Brasil
Força Nacional atuará em Belo Monte para garantir segurança durante a COP30
O Ministério de Minas e Energia (MME) solicitou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) a autorização para o emprego da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) na região da Usina Hidrelétrica Belo Monte, com o objetivo de garantir a integridade da infraestrutura energética nacional e a continuidade das operações da usina durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro deste ano, em Belém (PA). Em atendimento ao pedido, o MJSP publicou, na última semana, a Portaria nº 1.049, que estabelece o apoio da FNSP à Polícia Federal, por 90 dias, com atuação episódica e planejada voltada à preservação da ordem pública, à segurança das pessoas e à proteção do patrimônio, em articulação com os órgãos de segurança do estado.
“A atuação da Força Nacional em Belo Monte reforça nosso compromisso com a segurança das infraestruturas e a estabilidade do sistema elétrico. Belo Monte é um símbolo da nossa capacidade de gerar energia limpa e renovável em larga escala, contribuindo para o desenvolvimento de uma transição energética justa e sustentável”, afirma o secretário Nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho.
A nova portaria dá sequência à Portaria nº 979/2025, que já previa a presença da FNSP no local, e reforça o compromisso do Governo do Brasil com a proteção das infraestruturas do setor elétrico. A decisão ocorre em um momento de grande visibilidade internacional, com o Brasil sediando um dos mais importantes eventos globais sobre mudanças climáticas, que reunirá representantes de governos, empresas e organizações internacionais.
A Usina Hidrelétrica Belo Monte é a segunda maior do país, com 11.233 megawatts (MW) de potência instalada, ficando atrás apenas de Itaipu Binacional. Desde o início de sua operação comercial, em 2019, a usina já gerou cerca de 201.996 gigawatts-hora (GWh) de energia limpa e renovável, contribuindo para o fortalecimento da matriz elétrica sustentável brasileira e para a transição energética.
A ação conjunta entre os ministérios de Minas e Energia e da Justiça e Segurança Pública reforça a integração entre as políticas setoriais, garantindo condições operacionais seguras e estáveis durante a COP30. A medida também fortalece a governança e a resiliência do setor elétrico nacional, reafirmando o papel do Brasil como liderança mundial na agenda climática e na promoção de uma energia limpa e sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Brasil avança na construção de um novo modelo de organização do trabalho, diz Luiz Marinho
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou os avanços recentes do Brasil na promoção do trabalho decente durante discurso realizado nesta quarta-feira (10), na sessão plenária da 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça.
Luiz Marinho ressaltou a aprovação de medidas voltadas à melhoria das condições de trabalho no país, com destaque para a redução da jornada semanal de trabalho em discussão no Congresso Nacional. “O Brasil avança na construção de um novo modelo de organização do trabalho, com a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários, e a superação da escala 6×1, garantindo duas folgas semanais aos trabalhadores.”
O ministro também destacou os resultados recentes do mercado de trabalho brasileiro, apontando a geração de empregos como um dos pilares da política econômica. “Batemos recordes históricos com a geração de mais de cinco milhões de empregos formais, provando que uma economia forte se constrói com a inclusão de trabalhadores no mercado formal e com salários valorizados”, informou.
O ministro enfatizou que essas medidas estão alinhadas à agenda internacional de promoção do trabalho decente e buscam responder aos desafios contemporâneos da organização do trabalho. Luiz Marinho reforçou o papel da tecnologia nesse processo: “A tecnologia deve trabalhar para libertar o ser humano, não para escravizá-lo a uma lógica de vigilância ininterrupta e exaustão física e mental.”
Inteligência artificial e futuro do trabalho
Outro ponto central do discurso foi o impacto das novas tecnologias sobre o mercado de trabalho. Luiz Marinho defendeu o uso da inteligência artificial de forma responsável, com foco na proteção dos trabalhadores. “As consequências da inteligência artificial sobre a qualidade e a quantidade de empregos dependerão das nossas escolhas políticas, do fortalecimento das instituições e da eficácia do diálogo social.”
O ministro também alertou para os riscos associados ao uso inadequado dessas tecnologias. “Precisamos democratizar o acesso. Não podemos permitir uma automação em que a máquina dite as regras e o ser humano se torne um mero executor desprovido de autonomia”, ressaltou.
Compromisso com normas internacionais
Na área dos direitos trabalhistas, Luiz Marinho reafirmou o compromisso do Brasil com as convenções da OIT. “Celebramos este ano os 15 anos da Convenção 189, que assegura o trabalho decente para trabalhadores domésticos — uma conquista histórica da qual o Brasil se orgulha de fazer parte ativa na implementação”, acrescentou.
Também destacou o empenho na ratificação de instrumentos internacionais de proteção. “Manifestamos aqui nosso empenho em ratificar a Convenção 190, fortalecendo o combate à violência e ao assédio no mundo do trabalho e garantindo ambientes profissionais seguros e igualitários”, disse.
O ministro reforçou que os avanços no mundo do trabalho dependem do fortalecimento das instituições democráticas e do diálogo entre os atores sociais. “Não há justiça social onde as instituições são enfraquecidas e onde a voz dos trabalhadores é silenciada”, destacou.
Agenda internacional e articulação global
Além do discurso na plenária, o ministro cumpriu agenda de reuniões bilaterais e multilaterais ao longo do dia. Pela manhã, encontrou-se com a brasileira Clair Siobhan Ruppert, diretora-adjunta da ACTRAV, departamento da OIT responsável pela interlocução com o movimento sindical, para discutir o cenário institucional da organização.
Na sequência, participou de reunião com representantes do governo do Reino Unido para tratar da agenda do Grupo de Trabalho sobre Emprego do G20. O encontro abordou a continuidade das discussões internacionais sobre trabalho e emprego no âmbito do grupo, especialmente diante da transição de sua presidência, que será assumida pelo Reino Unido no próximo ano.
No período da tarde, o ministro participou da 13ª Reunião Anual Brasil-OIT, realizada na sede da organização, no âmbito da cooperação Sul-Sul. Durante o encontro, Luiz Marinho destacou o papel da cooperação internacional na promoção de um mundo do trabalho mais justo e inclusivo, além de reafirmar o compromisso brasileiro com o multilateralismo.
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