Paraná
Governador libera R$ 350 milhões para obras e equipamentos em nove cidades
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta terça-feira (3), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, a liberação de R$ 350 milhões para obras e aquisição de equipamentos em nove municípios paranaenses. Os recursos serão destinados a projetos de infraestrutura urbana, educação, segurança pública, desenvolvimento econômico, turismo e melhorias na malha viária por meio de convênios firmados entre o Estado e as prefeituras.
Os investimentos contemplam os municípios de Alto Paraíso, Campo Largo, Clevelândia, Cândido de Abreu, Florestópolis, Guaraci, Mauá da Serra, Nossa Senhora das Graças e Santa Fé. Os convênios envolvem diferentes áreas da administração estadual e contam com a participação de diversas secretarias, de acordo com a natureza de cada projeto.
“O Paraná vive um momento de crescimento e o nosso objetivo é garantir que esse desenvolvimento chegue aos municípios. São investimentos em diversas áreas, desde pavimentação urbana e estradas rurais até iluminação pública, centros de convivência e equipamentos que melhoram a qualidade de vida da população. Conforme os projetos ficam prontos, o Estado faz a liberação dos recursos para que as obras aconteçam”, afirmou Ratinho Junior.
“E o mais importante é que não estamos falando apenas de anúncios. São recursos efetivamente liberados, com projetos aprovados, licitações concluídas ou em fase final e obras prontas para começar. Isso ajuda principalmente os municípios menores, que muitas vezes não teriam condições de executar investimentos dessa dimensão apenas com recursos próprios”, acrescentou o governador.
O maior volume de recursos foi destinado a Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, com R$ 207,7 milhões para uma série de investimentos estruturantes. O pacote inclui obras como a pavimentação da Estrada do Cerne (PR-090), a construção de uma nova escola estadual, uma nova sede da Guarda Municipal, investimentos em saúde e outras intervenções voltadas ao crescimento do município.
“Campo Largo é um município muito extenso e a Estrada do Cerne corta praticamente toda a cidade. Esses investimentos vão levar desenvolvimento para o Interior, gerar empregos, melhorar a mobilidade e a qualidade de vida da população. Além disso, estamos recebendo recursos para saúde, educação e segurança pública, áreas fundamentais para acompanhar o crescimento do município”, comentou o prefeito Mauricio Rivabem.
A nova escola estadual prevista para a região do Três Rios atenderá uma demanda crescente por vagas na rede pública de ensino. O município cedeu o terreno para a implantação da unidade, que contará com capacidade para cerca de 1,5 mil estudantes, conforme explicou o diretor de Engenharia do Fundepar, Marcelo Albuquerque.
“Será uma escola moderna, climatizada, com laboratórios, ginásio e estrutura completa para atender 1.500 alunos. Esse é o padrão que o Paraná vem adotando para suas novas unidades, investindo não apenas na qualidade do ensino, mas também na infraestrutura educacional”, pontuou.
Também foram anunciados R$ 36,7 milhões para Alto Paraíso, contemplando ações como pavimentação de estradas, revitalização do Porto Figueira para fortalecimento do turismo, aquisição de maquinários para manutenção de vias rurais e outras melhorias urbanas e de infraestrutura.
Segundo o prefeito Luiz Eliseu dos Santos, o volume de investimentos é histórico para o município. “São recursos que ajudam a fomentar o turismo, melhorar as estradas rurais, apoiar a instalação de empresas e gerar empregos. Para uma cidade pequena como Alto Paraíso é um investimento transformador”, disse.
Um dos principais projetos é a revitalização do Porto Figueira, às margens do Rio Paraná, para atração de mais visitantes. “Estamos criando uma nova estrutura turística, com espaços de lazer, áreas para caminhada, restaurante, academia ao ar livre, mirante e rampas públicas de acesso ao rio. É um investimento que vai fortalecer o turismo e movimentar a economia local”, acrescentou Santos.
Em Clevelândia, os investimentos somam R$ 32,7 milhões. Entre as iniciativas contempladas estão obras de infraestrutura urbana e equipamentos públicos, incluindo a implantação de um Centro de Convivência voltado à promoção de atividades sociais, culturais e de lazer para a população.
Mauá da Serra receberá R$ 18,2 milhões para projetos em áreas como saúde, infraestrutura e logística rural, incluindo pavimentação de estradas, aquisição de maquinários e construção de uma nova creche. De acordo com o prefeito Givanildo Lopes, o apoio financeiro do Estado é fundamental para garantir investimentos em obras estruturantes.
“Boa parte do orçamento municipal é comprometida com despesas obrigatórias, por isso obras estruturantes dependem dessa parceria com o Governo do Estado. São recursos que chegam diretamente à população e ajudam a transformar a realidade da cidade”, ressaltou o prefeito.
Em Florestópolis, o aporte soma R$ 16,6 milhões e inclui obras voltadas à ampliação da infraestrutura urbana e educacional do município. Entre elas está a construção de uma nova creche, dentro do programa estadual de expansão da educação infantil.
Os convênios também destinam R$ 13,4 milhões para Cândido de Abreu, incluindo investimentos em infraestrutura urbana, saneamento e renovação da frota municipal. Santa Fé receberá R$ 11 milhões para obras de urbanização e melhorias viárias, enquanto Guaraci contará com R$ 7,8 milhões para pavimentação urbana e intervenções de mobilidade.
Nossa Senhora das Graças receberá R$ 6 milhões para projetos voltados ao desenvolvimento local, incluindo a implantação de um Centro de Desenvolvimento Econômico destinado ao apoio ao empreendedorismo, qualificação profissional e atração de novos investimentos.
APOIO TÉCNICO – Os recursos são viabilizados por meio de convênios coordenados por diferentes órgãos do Governo do Estado, incluindo as secretarias das Cidades, Educação, Saúde, Agricultura e Abastecimento e Infraestrutura e Logística, conforme a área de atuação de cada empreendimento. Grande parte deles passa pelo acompanhamento técnico do Paranacidade, serviço social autônomo vinculado à Secretaria das Cidades responsável por apoiar os municípios desde a elaboração dos projetos até a execução das obras.
“O Paranacidade acompanha todo o processo, desde a apresentação da demanda pelo município até a entrega final da obra ou equipamento. Além da análise técnica dos projetos, prestamos suporte de engenharia, jurídico e administrativo, especialmente para os municípios menores, que muitas vezes não possuem estrutura própria para conduzir processos complexos de contratação e execução de obras”, explicou a superintendente executiva do órgão, Camila Scucato.
PRESENÇAS – Também acompanharam os anúncios o vice-governador Darci Piana; o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; os deputados federais Sandro Alex e Felipe Francischini; os deputados estaduais Gugu Bueno, Marcio Nunes, Do Carmo e Soldado Adriano José; demais prefeitos e vice-prefeitos dos municípios beneficiados.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado
O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, é o primeiro a se conectar ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação foi realizada na manhã deste domingo (11) e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária, além do envolvimento de dezenas de profissionais.
O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. O projeto reúne características inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar, em um único local, o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios.
“Estamos revolucionando o modo de receber as cargas que serão exportadas para o mundo todo”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. “O Moegão, aliado ao novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, que permitirá a operação de navios ainda maiores, ampliará consideravelmente a competitividade do nosso porto”, destaca.
Para erguer a estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas, foi necessário utilizar um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. Dezenas de profissionais participaram da operação, que durou cerca de 2 horas.
A estrutura agora está conectada à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras serão responsáveis por transportar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.
Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.
ELEVAR O POTENCIAL – Quando entrar em funcionamento, o Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade de recebimento pelo modal ferroviário é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional será de 63%.
A obra foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um de seus ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.
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TRÊS LINHAS FÉRREAS – O complexo conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade será de 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são cerca de 550 por dia.
Atualmente, a recepção de grãos e farelos por ferrovia não é centralizada. Os vagões são direcionados aos terminais, o que exige manobras das composições. Essa operação, por vezes, interrompe o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.
Com a centralização das operações e sem a necessidade de divisão das composições, o número de passagens de nível — pontos em que os trilhos cruzam as ruas — será reduzido de 16 para cinco. Com isso, a interrupção do trânsito ficará restrita ao tempo necessário para a passagem do trem, estimado, em média, entre 10 e 15
Fonte: Governo PR
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