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Governo do Brasil submete Plano Nacional de Adaptação à UNFCCC

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O Governo do Brasil submeteu oficialmente à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) o seu Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (NAP, na sigla em inglês)denominado nacionalmente como Plano Clima Adaptação. O documento reafirma o compromisso nacional com a construção de sociedades resilientes, inclusivas e preparadas para enfrentar os impactos da mudança do clima. 

Após 10 anos da primeira submissão, a atualização marca mais uma etapa da retomada do protagonismo brasileiro na agenda climática internacional e destaca a prioridade dada pelo país ao fortalecimento da capacidade adaptativa de populações, ecossistemas e setores econômicos. 

O que é o NAP  

O Plano Nacional de Adaptação (NAP) é um instrumento proposto pela UNFCCC para que os países signatários da Convenção façam o planejamento de políticas públicas voltadas à adaptação dos impactos da mudança do clima, especialmente as nações em desenvolvimento.  

Cada país deve entregar as suas metas com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade aos impactos climáticos, integrar a adaptação nas políticas e processos de planejamento existentes em todos os níveis de governo, fortalecer capacidades técnicas, institucionais e de governançapromover ações baseadas em evidência 

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Ao submeter seu NAP, o Brasil integra o conjunto de 75 países que utilizam esse mecanismo como base estratégica para orientar investimentos públicos, cooperação internacional, políticas setoriais e ações territoriais de adaptação. 

Um NAP à altura da dimensão e diversidade do Brasil 

O NAP do Brasil reúne a Estratégia Nacional de Adaptação e os 16 Planos Setoriais e Temáticos que compõem o Plano Clima Adaptação. texto aprofunda diretrizes, objetivos, metas e ações que fortalecem a resiliência dos territórios, das populações e da economia brasileira. 

O documento contempla temas e setores como agricultura e pecuária, biodiversidade, cidades, energia, saúde, transportes, indústria e mineração, redução e gestão de riscos e de desastres, considerando também as necessidades dos povos indígenas e comunidades tradicionais.  

As estratégias de adaptação trazem metas para período que vai até 2035, quando o documento deve ser atualizado. O Governo do Brasil destaca a justiça climática como eixo central do NAP encaminhado à UNFCCC e busca garantir que estados e municípios também avancem em seus próprios planos de adaptação. 

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O NAP brasileiro está estruturado em: 

  • 13 diretrizes nacionais; 

  • 9 objetivos nacionais; 

  • 12 metas nacionais; 

  • 51 objetivos setoriais e temáticos; 

  • 312 metas setoriais e temáticas; e 

  • 810 ações de adaptação. 

Construído de forma participativa, com ampla articulação federativa e diálogo com a sociedade, o NAP reforça o papel do Brasil como protagonista na agenda climática global e sinaliza à comunidade internacional o compromisso do país com uma resposta concreta, baseada em evidências e orientada para resultados. 

Com a submissão à UNFCCC, o Brasil reafirma que adaptação é prioridade nacional e condição essencial para um futuro mais seguro, inclusivo e resiliente. 

O NAP do Brasil, assim como de outros países pode ser acessado no site oficial da UNFCCC.  

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Programa Farmácia Popular pode gerar economia de até R$ 8,8 mil por ano para famílias brasileiras

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O Programa Farmácia Popular oferece gratuitamente 41 itens, entre medicamentos, fraldas geriátricas e absorventes. Para uma família de quatro pessoas que utilize itens disponibilizados pelo programa, a economia pode chegar a aproximadamente R$ 8,8 mil por ano, valor equivalente a 5,4 salários mínimos atual do país. O programa amplia o acesso da população ao tratamento de diversas doenças pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Esse é um programa essencial para a vida de milhões de pessoas, que atendeu, em 2025, mais de 27 milhões de brasileiros. Além de ampliar o acesso a medicamentos, o programa representa um alívio no orçamento das famílias, permitindo que esses recursos sejam destinados a outras necessidades”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para o cálculo, foram consideradas as condições de saúde com maior demanda registrada na dispensação de medicamentos e insumos pelo programa, além do fato de que uma mesma pessoa pode utilizar mais de um item no dia a dia. A referência é uma família de quatro integrantes, com economia anual de até R$ 3.240 apenas no uso de fraldas geriátricas.

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Se um familiar retirar medicamentos para doença de Parkinson e diabetes, por exemplo, o valor pode ultrapassar R$ 2,5 mil por ano, sendo R$ 1.500 e R$ 1.040, respectivamente, para cada tratamento. Para a dislipidemia, caracterizada pela alteração dos níveis de gorduras no sangue, como o colesterol, a economia pode chegar a R$ 480 anualmente por pessoa.

Já no caso da hipertensão arterial, com duas pessoas realizando o tratamento, os medicamentos ofertados pelo programa podem gerar uma redução de despesas de até R$ 2.080. Além disso, é possível economizar R$ 420 com anticoncepcionais hormonais ofertados gratuitamente pelo programa.

Modernização do Farmácia Popular

Em agosto, o Ministério da Saúde publicou a nova regulamentação do Programa Farmácia Popular, que prevê a modernização tecnológica, a ampliação do acesso e o aprimoramento do monitoramento. Na quarta-feira (16/09), foi realizada a primeira reunião do Grupo de Trabalho permanente, criado para estudar a ampliação dos serviços ofertados pelo programa, como a possível inclusão de exames e teleatendimentos.

O Grupo também vai debater o uso de recursos tecnológicos, como a biometria, para substituir documentos físicos na retirada de medicamentos. A expectativa é que os primeiros resultados sejam apresentados ainda em 2026.

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Neste ano, mais de 24 milhões de pessoas foram atendidas pelo Farmácia Popular em todo o Brasil. Ao todo, R$ 4,7 bilhões foram destinados à assistência oferecida pelo programa aos usuários do SUS.

Saiba mais sobre o Farmácia Popular

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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