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Governo federal anuncia 3º leilão do Eco Invest Brasil para atrair investimentos em participação societária

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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (8/10) o terceiro leilão do Programa Eco Invest Brasil. A iniciativa, coordenada pelos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Fazenda, tem como objetivo atrair investimentos externos em participação societária (equity) voltados à transição ecológica, com recursos do Fundo Clima.

O modelo apresenta um diferencial que deve potencializar o interesse de investidores internacionais. Nesta edição, o programa apresenta um mecanismo de hedge cambial, oferecendo ao investidor um instrumento de proteção parcial contra variações do real em condições mais vantajosas que as usualmente praticadas no mercado. A novidade torna o Eco Invest ainda mais atrativo para o investidor internacional, atendendo a uma demanda histórica do mercado financeiro global e ampliando a confiança no Brasil.

“Essa iniciativa mostra como podemos trabalhar juntos para fortalecer a transformação ecológica e a descarbonização da economia brasileira, um sinal claro do protagonismo do Brasil nessa agenda global. Ao atrair investimentos externos, abrimos caminho para projetos que unem inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico”, afirmou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Neste leilão, os recursos do programa serão destinados às instituições financeiras para estruturar mecanismos de mitigação de risco cambial e de risco de performance dos projetos, fatores decisivos para viabilizar investimentos de longo prazo no país. Assim como nos leilões anteriores, os bancos deverão assumir o compromisso de alavancar capital privado, definindo quanto de investimento em equity será mobilizado para os fundos e projetos apoiados.

“Essa é uma iniciativa inédita, não apenas no Brasil, mas também entre os países emergentes. Estamos inaugurando um novo modelo de financiamento sustentável, que combina inovação financeira e compromisso ambiental. Ao oferecer proteção cambial para o investidor internacional, o governo federal dá um passo importante para ampliar a confiança, atrair capital de longo prazo e impulsionar projetos estratégicos que fortalecem o desenvolvimento sustentável do país”, destacou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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Os recursos mobilizados pelo leilão irão apoiar empresas de base tecnológica e fomentar startups e negócios em expansão que desenvolvam projetos nas áreas de bioeconomia – como superalimentos, biosaúde e biofertilizantes; transição energética – incluindo SAF, hidrogênio verde, biogás e outras soluções; e economia circular – como bioplásticos, gestão de resíduos sólidos, reciclagem de baterias, entre outros.

Além de impulsionar projetos inovadores, o programa busca assegurar a escalabilidade das tecnologias desenvolvidas, fortalecendo a capacidade de crescimento e replicação das soluções sustentáveis no Brasil. Ao mesmo tempo, promove a inserção e integração competitiva do mercado brasileiro nas cadeias globais de valor, criando oportunidades para que empresas nacionais se conectem a mercados internacionais e ampliem seu impacto econômico e ambiental.

“Este leilão, focado na atração de equity e na proteção cambial, é fundamental e reflete nossa parceria e inovação. Estamos trabalhando juntos para, inclusive, termos novidades na COP30, em Belém. E com base nesse modelo bem-sucedido do Eco Invest, lançamos o programa FX Edge, uma nova plataforma global do BID voltada a reduzir a volatilidade cambial e ampliar o acesso a capital privado em outros países”, pontuou o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn.

Próximos Passos

Após a publicação da portaria, as propostas das instituições financeiras devem ser apresentadas até 19 de novembro de 2025.

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O Eco Invest Brasil

O Programa Eco Invest Brasil é coordenado conjuntamente pelos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Fazenda e conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Embaixada do Reino Unido no Brasil.

“O Reino Unido tem orgulho de apoiar o Eco Invest Brasil, uma iniciativa que reflete o compromisso do país com a inovação em finanças sustentáveis e com a criação de um ambiente propício para investimentos de longo prazo. Essa abordagem abre novas oportunidades de cooperação entre nossos países e reforça o papel do Brasil como líder na agenda verde”, afirmou a embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq.

A iniciativa integra o Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica do Ministério da Fazenda, uma estratégia voltada à transição da economia brasileira por meio da bioeconomia, da indústria verde e das finanças sustentáveis.

Nas edições anteriores, o programa mobilizou mais de R$ 75 bilhões, dos quais R$ 46 bilhões serão provenientes de investidores estrangeiros. Até o momento, mais de R$ 4 bilhões já foram desembolsados para impulsionar projetos como a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e de saneamento básico. A segunda edição do leilão, focada na recuperação de terras degradadas, alavancou recursos para restaurar 1,4 milhão de hectares, uma área nove vezes maior que a cidade de São Paulo.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil

MJSP transforma Defensoria em Todos os Cantos em programa nacional e premia iniciativas de acesso à Justiça

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Brasília, 20/5/2026 – No Dia do Defensor Público, celebrado na terça-feira (19), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou a entrega do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, em solenidade no Palácio da Justiça, na capital federal.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e busca reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por defensorias públicas que contribuam para a garantia de direitos e a redução das desigualdades, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o edital vai além de uma premiação ao reconhecer e fortalecer experiências transformadoras desenvolvidas pelas Defensorias Públicas da União, dos estados e do Distrito Federal.

“São iniciativas que enfrentam desigualdades estruturais, promovem justiça racial, fortalecem os direitos das mulheres, ampliam o uso da tecnologia no acesso à Justiça e atuam na proteção socioambiental, no sistema prisional, nas ouvidorias externas e em tantas outras frentes essenciais para a efetivação de direitos”, afirmou o ministro.

Durante a cerimônia, Wellington Lima assinou a portaria que institui oficialmente o Defensoria em Todos os Cantos como programa nacional.

O dispositivo de honra também contou com a presença da defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado; da presidente do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, Luziane Castro; da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Grando Bregolin; e da coordenadora da Plataforma Justa e integrante da banca de avaliação do projeto, Luciana Zafallon.

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“O trabalho de defensoras e defensores públicos precisa ser reconhecido e fortalecido. Enquanto houver pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade no Brasil, a defensoria seguirá como instituição essencial para a garantia da justiça, dos direitos e da democracia”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

Defensoria em todos os cantos
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Reconhecimento nacional

Ao todo, sete projetos foram vencedores, além de uma menção honrosa em cada eixo temático, que incluiu áreas como justiça criminal e sistema prisional, justiça racial, justiça socioambiental, enfrentamento à violência e direitos das mulheres. Cada iniciativa vencedora receberá prêmio de R$ 120 mil.

Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, as defensorias públicas exercem papel estratégico na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da cidadania.

“O projeto traduz uma ideia poderosa presente na Constituição: para ser justa, a Justiça precisa alcançar todas as pessoas, realidades e territórios do Brasil, e não apenas as grandes capitais”, destacou a titular da Senajus.

As premiações foram entregues por secretários do MJSP, entre eles André Garcia (Senappen), Marta Machado (Senad), Chico Lucas (Senasp) e Ricardo Morishita (Senacon); pelo diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan; pelo deputado federal Stélio Dener; pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Caroline Dias; além de representantes das defensorias públicas.

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Confira a lista de vencedores e menções honrosas

Justiça Criminal e Sistema Prisional
* 1º lugar: Inspeções em Dias de Visita em Unidades Prisionais (SP)
* Menção honrosa: Alerta 180 (MT)

Enfrentamento às Desigualdades Estruturais
* 1º lugar: Central de Vagas em Creches da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
* Menção honrosa: Defensorias do Araguaia – Defensoras e Defensores Públicos pelos Povos Originários do Tocantins (TO), Mato Grosso (MT) e Goiás (GO)

Inovação e Tecnologia para Ampliação do Acesso à Justiça
* 1º lugar: Na Porta da Comunidade (CE)
* Menção honrosa: Pacifica.DEF (PR)

Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais
* 1º lugar: Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas (AM)
* Menção honrosa: Justiça socioambiental e climática: proteção dos territórios tradicionais, da Defensoria Pública do Estado do Pará (PA)

Justiça Racial
* 1º lugar: Ação Cidadã Infância sem Racismo: por uma Educação Antirracista (BA)
* Menção honrosa: Turma da Mel da Defensoria Pública de Rondônia (RO)

Enfrentamento à Violência e Direitos das Mulheres
* 1º lugar: DefenDelas (SC)
* Menção honrosa: Projeto RenovAÇÃO Homens (DF)

Iniciativas das Ouvidorias Externas
* 1º lugar: Projeto Educação Escolar Indígena como Direito (RS)
* Menção honrosa: Projeto Ìmọ́lẹ: o direito à energia e à dignidade nos territórios tradicionais (MA)

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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