Agro
Dólar recua e Ibovespa avança com foco em inflação dos EUA e tensões globais
Dólar tem leve queda acompanhando movimento global
O dólar opera em leve baixa nesta quinta-feira (23), acompanhando o movimento internacional de desvalorização da moeda norte-americana frente a divisas de países emergentes. Por volta das 10h30, o dólar à vista recuava 0,28%, sendo negociado a R$ 5,3817, após abrir o dia com queda de 0,21%, a R$ 5,3864.
Na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo também registrava recuo de 0,32%, cotado a R$ 5,3965. O movimento reflete a cautela dos investidores, que aguardam os dados de inflação dos Estados Unidos — previstos para esta sexta-feira — e possíveis sinais sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).
Ibovespa avança impulsionado por Petrobras e cenário externo
Enquanto o dólar recua, o Ibovespa segue em alta, sustentado pelo bom desempenho das ações ligadas ao setor de energia. Às 10h30, o principal índice da bolsa brasileira subia 0,96%, alcançando 146.263 pontos, em contraste com o fechamento anterior, quando havia avançado 0,55%, aos 144.873 pontos.
A valorização do petróleo no mercado internacional favorece os papéis da Petrobras, que têm peso significativo no índice. O movimento reflete, ainda, a recuperação parcial dos ativos de risco em meio a expectativas de uma desaceleração controlada da economia global.
Expectativas e fatores geopolíticos influenciam os mercados
Além do cenário econômico norte-americano, investidores acompanham de perto as tensões entre Estados Unidos e China, que seguem no radar e influenciam o sentimento global de risco. Outro ponto de atenção é a possível paralisação do governo norte-americano, que traz incertezas fiscais e afeta os mercados emergentes.
No Brasil, o foco recai também sobre a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ásia, onde busca ampliar acordos comerciais e investimentos bilaterais. A agenda internacional do governo é vista pelo mercado como uma tentativa de fortalecer as relações comerciais do país e atrair novos fluxos de capital estrangeiro.
Desempenho acumulado
- Dólar:
- Semana: -0,15%
- Mês: +1,40%
- Ano: -12,67%
- Ibovespa:
- Semana: +1,03%
- Mês: -0,93%
- Ano: +20,44%
Perspectivas do mercado financeiro
De acordo com analistas, o câmbio deve continuar volátil nos próximos dias, refletindo a espera pelos dados do índice de preços dos Estados Unidos (PCE), principal métrica de inflação observada pelo Fed. Caso os números venham abaixo das expectativas, pode haver fortalecimento dos ativos de risco e nova valorização do real.
Já o Ibovespa tende a manter o tom positivo, apoiado em altas do setor energético e expectativas de novos estímulos econômicos na China, que seguem sustentando o apetite global por commodities.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%
O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.
Compradores aguardam maior oferta da safrinha
Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.
A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.
Clima segue no radar dos agentes do mercado
As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.
O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.
Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.
Relatório do USDA influencia expectativas globais
No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.
A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.
Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam
Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.
A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.
Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:
- Alta de 57,9% na receita média diária;
- Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
- Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.
O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.
Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.
Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:
- Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
- Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
- Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
- Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.
A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.
Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses
O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.
Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.
Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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