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Brasil

Fundo da Marinha Mercante destina R$ 2,3 bilhões à construção de embarcações offshore em Santa Catarina

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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou, nesta quarta-feira (21), a aprovação de R$ 2,3 bilhões em recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de seis embarcações de apoio marítimo destinadas às operações offshore de petróleo e gás. O financiamento é realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e fortalece a indústria naval em Santa Catarina.

Do valor total aprovado, R$ 134 milhões já foram desembolsados, garantindo o início da execução do projeto. As embarcações serão construídas no estaleiro Navship, em Navegantes, e contarão com tecnologia híbrida, com sistemas flexíveis de combustível e soluções de armazenamento de energia, capazes de reduzir emissões e ampliar a eficiência operacional, em alinhamento à agenda de sustentabilidade e transição energética do setor naval.

O empreendimento prevê a geração de mais de 1.200 empregos diretos, movimentando a economia local e regional e fortalecendo a cadeia produtiva da indústria naval em Santa Catarina.

Durante a visita, o ministro destacou que o investimento integra um ciclo histórico de retomada do setor no país. “Estamos vivendo um ciclo histórico de investimentos no Brasil. Encerramos 2025 com o maior volume de concessões da história e, até 2029, teremos mais de R$ 300 bilhões em contratos assinados. Na indústria naval, mais que dobramos os empregos em menos de três anos. Isso reforça que o maior programa social do país é a geração de emprego e renda, que garante dignidade e desenvolvimento para o Brasil”, afirmou.

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O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, também ressaltou a importância da parceria entre o setor público e a iniciativa privada e do papel estratégico do Fundo da Marinha Mercante para o desenvolvimento do país. “Este é um exemplo claro de parceria público-privada, com a atuação conjunta de diversos órgãos do Governo Federal. É fundamental sair de Brasília e ver de perto a realidade do que o nosso trabalho está gerando. Em um cenário internacional cada vez mais desafiador, o Brasil precisa de uma indústria forte, com trabalhadores capacitados e contratados. Temos batido recordes na utilização dos recursos do Fundo da Marinha Mercante porque nosso objetivo é gerar emprego, renda e fortalecer uma indústria estratégica para o país e para o mundo”, destacou.

Os investimentos reforçam a política do Governo Federal de fortalecimento da indústria naval brasileira, com foco na valorização da mão de obra nacional, na incorporação de tecnologia, na capacitação dos estaleiros e na garantia de que os projetos sejam executados no país, promovendo soberania produtiva e desenvolvimento industrial.

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Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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