Paraná
Fundação Araucária apresenta avanços dos NAPIs no Paraná Faz Ciência, em Guarapuava
Tecnologias de ponta e resultados de pesquisas que dialogam diretamente com os desafios atuais da sociedade são apresentados por equipes de 25 Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) durante o Paraná Faz Ciência, em Guarapuava. As entregas dos projetos fomentados pela Fundação Araucária vão desde soluções em madeira engenheirada de baixo carbono para a construção civil, até sistemas híbridos de coleta de energia, kits educacionais sobre energia limpa para escolas e estudos voltados à melhoria da qualidade da água e à conservação da biodiversidade.
O NAPI Wood Tech é um dos destaques do evento. O grupo desenvolve tecnologias baseadas na madeira engenheirada, um recurso de alto valor agregado que alia inovação, sustentabilidade e potencial para transformar o setor da construção civil.
“Este é um importante avanço para democratização desse conceito que é tão importante e que vem, cada vez mais, ganhando espaço na construção civil de Guarapuava e de todo Paraná, contribuindo para o desenvolvimento mais sustentável da construção civil”, explica o pesquisador do NAPI Wood Tech e diretor geral do campus de Guarapuava da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Marcelo Henrique Granza.
“Estamos demonstrando as pesquisas que vêm sendo realizadas utilizando a tecnologia da madeira engenheirada como uma tecnologia mais limpa e de baixo carbono”, destacou
Nesta sexta-feira (03), às 15h, no Teatro Engenheira Enedina Alves Marques (UTFPR – Guarapuava), o grupo realiza palestra aberta ao público sobre os avanços da área.
ENERGIA ZERO CARBONO – Outro exemplo de inovação vem do NAPI Energia Zero Carbono (EZC), que apresentou no evento a tecnologia de Energy Harvesting, capaz de captar eletricidade tanto da luz solar quanto do calor. “Muitas vezes, parte da energia luminosa que atinge os painéis solares é dissipada em forma de calor e se perde. A tecnologia híbrida que desenvolvemos aproveita tanto a luminosidade direta quanto a energia termoelétrica”, explica conta o pesquisador do NAPI EZC e professor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Valdirlei Fernandes Freitas.
A equipe do NAPI também levou para a Arena Paraná, onde são expostos os trabalhos, um kit educacional desenvolvido por eles que está sendo distribuído para professores do ensino médio, juntamente com o volume 2 do Almanaque NAPI Energia Zero Carbono, para que alguns dos resultados já alcançados sejam trabalhados também em sala de aula com os estudantes
“No Paraná Faz Ciência nós conseguimos conversar com o público em geral, mas muito focado em alunos dos ensinos médio e fundamental. Eles ficam bem interessados nos nossos temas de pesquisa e levam essas ideias para casa, discutem com os pais e os colegas”, destaca o professor Valdirlei.
CIÊNCIA ACESSÍVEL – Criados em 2019 pela Fundação Araucária, os NAPIs já receberam R$ 228,5 milhões em investimentos e hoje contam com 47 arranjos em execução e 58 projetos ativos.
“Eventos como este aproximam quem faz ciência da sociedade, mostrando que ela é acessível e tem impacto direto no cotidiano. Além disso, é um espaço para apresentar novas tecnologias, produtos inovadores e também os Clubes de Ciência apoiados pela Fundação Araucária”, destaca Diego Iwankio, chefe do Setor dos NAPIs da instituição.
BIODIVERSIDADE – No campo ambiental, o NAPI Biodiversidade Serviços Ecossistêmicos mostrou tecnologias para otimizar o monitoramento da fauna e promover a conservação ambiental. Entre os resultados, estão mais de 15 mil vídeos de mamíferos obtidos por monitoramento passivo, sem necessidade de captura.
O grupo também desenvolve pesquisas em rios com análises toxicológicas, mapeamento de espécies em parques urbanos e projetos sobre polinização e apicultura em áreas rurais, urbanas e agrícolas.
“Apresentamos algumas inovações tecnológicas que utilizamos para otimizar o monitoramento e a conservação ambiental. Uma das abordagens envolve o uso de monitoramento passivo, sem a necessidade de capturar os animais e aves. Em um dos projetos já foram gerados mais de 15 mil vídeos de mamíferos”, explica o pesquisador do NAPI Biodiversidade Serviços Ecossistêmicos e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEM) Marcos Robalinho
Em outro projeto os pesquisadores realizam experimentos em rios analisando indicadores toxicológicos. Outra equipe faz o mapeamento de espécies de mamíferos presentes em parques de Londrina e Curitiba, com o objetivo de elaborar estratégias para reduzir, por exemplo atropelamentos, tanto para proteger os animais quanto para prevenir acidentes.
“Temos projetos de polinização, apicultura e meliponicultora com levantamentos inéditos em ambientes urbanos, rurais e agrícolas que permitem correlacionar práticas de manejo à produtividade. São realizadas ações de educação em mais de 40 escolas, conscientizando sobre o papel das abelhas na polinização”, explica.
DIVERSIDADE – Além desses destaques, participam do evento pesquisadores de diversos NAPIs, incluindo Pró-Solo, Emergência Climática, Águas, Taxonline, Biodiversidade Restore, Recursos Genéticos, Enfezamento do Milho, Sudoeste, Hidrogênio, Eletrônica Orgânica, Solar, Biogás, Oeste, Hidrocarbonetos e Ressonância Magnética Funcional.
Nesta sexta-feira (03), estarão em exposição na Arena Paraná os projetos dos NAPIs Alimentos e Território, Wood Tech, Trinacional, Manna Academy, Erva-Mate e Abelhas.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Antonina, atuação do Ministério Público do Paraná resulta na exoneração de servidora e na alteração de lei municipal que permitiu licença irregular
Em Antonina, no Litoral do estado, intervenção do Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, resultou em alteração do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais e na exoneração voluntária de uma funcionária que havia sido beneficiada por uma mudança legislativa casuística. A medida buscou a moralização da legislação funcional do Município e a correção de irregularidades administrativas no quadro de servidores públicos locais.
Áudio do promotor de Justiça Alan Bolzan Witczak
A apuração teve início em inquérito civil que identificou manobra legislativa envolvendo o ex-prefeito e sua irmã, que tomou posse em fevereiro de 2023 em dois cargos efetivos no município (professora e cirurgiã-dentista). Pouco tempo após assumir, a servidora se licenciou, apesar de a legislação então vigente (Lei Municipal 033/1998) proibir expressamente a concessão de licença sem vencimentos para tratar de interesses particulares durante o estágio probatório.
Manobra – Para viabilizar o afastamento, o então prefeito encaminhou em regime de urgência um projeto de lei, aprovado como Lei Municipal 008/2023, autorizando a licença em estágio probatório. Apenas cinco dias após a sanção, a servidora obteve a licença sem vencimentos no cargo de professora (Portaria 096/2023) e foi nomeada pelo próprio irmão para o cargo em comissão de coordenadora geral de Odontologia. Investigação do MPPR comprovou que a servidora foi a única beneficiada pela mudança normativa.
A Promotoria de Justiça havia expediu inicialmente recomendação administrativa buscando resolver extrajudicialmente a situação, sem resposta do chefe do Executivo. Por isso, acabou ajuizando ação civil pública apontando desvio de finalidade, violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa e pedindo incidentalmente a inconstitucionalidade da norma flexibilizadora e a anulação da portaria de licença.
Reforma legislativa e exoneração – O ajuizamento da medida judicial levou à correção das irregularidades. A servidora requereu exoneração voluntária dos quadros do Município. Além disso, o Município de Antonina editou a Lei Municipal 015/2026, reestruturando o artigo 129 do Estatuto dos Servidores para proibir expressamente a concessão de licença para tratar de assuntos particulares a ocupantes de cargos efetivos que estejam em estágio probatório, vedando também a contagem do tempo de afastamento para qualquer efeito legal.
Diante da regularização da legislação e da exoneração voluntária da servidora envolvida, o MPPR manifestou-se pela extinção, sem resolução do mérito, da ação civil pública que questionava os atos irregulares.
Processo 0000384-02.2026.8.16.0043
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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