A secretária da Mulher e Igualdade Racial, Leandre Dal Ponte, destacou que este é um importante passo para o avanço nas políticas públicas da mulher. “Estamos muito felizes com essa iniciativa. Sabemos que temos que avançar ainda mais, mas esses são os primeiros passos de uma política forte e perene para a mulher em todo o Estado do Paraná”, afirmou.

SEDEF NA ASSEMBLEIA – O anúncio do programa ocorreu durante a realização do projeto Sedef na Assembleia, no qual os técnicos da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família apresentarão aos assessores parlamentares os serviços executados pela pasta, bem como as políticas públicas desenvolvidas. A pasta é responsável por políticas de transferência de renda, direitos da juventude, atendimento da pessoa com deficiência e assistência social.

PRESENÇAS – Participaram do evento os deputados Hussein Bakri (líder do Governo), Anibeli Neto, Evandro Araújo, Bazana, Cloara Pinheiro, Moacir Fadel, e Artagão Junior, além do chefe de gabinete da presidência da Sanepar, Fabricio Castilho, e a superintendente de Governança e Sustentabilidade, da Copel, Luisa Cristina Tischer Nastari.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná ajuíza cumprimento de sentença para obrigar o Município de Ibaiti a implantar Centro de Atenção Psicossocial (Caps I)

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Ibaiti, no Norte Pioneiro do estado, protocolou nesta sexta-feira, 4 de setembro, um pedido de cumprimento de sentença contra o Município. A medida judicial busca garantir a implantação e o pleno funcionamento de um Centro de Atenção Psicossocial I (Caps I) na cidade. A obrigação do ente público foi determinada pelo Judiciário após o ajuizamento de ação civil pública pelo MPPR e tornou-se inquestionável com o trânsito em julgado da decisão, ocorrido em 25 de junho de 2026.

Áudio da Promotora de Justiça Kamila Cristine Vanelli

No requerimento, o MPPR pede que o prefeito e a Procuradoria-Geral do Município sejam intimados a comprovar em 30 dias a elaboração de um cronograma de execução física e orçamentária. A prefeitura também deverá apresentar os atos administrativos já adotados para a efetiva instalação do equipamento de saúde, respeitando o limite máximo de dois anos fixado na sentença para a conclusão dos trabalhos. Além disso, a Promotoria de Justiça demanda a apresentação de relatórios periódicos a cada 90 dias, demonstrando o andamento das etapas de implantação do Centro. Em caso de descumprimento das medidas, o documento adverte para a incidência da multa diária de R$ 1.000,00 já imposta pelo Judiciário.

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Falta de atendimento – A ação civil pública que originou a sentença foi proposta pelo MPPR após a constatação de déficit na rede extra-hospitalar voltada à saúde mental na região. Conforme apurado, Ibaiti tem quase 29 mil habitantes, critério populacional que legitima e obriga a instalação de um centro na modalidade Caps I. Na ausência da unidade local, os pacientes considerados de médio e alto risco precisavam se deslocar por cerca de 90 quilômetros para receber atendimento na sede da Regional de Saúde em Jacarezinho, o que configurava uma grave barreira ao acesso adequado aos tratamentos contínuos.

Ao longo do processo judicial, o Juízo da Vara da Fazenda Pública de Ibaiti julgou o pedido procedente, condenando o Município sob o entendimento de que a falta da estrutura própria prejudicava a coletividade e feria o direito fundamental à saúde. A prefeitura chegou a recorrer, argumentando a suficiência do atendimento consorciado e justificando limitações financeiras, mas a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná negou provimento ao recurso de apelação por unanimidade de votos. O Tribunal reconheceu a omissão administrativa do Executivo municipal e validou a intervenção jurisdicional para a concretização de políticas públicas essenciais de amparo à população.

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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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