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Governador lança programa para levar pavimentação a municípios com até 7 mil habitantes

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta terça-feira (04) o programa “Asfalto Novo, Vida Nova”, que vai destinar, nesta primeira etapa, R$ 500 milhões para a melhoria da infraestrutura urbana dos 160 municípios paranaenses que têm até 7 mil habitantes. A expectativa é pavimentar as vias urbanas que ainda se encontram em leito natural, sem nenhum tipo de pavimento, além de substituir toda a iluminação pública pelo sistema mais moderno de LED.

O programa, executado pela Secretaria de Estado das Cidades (Secid), consta no Plano de Governo de Ratinho Junior. Do investimento inicial de R$ 500 milhões, R$ 300 milhões são provenientes do Tesouro do Estado e os outros R$ 200 milhões em recursos da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

A previsão é que, nesta etapa, as pavimentações totalizem cerca de 350 quilômetros de extensão, o equivalente à distância entre Curitiba e Guarapuava. As vias também receberão calçamento com acessibilidade e galerias de águas pluviais. O programa prevê ainda a substituição de cerca de 77,5 mil lâmpadas convencionais pelas de LED, que iluminam mais gastando menos energia elétrica, em todos os municípios contemplados.

Segundo o governador, o “Asfalto Novo, Vida Nova” é o maior programa de urbanização dos municípios do Brasil na atualidade, que foi possível graças à articulação conjunta entre os poderes Executivo e Legislativo. Ele destacou que esta é apenas a primeira fase do programa, que tem a meta de asfaltar as ruas de 100% das cidades com até 25 mil habitantes.

“Não se trata apenas de asfalto novo, mas de um projeto completo de urbanização, com responsabilidade ambiental, acessibilidade, e que leva mais segurança aos municípios”, afirmou. “É uma iniciativa audaciosa, que envolve cerca de 350 quilômetros de pavimentação em cerca de 160 municípios, feita pelo Estado com o apoio fundamental da Alep, demonstrando o ambiente de paz e união política que construímos no Paraná”, acrescentou Ratinho Junior.

Ele destacou que, muitas vezes, um município sozinho não tem condições financeiras de fazer uma intervenção como essa. “E por isso o Estado ajuda. Estamos dando prazo de 180 dias para os municípios fazerem os seus projetos de engenharia e conforme eles forem sendo apresentados, a Secretaria das Cidades faz a liberação dos recursos”, concluiu o governador.

O presidente da Alep, Ademar Traiano, disse que o “Asfalto Novo, Vida Nova” promove a melhoria da qualidade de vida da população dos pequenos municípios. “A Assembleia Legislativa está contribuindo com R$ 200 milhões em recursos que foram economizados pelos deputados estaduais do orçamento anual do Legislativo, e que agora poderão ser usados no fortalecimento das estruturas das pequenas cidades”, declarou.

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COMO VAI FUNCIONAR – De acordo com o secretário das Cidades, Eduardo Pimentel, os recursos já estão disponíveis aos municípios, que terão o prazo de 180 dias para apresentarem os projetos de engenharia para análise.

“A partir de hoje o Governo do Estado começa a receber os projetos das prefeituras com todo o apoio técnico necessário na construção do projeto executivo e no projeto elétrico através do Paranacidade. A equipe está preparada para manter a qualidade técnica dos projetos e fiscalizar a aplicação correta dos recursos”, explicou o secretário.

Cada município poderá receber um aporte de até R$ 5 milhões para viabilizar as obras. As licitações para contratação das empresas que executarão os trabalhos serão de responsabilidade das próprias prefeituras, que contarão com o acompanhado técnico dos profissionais do Paranacidade, órgão vinculado à Secid, em todas as etapas.

Os recursos poderão ser utilizados apenas em vias urbanas que ainda se encontram em leito natural, não incluindo obras de recape asfáltico. São contempladas quatro categorias de pavimento: Concreto Betuminoso Usinado à Quente (CBUQ), Placa de Concreto, Whitetopping (Pavimento Rígido de Concreto Simples) e blocos de concreto, como paver ou lajota sextavada.

A obra vai incluir calçadas com infraestrutura completa, com sistema de drenagem de águas pluviais, calçadas para pedestres com acessibilidade, paisagismo, sinalização e arborização. Não serão admitidos projetos que contemplem somente a pavimentação da pista de rolamento, sem as melhorias nos demais elementos que compõem a via.

Segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná tem 160 municípios com menos de 7 mil habitantes. Destes, apenas três (Boa Esperança, Entre Rios do Oeste e Pitangueiras) já têm a pavimentação completa na área urbana e, por isso, vão receber recursos para a iluminação pública com LED.

Com este investimento do Governo do Estado, a previsão é que 96 cidades pavimentem 100% de sua área urbana. As demais, que precisam de um valor superior a R$ 5 milhões, podem obter recursos por meio de outros programas coordenados pela Secretaria das Cidades, como o Sistema de Financiamento de Ações nos Municípios (SFM).

Na avaliação do secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva, o programa tem um potencial de reverter ou ao menos amenizar o êxodo que acontece nos pequenos municípios paranaenses. “Os dados do IBGE demonstram que as pequenas cidades estão encolhendo, com um intenso fluxo migratório para as médias e grandes cidades. Através desse programa, o Estado busca que os cidadãos permaneçam em suas cidades com a melhoria e a ampliação da infraestrutura, o que leva dignidade, segurança e mobilidade”, defendeu.

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Para o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Jesuítas, Junior Weiller, o Paraná segue em franco crescimento socioeconômico e o programa de urbanização lançado agora ajuda a fazer com que os pequenos municípios acompanhem esse desenvolvimento.

“O Paraná é um dos estados que mais crescem no Brasil, com bons índices de geração de renda, emprego, qualidade de vida, sustentabilidade, então é impensável termos municípios que ainda têm ruas de chão. Enquanto outros estados buscam soluções para suas dívidas, o Paraná repassa recursos a fundo perdido aos municípios, o que é fundamental porque as pessoas moram nas cidades e é nelas que a vida acontece”, comentou.

SUSTENTABILIDADE – O “Asfalto Novo, Vida Nova” foi projetado levando em conta critérios de sustentabilidade. A troca das luminárias convencionais pelas de LED garante uma economia aos cofres públicos municipais, pois demandam menos energia. Além disso, a empresa vencedora da licitação fará a remoção e o descarte ambientalmente corretos das lâmpadas, luminárias e reatores antigos.

A execução das obras de pavimentação também terá compensação da emissão de CO2, um dos gases responsáveis pelas mudanças climáticas. Para isso, o município fará o plantio de árvores nativas do Programa Paraná Mais Verde. O Instituto Ambiental do Paraná (IAT) prevê fornecer 642 mil mudas nesta primeira fase, com espécies nativas da região onde projeto será executado.

PRESENÇAS – Também participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; os secretários estaduais da Mulher e Igualdade Racial, Leandre Dal Ponte; da Justiça e Cidadania, Santin Roveda; da Saúde, César Neves; da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros; do Desenvolvimento Sustentável, Valdemar Bernardo Jorge; e da Segurança Pública, Hudson Teixeira; o chefe da Governadoria, Darlan Scalco; o presidente da Cohapar, Jorge Lange; os deputados federais Sandro Alex, Nelsinho Padovani e Geraldo Mendes; os deputados estaduais Marcel Micheletto, Gugu Bueno, Alexandre Curi, Maria Victoria, Anibelli Neto, Alisson Wandscheer, Batatinha, Cloara Pinheiro, Artagão Júnior, Evandro Araújo, Soldado Adriano José, Douglas Fabrício, Luiz Claudio Romanelli, Moacyr Fadel, Cobra Repórter, Márcia Huçulak, Mara Lima, Tiago Amaral, Alexandre Amaro, Do Carmo, Cristina Silvestri, Flávia Francischini, Luís Corti, Márcio Pacheco, Pedro Paulo Bazana, Anibelli Neto, Adão Litro, Fabio Oliveira, Gilberto Ribeiro, Matheu Vermelho, Thiago Buhrer, Paulo Gomes e Denian Couto; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Augustinho Zucchi e os prefeitos dos municípios contemplados.

Fonte: Governo PR

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Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná

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As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.

Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca. 

No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.

CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição. 

A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina. 

“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.

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As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento. 

Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo. 

EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março. 

A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina. 

Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa. 

Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.

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O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.

“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.

A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte. 

A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo. 

O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.

Fonte: Governo PR

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