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Fomento Paraná homenageia Ibrahim Fayad na abertura do encontro dos agentes de crédito

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A abertura do Encontro Estadual de Agentes de Crédito Fomento Paraná e Sebrae/PR, que acontece em Foz do Iguaçu, foi marcada por uma homenagem ao empresário Ibrahim Fayad. Filho de libaneses e nascido em Wenceslau Braz, ele teve uma longa trajetória no antigo Bamerindus, depois na Cooperativa Agrícola de Cascavel. Também ocupou espaços importantes no governo estadual e no Ministério da Agricultura e atualmente é dono de uma fazenda modelo.

No final da década de 1990, Ibrahim Fayad foi um dos idealizadores da criação da então Agência de Fomento do Paraná, que nasceu após a desestatização do Banestado, e a partir da necessidade do Governo do Estado de desenvolver políticas públicas para apoiar o pequeno produtor rural. Ele recebeu uma placa com os dizeres “O Homem que lavrou e Semeou. Em reconhecimento pelo legado ao desenvolvimento econômico do Paraná, em especial como um dos idealizadores da criação da Fomento Paraná”.

Vinte e quatro anos depois, a Fomento Paraná celebra no Encontro a presença em 330 municípios. É responsável por entregar em torno de R$ 500 milhões em crédito por ano nas mãos de empreendedores de micro, pequeno e médio porte e dos municípios paranaenses, e mantém uma carteira de crédito de mais de R$ 2 bilhões, entre operações públicas e privadas e fundos gerenciados pela instituição.

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“Tudo que a Fomento Paraná consegue fazer hoje em benefício da sociedade paranaense se tornou possível a partir da contribuição de Fayad”, afirmou o diretor-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves.

O secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva, participou da abertura do evento. Ele também destacou o bom momento econômico do Paraná, com PIB em alta, taxa de desemprego em queda e atração de novos investimentos. “O Paraná caminha bem, com as contas em dia, com desemprego baixo, com políticas públicas que proporcionam um bom ambiente de negócios, com paz e estabilidade, como orienta o governador Ratinho Junior”, declarou.

Ao receber a homenagem, Fayad lembrou que a criação da Fomento Paraná recebeu apoio do então governador Jaime Lerner e da vice-governadora, Emilia Belinati, hoje assessora da Fomento Paraná. “É um momento único. Nós começamos, mas a gente vê a continuidade. Aquilo que sonhávamos vemos se materializar com a capilarização em praticamente todo Paraná”, destacou.

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O diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta, destacou a importância do resgate histórico do trabalho de Fayad. “Resgatar a história, reconhecer e homenagear o Ibrahim Fayad, evidencia que todo o trabalho que temos neste contexto, ao longo de mais de duas décadas, superou desafios e segue em evolução, sempre com foco no desenvolvimento econômico e social do Paraná”, afirmou.

ENCONTRO – O Encontro Estadual de Agentes de Crédito Fomento Paraná e Sebrae/PR reúne em Foz do Iguaçu, de 28 a 30 de novembro, agentes que atuam em mais de 300 municípios operacionalizando o acesso ao microcrédito por meio de salas do empreendedor, Agências do Trabalhador e outras estruturas públicas.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção

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24/08 - Audiência Pública STF - Lei Antifacções

O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.

Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.

Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.

Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.

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Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.

Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.

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Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.

Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.

As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.

Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
[email protected]
(41) 3250-4264

 

Fonte: Ministério Público PR

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