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Educação

Governo do Brasil amplia equipes para expansão dos institutos federais

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O Ministério da Educação (MEC) publicou, na segunda-feira, 29 de junho, três portarias que fortalecem a implantação, o funcionamento e a gestão das instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. No total, foram autorizados 1.665 novos cargos efetivos para professores do ensino técnico e tecnológico e 1.554 cargos de técnico administrativo em educação (TAE) para 39 instituições. Somados os professores substitutos e visitantes, são 1.998 novas posições no Banco de Professor-Equivalente — o maior reforço autorizado de pessoal do setor nos últimos anos. 

A autorização dos cargos permitirá que os 111 novos campi de institutos federais em todo o país, financiados com R$ 2,7 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), possam efetivamente entrar em operação. As novas unidades, muitas já com obras concluídas ou em fase final, estão sendo implantadas em localidades sem cobertura de educação profissional e tecnológica (EPT) e contribuirão para o fortalecimento dos cursos técnicos integrados ao ensino médio. 

“A expansão dos institutos federais exige planejamento e valorização dos servidores públicos. Desde o início do governo do presidente Lula, já foram criados e autorizados mais de 26 mil cargos para a Rede Federal, sendo mais de 9 mil novos cargos de professores. Seguimos fortalecendo as equipes que vão garantir educação profissional pública, gratuita e de qualidade em todas as regiões do país”, afirma o ministro da Educação, Leonardo Barchini. 

Segundo o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, a ampliação do quadro de servidores públicos representa mais um passo na reconstrução e no fortalecimento da Rede Federal, garantindo as condições necessárias para a expansão dos institutos federais em todo o país. “Isso faz parte de um processo, restabelecido por essa gestão, de valorização da educação como prioridade neste país, sobretudo a educação profissional e tecnológica”. 

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Professores e técnicos – A Portaria Conjunta MGI/MEC nº 41/2026 amplia o Banco de Professor-Equivalente (BPEq) do Magistério do Ensino básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) dos institutos federais e atualiza o Quadro de Referência dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação (QRSTAE). Os novos quantitativos foram definidos com base nas autorizações de funcionamento das novas unidades da Expansão do Novo PAC previstas para 2026 e nos limites estabelecidos pelo Anexo V da Lei Orçamentária Anual de 2026 (Lei nº 15.364/2026).

O total de vagas ampliadas no BPEq chega a 55.083 (professores EBTT + substitutos/visitantes) e o novo QRSTAE soma 38.988 cargos de TAE (classes C, D e E), considerando os estoques anteriores. A ampliação contempla 39 instituições da Rede Federal, com os seguintes quantitativos globais:

  • 1.665 novos cargos de professor do EBTT;
  • 333 professores-equivalentes para o limite de contratação de professores substitutos e visitantes (20% do BPEq);
  • 777 novos cargos de TAE de nível de classificação D;
  • 777 novos cargos de TAE de nível de classificação E.

Cargos de direção – Já a Portaria MEC nº 572/2026 distribui Cargos de Direção (CD) e Funções Gratificadas (FG) do MEC para 25 Instituições da Rede Federal e remaneja CD-3 de 24 instituições de volta ao MEC, para adequação das estruturas organizacionais ao modelo de dimensionamento vigente (Portaria MEC nº 713/2021, com atualização pela Portaria MEC nº 327/2026).  

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Os cargos e funções distribuídos somam 766 itens, sendo:  

  • 54 CD-2;  
  • 92 CD-4;  
  • 216 FG-1; e  
  • 404 FG-2.  

A distribuição atende a quatro finalidades distintas: adequação de unidades que tiveram tipologia alterada de IF Campus Avançado 20/13 para IF Campus 40/26 pela Portaria MEC nº 268/2026 (14 unidades em 14 instituições); composição da estrutura organizacional do Campus Santiago do Instituto Federal Farroupilha (IF Farroupilha), autorizado pela Portaria MEC nº 268/2026; composição das estruturas organizacionais de 38 novos campi autorizados na expansão do Novo PAC pela Portaria MEC nº 267/2026, em diversas unidades federativas; e composição da estrutura do Campus Contagem do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), autorizado pela Portaria MEC nº 335/2026.  

Coordenação de cursoPor fim, a Portaria MEC nº 578/2026 distribui 134 Funções Comissionadas de Coordenação de Curso (FCCs) do MEC para 22 instituições da Rede Federal. As FCCs são essenciais para a designação de coordenadores de cursos técnicos presenciais e a distância, cursos superiores e de pós-graduação stricto sensu. As 134 funções são destinadas a campi de 22 instituições, abrangendo unidades em diferentes regiões do Brasil. Desde a criação das FCCs pela Lei nº 12.677/2012, o MEC já distribuiu 5.600 funções às instituições da Rede Federal. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Governo do Brasil anuncia programa para adimplentes dos Fies

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O governo federal anunciou, nesta segunda-feira, 29 de junho, a criação do Fies Empreendedor como parte das ações do Desenrola Adimplentes. O programa é destinado para egressos adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que estão em período de amortização do empréstimo estudantil e busca oferecer crédito para financiar as próximas etapas da trajetória profissional de estudantes recém-formados, com foco em atividades empreendedoras. Por meio da iniciativa, entre 50 mil e 125 mil pessoas terão acesso a uma linha de crédito reembolsável. 

O orçamento previsto para a ação é de até R$ 1 bilhão. A cerimônia de assinatura da Medida Provisória que cria o Desenrola Adimplentes teve a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos ministros da Educação, Leonardo Barchini, e da Fazenda, Dario Durigan. 

Barchini ressaltou que o Fies Empreendedor é um investimento inédito que trará inúmeros ganhos para o país. “Pela primeira vez, estamos auxiliando esses jovens egressos de escola pública, que conseguiram, com muita dificuldade, acessar o ensino superior, se formar e ficar em dia com os pagamentos do Fies. É muito difícil empreender no Brasil, mas com essa nova linha de crédito, vamos conseguir dar oportunidades para que eles possam estabelecer seu negócio e ter igualdade de condições. Daqui a alguns anos, esses jovens poderão dar retornos para o país”, defendeu. 

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal serão os agentes financeiros responsáveis pelo programa, de acordo com as seguintes condições: juros de 11% ao ano; limite de financiamento de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e R$ 80 mil para pessoas físicas; e prazo máximo de 96 meses para pessoas jurídicas e de 60 meses para pessoas físicas. 

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Desenrola Adimplentes – O programa é uma expansão do Novo Desenrola Brasil e foi concebido para reduzir o risco de inadimplência entre cidadãos que estão na informalidade e mantêm as obrigações financeiras em dia, ou possuem dívidas com atraso de até 90 dias, oferecendo condições mais favoráveis para a reorganização financeira e preservação da capacidade de pagamento. Com essa medida, inaugura-se a linha de crédito subsidiado, voltada aos trabalhadores informais e ao público que enfrenta juros elevados e condições desfavoráveis de acesso ao crédito. 

Para estar apto ao programa, o trabalhador não pode ter vínculo CLT, ser servidor público e beneficiário de aposentadoria ou de pensão do INSS. As condições estabelecidas são: taxa máxima de juros de 1,99% ao mês; prazos equivalentes à data remanescente da dívida original; limite de prestação; possibilidade de crédito adicional de até 50% do saldo devedor; e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). 

Nova linha de crédito – Durante o evento, também foi anunciada a linha de crédito consignado privado com garantia do FGTS, voltada ao trabalhador com vínculo formal de emprego. A ação consiste na disponibilização parcial do saldo do FGTS para garantir operações do crédito do trabalhador (crédito consignado privado). Com o uso das garantias, a taxa máxima de juros será limitada a 1,99% ao mês, sendo que as operações contratadas via CTPS poderão ter cobertura do FGTS de até 100% do valor nominal do crédito. Nas contratações feitas em canal próprio, a cobertura poderá ser de até 50%. 

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Desenrola Brasil – Desenvolvido pelo governo federal, a política visa apoiar famílias brasileiras na renegociação de dívidas em atraso. O programa permite a renegociação de débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), contratados até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e dois anos. Os participantes podem obter descontos de até 90%, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses para pagamento, e possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para amortização parcial ou quitação das dívidas. O objetivo é promover a recuperação financeira das famílias e reduzir os índices de inadimplência no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Ministério da Fazenda 

Fonte: Ministério da Educação

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