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Governo do Estado nomeia 58 professores e 40 agentes de nível superior para a Unespar

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O Governo do Estado anunciou nesta segunda-feira (9) a contratação de 58 professores e 40 profissionais da carreira técnica-administrativa de nível médio e superior para reforçar as ações de ensino, pesquisa e extensão na Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Os 98 servidores foram aprovados em concurso público realizado no ano passado pela instituição de ensino superior. As nomeações estão nos decretos nº 3.579/2023 e nº 3.580/2023, ambos publicados no Diário Oficial do Estado nº. 11.517.

Com previsão de 40 horas semanais, os docentes serão contratados em regime de trabalho de Tempo Integral com Dedicação Exclusiva (Tide) para atuar nos dois campus de Curitiba e nas cidades de Apucarana, Campo Mourão, Paranaguá, Paranavaí e União da Vitória. Os novos professores irão ministrar disciplinas em diferentes áreas do conhecimento, inclusive Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Entre os cursos beneficiados estão Administração, Artes Cênicas, Artes Visuais, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Cinema e Audiovisual, Composição e Regência, Dança, Direito, Enfermagem, Engenharia de Produção, Engenharia de Produção Agroindustrial, Filosofia, Geografia, História, Letras, Letras – Espanhol, Letras – Inglês, Letras – Português, Letras Português/Espanhol, Letras Português/Inglês, Matemática, Museologia, Música, Pedagogia, Secretariado Executivo Trilingue, Serviço Social, Teatro e Turismo.

Os agentes universitários de nível superior foram selecionados em formações variadas; administrador (5); advogado; analista de informática (3); arquiteto e urbanista; assistente social; comunicador; contador; engenheiro civil; pedagogo (2); psicólogo; secretária executiva; e economista. Entre os profissionais de nível médio foram nomeados 17 técnicos administrativos e quatro técnicos de laboratório.

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LEI GERAL – Para o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, a nomeação de novos servidores reflete as vantagens da Lei Geral das Universidades e destaca o compromisso com o desenvolvimento educacional. A Lei nº 20.933/2021, denominada Lei Geral das Universidades (LGU), proposta pelo Governo, aprovada pela Assembleia e sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em dezembro de 2021, reforçou a autonomia administrativa, didático-científica e de gestão financeira e patrimonial das instituições estaduais de ensino superior. Regulamentada pelo Decreto nº 10.824/2022, essa legislação padronizou a gestão de pessoal e possibilitou o controle de lotação dos servidores de cada universidade, incluindo a realização de concursos públicos, observando o limite de 80% do respectivo quantitativo de cargos.

“A Unespar tem se beneficiado desse marco regulatório que estabelece parâmetros para assegurar a equidade do sistema de ensino superior”, afirma. “Essas nomeações demonstram o compromisso do governador Ratinho Júnior com um sistema cada vez mais robusto e atento às demandas da sociedade para o desenvolvimento do Paraná”, salienta o secretário.

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A reitora da Unespar, professora Salete Machado Sirino, comenta a importância da contratação de novos profissionais para o atendimento de demandas da instituição. “As nomeações de servidores e servidoras são um marco histórico para o corpo de docentes e de agentes universitários efetivos, contribuindo para a expansão das atividades acadêmicas dos cursos de graduação e pós-graduação, assim como com a melhoria das atividades administrativas dos câmpus com a qualidade necessária para atender os projetos pedagógicos”, salienta.

A expectativa é que a convocação para a posse dos servidores seja enviada ao longo dos próximos 30 dias, em conformidade com orientação técnica da Secretaria de Estado da Administração e da Previdência do Paraná (Seap). Desde julho de 2022, já foram integrados ao quadro de servidores 36 agentes universitários para atuação nos seis câmpus e na Reitoria da Unespar.

NÚMEROS – Instituída em 2001, a Unespar tem se caracterizado pela busca da excelência nas atividades de ensino, pesquisa, extensão, assim como pelo compromisso com políticas acadêmicas inclusivas para os diversos segmentos da comunidade. Atualmente, a instituição é uma das maiores do Paraná em quantidade de estudantes matriculados, somando mais de 10 mil alunos de graduação e pós-graduação, além de 981 professores e 160 agentes universitários.

Fonte: Governo PR

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Estado oferece tratamento multidisciplinar para pacientes que receberam polilaminina

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O Governo do Paraná segue na vanguarda do apoio à ciência e à saúde pública de alta complexidade. Com a realização recente de mais dois procedimentos, o Estado alcançou 17 aplicações da proteína polilaminina, uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas.

Em Curitiba, os procedimentos contam com a estrutura e a referência do Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT), unidade própria da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Dentro do protocolo de atendimento das aplicações da polilaminina, está a reabilitação, que acontece no Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier, que faz parte do CHT e funciona como um centro especializado, oferecendo atendimento pelo SUS focado na recuperação motora, neurológica e funcional.

“Esse esforço conjunto, que une a referência do atendimento de traumas do Hospital do Trabalhador e a expertise da reabilitação multiprofissional do Hospital de Reabilitação, reforça o compromisso do Governo do Paraná em alinhar o atendimento humanizado do Sistema Único de Saúde (SUS) às mais modernas inovações científicas do cenário nacional”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Um dos casos mais recentes a receber o apoio do Estado é o do caminhoneiro Divonzir Senca Cardozo, de 64 anos. Morador de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, Divonzir sofreu uma queda de uma altura de 80 centímetros enquanto preparava as grades de sua carreta no dia 28 de fevereiro. O acidente resultou em uma fratura na vértebra C3 e um diagnóstico inicial de tetraplegia.

Socorrido pelo Siate e encaminhado ao Hospital do Trabalhador, passou por cirurgia e recebeu a indicação para a terapia experimental. Após superar um quadro de infecção que adiou temporariamente o procedimento, Divonzir recebeu a aplicação da polilaminina, no mesmo dia em que a paciente Ana Beatriz Cruz, a jovem de 22 anos que sofreu lesão medular ao ser atingida por um galho de árvore em Curitiba.

“Quando recebi a notícia que eu ia receber a aplicação, fiquei muito feliz,  foi uma bênção. Agora é fazer fisioterapia, reabilitação e, se Deus quiser, voltar a andar. Essa é a minha vontade”, afirmou Divonzir.

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A filha dele, Vanderleia Cardozo, relembrou o impacto do acidente para a família e destacou a qualidade do atendimento recebido. “Foi desesperador. O mundo desabou para nós. Meu pai sempre foi um homem superativo. Mas a perspectiva agora é a melhor, com o apoio que estamos recebendo do hospital e com o tratamento aqui, que é referência”, relatou.

REABILITAÇÃO – A aplicação da polilaminina exige uma estrutura robusta de pós-operatório e reabilitação, que é integralmente viabilizada pelo Estado. Após o procedimento, e assim que o paciente tiver condição clínica, ele cumpre um protocolo de internamento de três semanas no Hospital de Reabilitação. O cronograma inclui sessões de fisioterapia três vezes ao dia e um acompanhamento multidisciplinar contínuo, envolvendo equipes de clínica médica, nutrição, fonoaudiologia, entre outras especialidades correlatas.

O médico ortopedista e gerente técnico do CHR, Bruno Bodanese, destacou que o protocolo de atendimento para pacientes pós-aplicação da polilaminina foi desenvolvido pela equipe do CHR, quando chegou o primeiro paciente em Curitiba que recebeu a aplicação da proteína, o João Luiz Micheline, de 71 anos, que já apresenta avanços no tratamento.

Com muita força de vontade e cuidados médicos, ele comemora cada momento do tratamento de reabilitação. O aposentado perdeu o movimento das pernas ao fraturar a coluna em uma queda, em dezembro de 2025. Passou por cirurgia no Hospital do Trabalhador e, em março, foi o primeiro paciente a receber a aplicação da polilaminina em Curitiba.

O otimismo para lidar com sua recuperação é motivo de alegria para equipe médica que o atende. Quando atravessa a porta de vidro da sala de fisioterapia do CHR, seu bom humor já contagia a todos. As sessões fazem parte de sua rotina diária, todos os dias da semana, com diferentes profissionais do CHR – e sem desanimar nunca. “Desde que eu entro aqui, eu sou muito bem cuidado. Por todos. É só felicidade mesmo”, conta ele.

A rotina de exercícios não é fácil, mas Divonzir afirma que tem dado resultado. Sua última comemoração foi ter voltado a ter sensibilidade em uma das pernas e também a controlar a função urinária e de evacuação. “Agora é só quando quero. Antes eu estava em perigo”, brinca ele.

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Quem acompanha o aposentado no dia a dia também comemora a evolução. “O esperado era mesmo uma evolução, pois ele tinha um prognóstico muito bom. Agora está conseguindo fazer contração na coxa, por exemplo, já deixa todo mundo feliz”, conta o fisioterapeuta Ethan Gabriel Macedo.

O tratamento de João é longo e toda a avaliação é feita com muito cuidado. A influência da polilaminina, por exemplo, ainda é estudada. “Ainda é muito cedo para posicionar o efeito da polilaminina. Tenho fé, mas hoje acredito mais que a evolução rápida e satisfatória dele é, em grande parte, influenciada pela atuação multidisciplinar e frequente que temos aqui no Hospital de Reabilitação”, completou o médico ortopedista Bruno Bodanese.

O aposentado recebe no CHR um cuidado global de reabilitação. Seu próximo estágio deve a fisioterapia dentro da piscina, que pode significar mais um passo em busca da melhoria. “A fisioterapia pélvica, por exemplo, auxilia muito nessa recuperação. Ele está com controle de tronco bem adequado e refere essa sensibilidade em membros inferiores”, completou.

TRATAMENTO – O Paraná tem 17 pacientes que receberam a polilaminina. Um dos casos de maior repercussão, que chamou atenção pela forma como o acidente ocorreu, é o da Ana Beatriz que foi atingida por um galho de árvore enquanto passeava com a família em Curitiba, no último dia 13 de junho. Ela deu entrada no Hospital do Trabalhador em estado gravíssimo, com risco iminente de morte e, depois de recuperada, recebeu a aplicação da proteína. Ana teve alta do Hospital do Trabalhador e vai iniciar o processo de reabilitação no HR.

PROTEÍNA – A polilamimina é um composto experimental brasileiro, derivado da laminina (proteína da placenta), desenvolvido para regenerar nervos após lesões na medula espinhal, atuando como um andaime que facilita o crescimento e reconexão neural. É uma esperança para paraplégicos e tetraplégicos, embora ainda em fase de pesquisa clínica e sem aprovação final da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso amplo.

Fonte: Governo PR

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