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Fim de semana segue com calorão e pancadas de chuva no Paraná, prevê Simepar

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O calor segue no Paraná no último fim de semana de 2025. Na região Leste do estado as temperaturas estão acima da média há pelo menos quatro dias, e a sensação térmica no Litoral, devido ao excesso de umidade, está ainda maior. O calor e a umidade serão combustível para pancadas de chuva localizadas, de curta duração, em várias regiões do estado.

Cidades como Curitiba, Fazenda Rio Grande, Cerro Azul, Pinhais, Lapa e Irati já registram desde o dia 22 temperaturas máximas pelo menos 5°C acima da temperatura máxima média para o mês de dezembro. Em Curitiba, por exemplo, a máxima média para dezembro é de 26,5°C, e as máximas desde o dia 22 estão acima dos 31°C. A capital registrou nesta quarta-feira a temperatura mais alta de 2025 até o momento: 32,3°C.

Outras cidades também registraram nesta semana a temperatura mais alta de 2025: Na quinta-feira (25) Irati chegou a 33,8°C; Lapa e Jaguariaíva a 33,1°C, e Ventania (INMET) a 31°C. Na quarta-feira Antonina chegou a 38,6°C, Cerro Azul a 39,4°C, Fazenda Rio Grande a 32,2°C, Pinhais a 34,3°C, Guaraqueçaba a 38,8°C, Colombo (INMET) a 32,9°C e Morretes (INMET) a 39,5°C. 

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O cálculo de índice de calor, que aponta a sensação térmica levando em consideração a temperatura registrada no termômetro e a umidade presente na atmosfera, chegou a 47°C em algumas cidades do litoral na véspera de Natal, e a previsão é de que siga na casa dos 40°C neste fim de semana no período da tarde.

Nesta sexta-feira (26), os valores no termômetro ficam em torno de 33°C em Guaratuba e Matinhos, 37°C em Antonina e Morretes, 32°C na capital, 37°C entre Loanda e Querência do Norte, 36°C em Capanema, 31°C em Guarapuava e 32°C em Ponta Grossa.

“A partir da tarde temos previsão de chuvas de curta duração, chuva bem típica de verão, que já tem acontecido ao longo da semana e continua nesta sexta-feira. Por vezes essas chuvas vêm para refrescar, amenizam momentaneamente o calor, mas logo depois que a chuva passa já temos aberturas de sol novamente e fica muito abafado. Isso é corriqueiro durante o verão e está bem clássico”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.

Foi o que ocorreu em Curitiba na quinta-feira. A chuva foi bem localizada, atingindo cerca de 10 mm em menos de uma hora na estação meteorológica do Simepar, no Jardim das Américas, e também na estação meteorológica do Cajuru, da Prefeitura Municipal, enquanto nenhuma gota de chuva foi registrada em outras estações da prefeitura, como nos bairros Boa Vista e Boqueirão. 

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FIM DE SEMANA – A situação segue muito parecida no fim de semana. O calor continua sábado e domingo, com temperaturas ultrapassando os 30°C em quase todo o estado e chuva localizada, de curta duração, entre a tarde e a noite. 

“As temperaturas só ficarão mais amenas nos últimos dias do ano. Entre os dias 30 e 31 teremos uma passagem de frente fria pelo Sul do Brasil, e com o tempo mais instável e chuvoso as temperaturas voltam à normalidade. Continuaremos com tempo muito abafado, mas não com esse calor excessivo dos últimos dias. Teremos temperaturas mais próximas da média climatológica”, explica Lizandro.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção

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24/08 - Audiência Pública STF - Lei Antifacções

O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.

Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.

Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.

Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.

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Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.

Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.

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Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.

Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.

As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.

Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
[email protected]
(41) 3250-4264

 

Fonte: Ministério Público PR

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