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Forças de segurança terão megaoperação para garantir proteção do público nos shows do Verão Maior

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A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) apresentou em reunião na tarde desta quinta-feira (8), em Matinhos, o planejamento para garantir a tranquilidade do público nos shows do Verão Maior Paraná que começam nesta sexta (9), em Matinhos e Pontal do Paraná. Com todas as forças de segurança trabalhando de forma integrada, um efetivo de 2.500 profissionais atuará na estrutura, cobrindo todo o entorno das arenas dos eventos, com bloqueios de ruas nas proximidades e fiscalização em pontos estratégicos.

De acordo com o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, todas as ações fazem parte de uma estrutura planejada para garantir a segurança na temporada. “Em relação aos eventos, há um planejamento detalhado, com fracionamento do efetivo desde os acessos até a chegada ao local do show. Também haverá bloqueios estratégicos para evitar congestionamentos e garantir a segurança no deslocamento de veículos e pedestres”, explicou.

“Tudo isso foi cuidadosamente organizado pelas forças de segurança. As áreas dos eventos foram liberadas após diversas vistorias técnicas, e o ambiente é considerado seguro para receber o público”, afirmou o secretário.

Segundo ele, o público também precisa se programar. “A rede hoteleira e de pousadas está praticamente com ocupação máxima, o que faz com que muitas pessoas venham apenas para o evento e retornem no mesmo dia, especialmente de cidades como Curitiba e dos Campos Gerais”, disse. “Todo esse planejamento busca garantir que o deslocamento ocorra de forma rápida, segura e dentro do que determina a legislação. O Batalhão de Polícia Rodoviária estará com várias viaturas distribuídas ao longo dos trechos”.

Ela adiantou que a expectativa é que cerca de 200 mil pessoas acompanhem a primeira noite de show em Matinhos e nos eventos durante o dia em Pontal do Paraná.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Jefferson Silva, todas as ações programadas para os eventos complementam o que está sendo desenvolvido no Verão Maior Paraná desde 20 de dezembro do ano passado. “Nos shows teremos um incremento de efetivo vindo de diversas localidades de Curitiba, com tropas especializadas atuando para bem atender não só a sociedade paranaense, mas todos aqueles que estiverem visitando o litoral do Paraná para acompanhar os shows”, explicou.

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“Estaremos com nossos helicópteros atuando durante todo o período dos shows de forma especial nessas datas, além de drones e câmeras que estão instaladas no local do show, onde nós teremos toda a visibilidade do que está acontecendo”, complementou ele.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, coronel Antonio Hiller Lino, guarda-vidas estarão dispostos em pontos definidos estrategicamente para evitar afogamentos e incidentes nas areias. “A cada aproximadamente 60 metros, ao longo de toda a extensão da área isolada do show em direção ao mar, serão posicionados trios de guarda-vidas. Esses profissionais atuarão na orientação do público e na prevenção, impedindo que as pessoas entrem no mar durante a noite. As correntes de retorno permanecem ativas independentemente do horário, e a entrada no mar representa um risco elevado”, alertou.

Além disso, de acordo com o comandante Hiller, os guarda-vidas estarão distribuídos por toda a área do evento, orientando o público e atuando de forma preventiva para evitar situações de perigo. “O Corpo de Bombeiros também utiliza como referência a experiência de edições anteriores e dos shows realizados no ano passado, cujos aprendizados estão sendo aplicados na operação deste ano”, frisou.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná (PCPR), Silvio Jacob Rockenbach, a corporação também terá efetivo aumentado no Litoral durante os grandes eventos para garantir a segurança do público e prestar o atendimento de orientação e prevenção. “Nossos policiais vão atuar na proximidade com o público, com ações de inteligência programadas com estratégia para coibir a criminalidade e, principalmente, para evitar incidentes que comprometam a ordem. São momentos de confraternização e a Polícia Civil age para garantir que todos aproveitem com tranquilidade”, disse.

PLANEJAMENTO – A Polícia Militar do Paraná (PMPR) contará com pontos de controle do fluxo de veículos na PR-412, na chegada aos balneários. Em toda a extensão da Avenida Atlântica de Matinhos policiais do Batalhão de Choque estarão posicionados e o Batalhão de Trânsito circulando no perímetro do local do show.

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Ainda farão parte a cavalaria, policiais à paisana em pontos estratégicos, além da plataforma móvel elevada para observação. Em módulos móveis os pais e responsáveis vão receber pulseirinhas de identificação de crianças, idosos e pessoas com deficiência. A Polícia Militar conta com drones que estarão à disposição nos eventos.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) empregará viaturas ostensivas e veladas em Matinhos e Pontal do Paraná, além de helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas, à disposição para ações de segurança. Policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) serão deslocados para os locais dos shows e três unidades móveis (caminhão, ônibus e micro-ônibus), estarão posicionadas próximo aos locais de shows para atender ao público, entregar pulseirinhas e prestar serviços básicos, como a confecção de Boletins de Ocorrência. Drones da PCPR também serão empregados, aumentando a abrangência das ações.

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) terá um esquema tático de resposta rápida a eventuais riscos de pessoas no mar. Guarda-vidas estarão posicionados em áreas próximas às arenas de shows em Matinhos e Pontal do Paraná com equipes de 2 a 4 militares em cada ponto. Ambulâncias e Veículos Utilitários Multitarefa (UTVs) e o helicóptero Arcanjo 01 estarão à disposição para atender ocorrências e aumentar o raio de patrulhamento. Os bombeiros também têm drones de monitoramento para cobrir distâncias mais amplas.

A Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) também estarão à disposição, aumentando o efetivo e empregando equipamentos e tecnologia nas ações. A Defesa Civil do Paraná apresentou um plano integrado com as forças de segurança, com monitoramento das condições climáticas e emissão de alertas à população. Os trabalhos da Defesa Civil ocorrerão a partir da base do Centro de Controle de Operações (CCO) da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, em Caiobá.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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