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Brasil

Governo Federal analisa infraestrutura gaúcha em novo debate sobre o PNL 2050

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O Governo Federal avança na agenda para aprimorar a construção do Plano Nacional de Logística (PNL) 2050. Nesta terça-feira (16), a infraestrutura logística gaúcha esteve no centro do debate, que reuniu representantes do governo e especialistas na capital do Rio Grande do Sul.

“A Malha Sul é muito importante para o desenvolvimento da região e exige modernização e novos modelos de financiamento para se tornar competitiva. O grupo de trabalho já apontou a necessidade de recuperar trechos afetados pelas enchentes e estruturar projetos que tornem a ferrovia atrativa ao mercado e integrada aos demais modais”, destacou Maryane Figueiredo, diretora de Obras e Projetos da Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário (SNTF), ao apontar algumas oportunidades que estão sendo pensadas nessa fase de construção do PNL 2050.

Estratégica para a economia nacional, a região viveu em 2024 a maior catástrofe climática de sua história. Para restabelecer a mobilidade, o Ministério dos Transportes agiu rápido, reconstruindo rodovias, pontes e corredores humanitários. Quase R$3 bilhões foram destinados às obras emergenciais que devolveram acessos vitais à população.

“Enfrentar esses desafios exige pensar em infraestrutura de forma integrada. Precisamos promover a intermodalidade para investir em soluções que reduzam custos logísticos e aumentem a competitividade no cenário global. O Plano Nacional de Logística será a principal referência para orientar os rumos da nossa infraestrutura nos próximos 25 anos”, afirmou o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos.

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Corredores logísticos

Com uma economia diversificada, que em 2024 representou 6% do PIB brasileiro, o Rio Grande do Sul tem nos setores agropecuário, industrial e de serviços seus principais motores de crescimento. Só no segundo trimestre de 2025, as exportações do agronegócio gaúcho somaram US$3,1 bilhões, o equivalente a 66,7% das vendas externas do estado.

Esse dinamismo depende de corredores logísticos como a BR-116, que conecta Porto Alegre a outras regiões do país, e a BR-290, que liga a capital ao litoral e ao Oeste do estado. O Corredor do Mercosul, formado pela BR-386, também desempenha papel estratégico para o comércio internacional.

Ricardo Portella, vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), defendeu a viabilidade de uma nova ferrovia ligando o Porto do Rio Grande à região Norte do estado, como alternativa para ampliar a eficiência logística e o escoamento da produção.

“A ideia é que a malha antiga fique destinada a pequenos trechos ou ao uso turístico, enquanto a nova estrutura se tornaria a principal via de transporte, trazendo mais eficiência logística. Esse é o pensamento que defendemos hoje, sempre respeitando os estudos em andamento e buscando soluções também para as áreas rodoviária e hidroviária”, disse.

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Planejamento a longo prazo

O PNL 2050, atualmente em fase de diagnóstico, está sendo construído em conjunto com outros órgãos do Executivo, mapeando gargalos da rede e incorporando contribuições de representantes da sociedade civil e do setor produtivo. A proposta também contempla uma análise regionalizada, voltada para reduzir desigualdades e fortalecer a competitividade das áreas com maior peso exportador.

Os ciclos de discussão sobre o plano, que será concluído em dezembro de 2025, já passaram, além de Porto Alegre, por Brasília, São Paulo e Curitiba. Até o final do ano, mais seis capitais brasileiras receberão os debates “Logística no Brasil”. As discussões, junto à sociedade, têm sido uma etapa importante na elaboração do plano a fim de torná-lo a sua construção a mais assertiva.

O PNL 2050 integra o Planejamento Integrado de Transportes (PIT), criado pelo Decreto nº 12.022/2024, que organiza os planos estratégicos e operacionais do setor.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Brasil

Assembleia Mundial da Saúde: Ministério amplia cooperação internacional para fortalecer produção de tecnologias

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Vacinas, medicamentos, pesquisa clínica e novas tecnologias em saúde estiveram no centro da pauta da missão internacional do Ministério da Saúde (MS) realizada na Suíça e na França, entre os dias 17 e 21 de maio, durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS). A agenda buscou ampliar acordos estratégicos, fortalecer a produção nacional e acelerar o acesso da população brasileira a tratamentos inovadores no Sistema Único de Saúde (SUS).

Representada pelo diretor do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Decis), Igor Ferreira Bueno, a secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), participou de encontros com autoridades internacionais, representantes da indústria farmacêutica, centros de pesquisa e organismos multilaterais ligados à saúde para tratar de temas como à soberania sanitária, transferência de tecnologia, financiamento sustentável e ampliação do acesso equitativo.

De acordo com Igor Ferreira, o ministério busca parcerias internacionais visando ampliar a produção nacional e reduzir a dependência do país de importações. “O diálogo com outras nações durante os painéis realizados na Assembleia fortaleceu nossa capacidade de resposta aos desafios da saúde no Brasil. Essa missão ampliou estratégicas para garantir que tratamentos mais modernos cheguem de forma rápida e justa aos pacientes do SUS, reforçando o nosso compromisso com o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e o desenvolvimento tecnológico”, reforçou o diretor Igor.

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Brasil apresenta experiências em produção local e inovação

Em Genebra, a delegação brasileira participou da 79ª Assembleia Mundial da Saúde, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), além de mesas-redondas e encontros bilaterais sobre temas estratégicos para a saúde pública.

Durante as discussões, o Brasil apresentou experiências voltadas ao fortalecimento da produção nacional de medicamentos e tecnologias em saúde, com destaque para as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs). O modelo permite transferência de tecnologia, fortalecimento da indústria nacional e redução da dependência de produtos importados.

O SUS e os avanços de diagnósticos e tratamentos

No painel sobre o diagnóstico por imagem para um cuidado equitativo, o MS apresentou experiências relacionadas a ampliação da capacidade de exames de imagem e terapias de alta complexidade. Entre os programas citados ganharam destaque o Novo PAC Saúde, o “Agora Tem Especialistas” e o Programa de Expansão da Radioterapia no SUS (PERSUS II), que busca ampliar o atendimento oncológico e fortalecer a produção nacional de equipamentos e tecnologias ligadas ao tratamento do câncer.

Já em outro debate sobre a colaboração global e os sistemas de ensaios clínicos, os representantes do ministério falaram sobre a consolidação da pesquisa clínica no Brasil, das ações da pasta para ampliar a capacidade do país para a realização de ensaios clínicos e a integração entre SUS, universidades, setor produtivo e agências reguladoras.

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Setor produtivo e cooperação tecnológica

Na etapa em Basileia, na Suíça, a delegação do MS participou de reuniões com as farmacêuticas Roche e Sandoz para discutir cooperação tecnológica, produção de medicamentos biossimilares, ampliação da capacidade produtiva nacional, parcerias e transferência de tecnologia para o fortalecimento da indústria brasileira.

Em Lyon, na França, a programação incluiu tratativas com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) e visitas ao centro global de vacinas e RNA mensageiro da Sanofi. As agendas envolveram discussões como inovação em vacinas, prevenção do câncer, imunologia e cooperação científica internacional.

Igor Ferreira destacou que a missão internacional reforçou o compromisso do governo brasileiro com o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e o desenvolvimento científico e tecnológico do país. “As agendas também contribuíram para ampliar o diálogo com parceiros internacionais e fortalecer a capacidade de resposta do SUS diante dos desafios da saúde global”, reforçou o diretor.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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