Paraná
Governo do Estado libera mais de R$ 65 milhões a 27 municípios de todas as regiões
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado das Cidades, liberou nesta segunda-feira (22) e terça-feira (23) mais de R$ 65 milhões em investimentos para 27 municípios paranaenses. A iniciativa contempla obras de infraestrutura urbana, pavimentação, iluminação pública e aquisição de equipamentos.
O destaque é Cascavel, no Oeste, que receberá R$ 30 milhões por meio do programa Asfalto Novo, Vida Nova. O recurso será destinado ao bairro Lago Azul, que terá suas ruas asfaltadas, eliminando lama e poeira e promovendo mais cidadania e qualidade de vida para os moradores.
Segundo o secretário das Cidades, Guto Silva, os investimentos fazem parte de uma estratégia do governo estadual para descentralizar recursos e atender demandas históricas dos municípios. Ele ressaltou o compromisso de acelerar a liberação de recursos para projetos que levem mais cidadania a diferentes regiões do Paraná.
“São projetos dentro do programa Asfalto Novo, Vida Nova, equipamentos e obras que vão transformar diferentes realidade de muitos municípios. Esse recurso, na ponta, significa cidadania, melhoria de vida para muita gente. É o Paraná que não para com obras e investimentos nos quatro cantos do Estado”, disse.
O prefeito de Cascavel, Renato Silva, falou sobre a liberação do montante que atende uma demanda antiga do município. “Agradeço ao governador Ratinho Junior porque essa era uma necessidade do povo do Lago Azul, que merece essa melhoria e era uma questão de honra, e que graças a esse time será uma realidade”, afirmou.
Além de Cascavel, outros municípios foram contemplados com recursos expressivos. Apucarana receberá R$ 10,13 milhões para modernização da iluminação pública. Paulo Frontin terá R$ 2,28 milhões para a construção de um centro comunitário. São José dos Pinhais contará com R$ 2,29 milhões para pavimentação de vias urbanas no Bairro Zaniolo.
Piraí do Sul foi contemplada com R$ 2,21 milhões para iluminação pública, enquanto Renascença receberá R$ 2,15 milhões que serão aplicados na revitalização da Praça Ivaldino Gobbi. Balsa Nova terá R$ 1,82 milhão destinados à pavimentação asfáltica no Distrito Bugre.
São Jerônimo da Serra contará com R$ 1,71 milhão para construção de barracão industrial, obra importante comemorada pelo prefeito Venícius Rosa. “Pretendemos instalar uma facção para mais ou menos 100 a 150 trabalhadores, o que vai trazer qualidade de vida, renda, desenvolvimento, emprego para uma cidade do interior, algo muito importante”, disse.
Nova Esperança foi contemplada com R$ 1,68 milhão para aquisição de equipamentos viários, enquanto Uraí receberá R$ 1,59 milhão para recape de vias urbanas. Faxinal contará com R$ 1,52 milhão voltados à melhorias na iluminação pública. Santa Isabel do Ivaí terá R$ 1,12 milhão para aquisição de um caminhão coletor de lixo e veículos utilitários.
Iretama receberá R$ 1,06 milhão para recape de vias urbanas. Fernandes Pinheiro foi contemplada com R$ 877 mil para implantação do projeto Meu Campinho no Distrito de Angaí. Rancho Alegre do Oeste terá R$ 908 mil para aquisição de um caminhão caçamba basculante. Paiçandu receberá R$ 826 mil para compra de rolo compactador e pá-arregadeira.
Guapirama contará com R$ 630 mil para aquisição de veículo para transporte de passageiros, principalmente para eventos esportivos. “Nosso município é pequeno, de quase 5 mil habitantes. Seria impossível comprar com recurso próprio. Por este motivo precisamos contar com o bom trabalho do governador, do secretário e dos deputados para poder alcançar esses investimentos”, disse o prefeito Pedro Banzé.
Salgado Filho receberá R$ 588 mil para pavimentação urbana, e Colorado poderá adquirir um caminhão caçamba, no valor de R$ 533 mil, para atender as demandas dos moradores. “Nossa cidade tem 25 mil habitantes e apenas um caminhão caçamba. Esse novo chegando vai ser um socorro na hora em que a população e que a cidade precisam, como quando um pequeno agricultor precisar de um caminhão de terra, para a limpeza da cidade, quando há uma grande poda, para tudo isso vai ser muito útil”, disse Rose Chiquim, prefeita de Colorado.
Luiziana receberá R$ 478 mil para recape da Avenida Independência. Tamboara foi contemplada com R$ 421 mil para aquisição de veículo de transporte de passageiros. Quinta do Sol terá R$ 304 mil para implantação do projeto Meu Campinho. Bandeirantes contará com R$ 252 mil para aquisição de veículo utilitário.
Nova Tebas receberá R$ 130 mil aplicados na aquisição de veículo utilitário. São José da Boa Vista terá R$ 138 mil para compra de veículo utilitário, assim como Quatiguá, que receberá R$ 136 mil para o mesmo fim. Por fim, Joaquim Távora foi contemplada com R$ 110 mil para aquisição de veículo.
A ação reforça o compromisso do Governo do Paraná com o desenvolvimento regional e a melhoria da infraestrutura urbana em todas as regiões do Estado.
PRESENÇAS – As entregas contaram com a presença dos deputados estaduais Gugu Bueno, Marli Paulino, Ademar Traiano, Alisson Wandscheer, Alexandre Curi, Luiz Fernando Guerra e o líder do Governo, Hussein Bakri; dos prefeitos dos municípios ou seus representantes.
Fonte: Governo PR
Paraná
Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná
As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.
Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca.
No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.
CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição.
A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina.
“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.
As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento.
Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo.
EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março.
A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina.
Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa.
Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.
“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.
MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.
O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.
No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.
A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte.
A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo.
O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.
Fonte: Governo PR
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