Paraná
Governo do Estado entrega pavimentação da Estrada Amitec, em Goioerê
O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou nesta sexta-feira (15) a obra de pavimentação da Estrada Amitec, em Goioerê, no Centro-Oeste do Estado. A reforma, que recebeu investimento total de R$ 2,5 milhões, é fruto de um convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Goioerê. A estrada dá acesso ao Distrito de Jaracatiá, que abriga milhares de famílias de Goioerê, e à Amitec, uma das principais indústrias alimentícias da região.
“O dever do Poder Público, seja o Governo do Estado ou a prefeitura, é trabalhar pela população, que paga seus impostos e espera um retorno em investimentos. Nós aqui estamos melhorando a vida de quem precisa usar esta via para trabalhar e para produzir”, afirmou Ratinho Junior.
O convênio que viabilizou a obra teve um aporte de R$ 1,9 milhão do Estado com uma contrapartida de R$ 558 mil da administração municipal. As obras duraram cerca de um ano. Foi asfaltada uma área total de 9 mil metros quadrados de um trecho de 1,1 quilômetro, passando pela Avenida Paraná e pela Rua Espírito Santo.
De acordo com o prefeito de Goioerê, Betinho Lima, a pavimentação do trecho dá mais qualidade de vida aos moradores e beneficiando várias empresas da região. “Foi uma espera de 27 anos até que esta estrada fosse pavimentada. É um sonho que se realiza, mudando a vida de milhares de pessoas”, disse.
“Foram décadas aguardando por esta pavimentação. Antes desta obra, era frequente que funcionários nossos tivessem problemas para chegar à empresa. Hoje ela está apta para um grande fluxo de veículos, seja de moradores, trabalhadores ou de caminhões que atendem às empresas da região”, afirmou o diretor-presidente da Amitec, Roland Schurtz. A empresa produz produtos como fécula de mandioca, polvilho azedo, mix para pão de queijo, entre outros derivados de mandioca, que são distribuídos para 14 estados do Brasil.
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JACATIÁ – O governador Ratinho Junior também anunciou que o Estado vai completar a obra de pavimentação das demais ruas do Distrito de Jaracatiá. A prefeitura realizou uma parte da obra, asfaltando cerca de 70% das ruas do distrito. Agora, o Governo do Estado vai repassar os recursos necessários para pavimentar o restante das vias, em uma parceria dos mesmos moldes do programa Asfalto Novo, Vida Nova.
“Vamos fazer aqui o mesmo que estamos fazendo em centenas de outros pequenos municípios do Paraná. Vamos acabar com a lama e o barro na frente da casa das pessoas, instalando LED e fazendo galerias pluviais em todas as ruas”, explicou Ratinho Junior.
O programa Asfalto Novo, Vida Nova tem como objetivo pavimentar 100% das ruas de pequenas cidades do Paraná. Na primeira fase do programa, que engloba municípios de até 7 mil habitantes, foram investidos R$ 390 milhões. Atualmente, 41 cidades estão com obras de pavimentação em andamento em todo Paraná. Em outros 50 municípios já foi dada a ordem de serviço e a pavimentação se inicia nos próximos dias.
PRESENÇAS – Também estiveram presentes na inauguração os secretários de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, e do Planejamento, Guto Silva; o diretor-presidente do DER, Fernando Furiatti; e o deputado estadual Adriano José.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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