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Fertilizantes em alta: conflito geopolítico pressiona custos e preocupa agronegócio brasileiro

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O mercado global de fertilizantes segue em forte tensão diante do agravamento dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e das incertezas relacionadas à oferta internacional. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta um cenário de custos elevados e maior pressão sobre as margens do produtor rural brasileiro.

Segundo o levantamento, os fertilizantes permanecem entre os principais fatores de atenção para o agronegócio, especialmente diante da dependência brasileira das importações de nitrogenados e fosfatados. O ambiente internacional mais instável tem elevado os preços e aumentado a cautela nas negociações para a próxima safra.

Conflito no Oriente Médio mantém pressão sobre os preços

De acordo com o relatório, o cenário geopolítico continua sendo determinante para o comportamento do mercado global de fertilizantes. O conflito no Oriente Médio impacta diretamente os custos de produção, principalmente devido à relevância da região no fornecimento de insumos agrícolas e energia.

A consultoria destaca que a valorização do petróleo também contribui para sustentar os preços internacionais, pressionando toda a cadeia produtiva agrícola.

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Além disso, o documento alerta que os custos mais elevados deterioram a relação de troca para os produtores, reduzindo o poder de compra e aumentando a necessidade de gestão financeira mais eficiente nas propriedades rurais.

Produtores adotam postura mais cautelosa nas compras

O Agro Mensal aponta que o ritmo de comercialização de fertilizantes para a safra 2026/27 segue abaixo da média histórica no Brasil.

Até o fechamento de abril, as vendas alcançavam 54% do total projetado, enquanto a média dos últimos cinco anos era de 61%. Estados como Paraná e Mato Grosso do Sul apresentaram avanço nas compras, enquanto Rio Grande do Sul e parte da região Sudeste seguem mais atrasados nas negociações.

Segundo a análise, o comportamento reflete a cautela dos produtores diante:

  • da volatilidade dos preços;
  • da incerteza cambial;
  • dos custos elevados dos insumos;
  • e das margens mais apertadas em diversas culturas.
Alta dos fertilizantes preocupa culturas de inverno e safra de verão

O relatório do Itaú BBA destaca que culturas como trigo e milho já sentem os impactos do encarecimento dos fertilizantes.

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No trigo, por exemplo, o ambiente de custos pressionados tende a limitar investimentos na safra 2026/27, aumentando o risco de menor uso de tecnologia e possível impacto na produtividade.

No milho, a consultoria também chama atenção para os riscos futuros relacionados aos custos da produção, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior sensibilidade do mercado climático.

Agronegócio deve manter foco em gestão de risco

Diante do cenário internacional instável, o relatório reforça a necessidade de planejamento estratégico no campo. A recomendação é que produtores mantenham atenção à gestão de custos, à proteção de margens e às oportunidades de compra em momentos de menor volatilidade.

Apesar das incertezas, a consultoria avalia que o mercado agrícola brasileiro segue sustentado pela demanda global por alimentos e pela forte competitividade do país em importantes cadeias do agronegócio.

Ainda assim, o comportamento dos fertilizantes continuará sendo um dos principais fatores de influência sobre os custos de produção e a rentabilidade das próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado eleva projeção da inflação para 4,92% em 2026 e mantém pressão sobre juros no Brasil

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O mercado financeiro voltou a elevar a projeção para a inflação brasileira em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central do Brasil, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 4,92%.

O novo percentual representa a décima semana consecutiva de alta nas estimativas inflacionárias. Na semana anterior, a projeção era de 4,91%. Há um mês, o mercado estimava inflação de 4,8% para o próximo ano.

Para os anos seguintes, as previsões apontam IPCA de 4% em 2027 e 3,65% em 2028.

Inflação segue pressionada pelos alimentos

Os números reforçam o cenário de atenção para os preços no país, especialmente no setor de alimentos. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a inflação desacelerou em abril, fechando o mês em 0,67%.

Apesar da desaceleração, o grupo de alimentos e bebidas continuou exercendo forte pressão sobre o índice, registrando alta de 1,34% no período.

Atualmente, a meta oficial de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Na prática, o teto permitido é de 4,5%.

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Com a projeção do mercado acima desse limite, aumenta a expectativa de manutenção de juros elevados no país.

Mercado também eleva expectativa para a Selic

O Boletim Focus também trouxe revisão nas projeções para a taxa básica de juros. A expectativa para a Selic no fim de 2026 subiu de 13% para 13,25% ao ano.

Atualmente, a taxa está em 14,5% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central como principal ferramenta de controle inflacionário.

Para os anos seguintes, o mercado projeta:

  • Selic de 11,25% em 2027;
  • Selic de 10% em 2028.
PIB e dólar permanecem estáveis nas projeções

As estimativas para crescimento da economia brasileira permaneceram estáveis pela terceira semana consecutiva.

Segundo o mercado financeiro, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 1,85% em 2026.

Para os anos seguintes, as projeções são de:

  • Crescimento de 1,77% em 2027;
  • Expansão de 2% em 2028.

No câmbio, as expectativas também ficaram inalteradas. O mercado estima que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20.

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As projeções seguintes indicam:

  • Dólar a R$ 5,27 em 2027;
  • Dólar a R$ 5,34 em 2028.

O cenário reforça a percepção de continuidade da pressão inflacionária e manutenção de juros elevados no Brasil nos próximos anos, com impacto direto sobre crédito, consumo, investimentos e custos do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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