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Formatura na Academia Militar do Guatupê celebra a conquista de 114 novos aspirantes a oficial

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A Academia Policial Militar do Guatupê foi palco de formatura que marcou a conquista de 114 novos aspirantes a oficial, nesta sexta-feira (28). Desses, 92 são aspirantes policiais militares, que serão distribuídos em todo o estado, e passarão a atuar no âmbito da segurança pública desempenhando funções operacionais e administrativas.

Durante três anos de treinamento, esses militares passaram por um rigoroso programa de formação, que abrangeu disciplinas de gestão, aspectos legais e práticas essenciais, como tiro e combate a incêndio. A preparação também visou prepará-los para futuras posições como oficiais nas respectivas corporações.

A solenidade destacou a importância desses militares e celebrou suas conquistas individuais. O comandante-geral da PMPR, coronel Jefferson Silva, expressou seu orgulho e gratidão aos formandos. “Essa formatura representa o resultado de anos de dedicação, empenho e superação. Esses aspirantes estão prontos para enfrentar os desafios que a carreira militar impõe, e tenho certeza de que serão exemplos de profissionalismo e comprometimento para todos nós”.

A família do 2º Tenente Luiz Antônio Abbá, nome de turma dos aspirantes 2023, foi homenageada, como forma de respeito à memória do militar estadual vitimado por disparo de arma de fogo no interior da 6ª Companhia Independente de Polícia, em 2018.

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A formatura militar marcou o início de uma nova fase na jornada desses aspirantes, simbolizando o reconhecimento de seu esforço e dedicação.

PRESENÇAS– Estiveram presentes, além do comandante-geral da PMPR, o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira; o subcomandante-geral da PM, coronel Paulo Henrique Semmer; o chefe do estado-maior da PMPR, coronel Valmor Anderson Pereira; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Manoel Vasco de Figueiredo Júnior; o comandante da Academia Policial Militar do Guatupê, tenente-coronel Darany Luiz Alves de Oliveira, além de oficiais do estado do Espírito Santo.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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