Brasil
FGTS completa 59 anos neste sábado (13)
O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) completa 59 anos neste sábado (13), se consolidando desde sua fundação em 1966, como um instrumento que, ao longo de quase seis décadas, tem promovido segurança e estabilidade econômica para 41,9 milhões de trabalhadores. Com um patrimônio total de R$ 800 bilhões, o FGTS é referência em financiamento de desenvolvimento econômico, tendo propiciado desde 1995 a construção de 10 milhões de unidades de habitação popular.
Tendo como finalidade assegurar uma reserva financeira ao trabalhador em caso de demissão, o FGTS utiliza seus recursos disponíveis para financiamento de políticas de habitação popular, saneamento básico e infraestrutura urbana, se consolidando como um dos maiores fundos de investimento do mundo.
“O FGTS surgiu como uma inovação transformadora no cenário trabalhista nacional, uma verdadeira conquista que, desde então, assegura ao trabalhador formal uma reserva financeira em momentos de vulnerabilidade, como na demissão sem justa-causa, aposentadoria, doenças graves, ou mesmo em situações de calamidade”, ressalta o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que atualmente preside o Conselho Curador do FGTS, órgão tripartite que reúne empregadores, trabalhadores e governo para decidir os rumos dos recursos do Fundo.
O FGTS não se resume a ser apenas uma proteção individual do trabalhador. O Fundo representa uma engrenagem essencial para o desenvolvimento nacional, financiando políticas de habitação, saneamento e infraestrutura que, ao mesmo tempo, melhoram a qualidade de vida da população e impulsionam o crescimento econômico do país.
“Quando olhamos para as famílias que realizaram o sonho da casa própria com o apoio do FGTS, percebemos a concretização do ideal de justiça social que alicerça esse Fundo. A cada habitação financiada, a cada rua pavimentada, a cada sistema de saneamento ampliado, o FGTS prova seu papel de protagonista no desenvolvimento social e no combate às desigualdades em todo o território brasileiro”, argumenta Marinho.
Ao longo desses 59 anos, o FGTS vem se renovando e se adaptando aos desafios do tempo. No ano passado, ajudou milhares de pessoas a enfrentar uma das maiores calamidades ambientais da história, devido aos alagamentos no Rio Grande do Sul, aprovando a liberação do Saque-Calamidade, oferecendo suporte financeiro imediato através de saques emergenciais. O FGTS também pagou, nos últimos anos, lucros acima da inflação aos seus cotistas. Em 2024 o Fundo distribuiu R$ 15 bilhões aos trabalhadores e, neste ano, já foram R$ 12.9 bilhões.
O FGTS é também um aliado estratégico para o futuro. Segundo Marinho, há o desafio de conciliar a preservação de sua essência, que é a proteção ao trabalhador, com o fomento de novas formas de investimento em setores-chave para o desenvolvimento sustentável, como a transição para uma matriz energética mais limpa e o investimento em infraestrutura que favoreça a competitividade do nosso país. “Tudo isso sempre com os olhos voltados para a geração de novas oportunidades de empregos e renda dignos, inclusive com o desafio da retomada dos investimentos no Fundo de Investimento (FI-FGTS)”.
Além disso, a gestão do Fundo tem o compromisso das entidades gestoras, dos trabalhadores, dos empregadores e de todas as instâncias envolvidas na administração do FGTS, sobretudo aquelas que compõem o Conselho Curador. “É através da responsabilidade, do diálogo e da cooperação tripartite que conseguimos assegurar sua perenidade”, afirma Marinho.
Brasil
Ministério da Saúde apresenta a secretários estaduais plano de preparação para o El Niño 2026-2027
O Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira (26), durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília, o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027. A reunião reuniu gestores estaduais para discutir medidas de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos possíveis impactos do próximo ciclo do fenômeno climático.
O fenômeno está classificado como “forte” e pode atingir o patamar “muito forte” já em setembro, com janela crítica prevista entre outubro de 2026 e março de 2027. Os efeitos variam de acordo com a região: seca, estiagem e queimadas no Norte e Centro-Oeste; aprofundamento da seca e calor no Nordeste; ondas de calor e temporais no Sudeste; e chuvas intensas, com risco de inundação, no Sul.
Durante a apresentação, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, explicou que a preparação para os possíveis impactos do fenômeno está organizada em cinco eixos: governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima; recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas; e organização de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma.
“A preparação do SUS para o El Niño é um tema bastante desafiador. A gente tem trabalhado junto ao Conass e ao Conasems na preparação do SUS para os efeitos das mudanças climáticas”, afirmou Massuda.
Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR e o GeoRisk, além dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), projeto-piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país. A estratégia também prevê a integração dos sistemas e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan para auxiliar na detecção precoce de surtos.
No médio prazo, o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima do Ministério da Saúde, o AdaptaSUS, estabelece 27 metas e 93 ações até 2035. A estratégia reúne medidas voltadas à preparação do setor saúde diante dos impactos das mudanças climáticas.
Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.
“Agora, o El Niño exige que a gente acelere o passo na preparação dos planos de resposta aos diferentes impactos que o fenômeno pode produzir no Brasil. É um fenômeno recorrente, mas este vem com uma gravidade bastante intensa. Precisamos preparar o país, considerando as características dos diferentes biomas e os efeitos previstos para cada região”, disse o secretário-executivo.
Na Amazônia, a preparação considera ainda a organização da rede de atenção e a estrutura disponível para atendimento às populações em áreas de difícil acesso, incluindo equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais.
O Ministério da Saúde também deverá publicar, nos próximos dias, portaria para instituir um painel de especialistas em clima e saúde, que terá a função de subsidiar tecnicamente as decisões relacionadas à preparação e à resposta aos impactos dos eventos climáticos.
“A gente também ouviu os estados para identificar os diferentes estágios de preparação e os ajustes necessários em questões específicas, como as arboviroses, que tendem a se agravar em função do impacto do El Niño”, completou Massuda.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Agro7 dias agoExpocacau começa terça com meta de ampliar negócios e produtividade
-
Esportes5 dias agoInternacional empata sem gols com Atlético-MG e continua ameaçado pelo Z4
-
Educação6 dias agoEncceja 2026: provas serão aplicadas neste domingo (23/8)
-
Política Nacional7 dias agoMulheres com implante contraceptivo banido pedem política de assistência
-
Agro4 dias agoMP das dívidas rurais entra na reta final sem garantir renegociação aos produtores
-
Educação7 dias agoIdeb: Sergipe inicia análise de resultados nas redes
-
Educação7 dias agoIdeb: Rio de Janeiro inicia análise de resultados nas redes
-
Esportes5 dias agoCuiabá empata com o Goiás e segue na briga pelo G6
