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Falta de medicamentos para sarna em ovinos mobiliza setor no RS e acende alerta sanitário

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Setor ovino do RS cobra solução para falta de medicamentos

A ausência de medicamentos para o controle de sarna e piolhos em ovinos foi o principal tema debatido durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Ovinos, realizada pela Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.

Diante do problema, entidades do setor decidiram elaborar um documento a ser encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, solicitando medidas urgentes para garantir o acesso a produtos essenciais à sanidade dos rebanhos.

Problema sanitário afeta Brasil e países do Mercosul

A dificuldade no controle de parasitas não é exclusiva do Brasil. Segundo especialistas, a preocupação também atinge países vizinhos, como Uruguai e Argentina.

Pesquisadores destacam que produtores dessas regiões enfrentam infestação de sarna e piolhos sem acesso adequado a medicamentos eficazes, o que amplia o risco sanitário para a ovinocultura.

Pesquisa busca novas soluções para controle de parasitas

Uma das alternativas em estudo é o desenvolvimento de novos princípios ativos para o combate aos parasitas.

Entre eles, está uma isoxazolina, atualmente em avaliação em um projeto multicêntrico no Brasil. Os primeiros resultados indicam potencial de alta eficácia no controle de sarna e piolhos em ovinos, o que pode representar um avanço importante para o setor.

Importação de medicamentos é apontada como solução emergencial

Diante da escassez de produtos no mercado interno, representantes do setor defendem a liberação da importação de medicamentos específicos como medida imediata.

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A proposta deve ser levada para discussão em nível nacional, com o objetivo de viabilizar soluções rápidas que atendam os produtores e garantam melhores condições sanitárias aos rebanhos.

Além disso, está prevista a criação de uma campanha educativa, com orientações técnicas e incentivo à adoção de práticas como banhos sanitários, que auxiliam no controle dos parasitas.

Subnotificação de cordeiros distorce dados da ovinocultura

Outro tema relevante discutido no encontro foi a subnotificação de nascimentos de cordeiros no Rio Grande do Sul.

Atualmente, a Declaração Anual de Rebanho ocorre em junho, período em que há poucos nascimentos. Como a maioria dos cordeiros nasce entre julho e agosto, esses animais acabam não sendo registrados nas estatísticas oficiais.

Essa defasagem gera distorções nos dados. Segundo estimativas, o estado registra cerca de 1,5 milhão de ovelhas e aproximadamente 350 mil cordeiros nascidos, o que indicaria uma taxa de natalidade de 30% — número considerado abaixo da realidade do setor.

Rebanho real pode ser mais que o dobro do registrado

De acordo com representantes da cadeia produtiva, o número total de ovinos no estado pode ser significativamente maior do que o registrado oficialmente.

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Levantamentos realizados em outros períodos apontam que o rebanho já ultrapassou 3,5 milhões de cabeças, o que evidencia inconsistências nos dados atuais.

Essa subnotificação impacta diretamente o posicionamento do estado no cenário nacional, fazendo com que o Rio Grande do Sul perca protagonismo na ovinocultura brasileira.

Setor articula plano para fortalecer a ovinocultura

A reunião também marcou o início da formação de um grupo de trabalho voltado à criação de um programa estruturado de desenvolvimento da ovinocultura.

A proposta é semelhante a iniciativas já existentes, mas com foco em políticas de Estado e incentivo à retenção de matrizes, visando o crescimento sustentável do rebanho.

Entre os objetivos está a captação de recursos por meio de bancos públicos, com foco em ampliar a produção, melhorar a sanidade e fortalecer a competitividade do setor.

Desafios exigem ação coordenada e políticas públicas

O cenário atual evidencia a necessidade de ações coordenadas entre produtores, entidades e governo para enfrentar os desafios sanitários e estruturais da ovinocultura no estado.

A solução para a falta de medicamentos, aliada à melhoria na coleta de dados e ao incentivo à produção, será fundamental para garantir o desenvolvimento e a sustentabilidade do setor no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço baixo do arroz ameaça sustentabilidade da cadeia e acende alerta para produtores e indústrias

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A redução do preço do arroz ao consumidor tem ampliado as preocupações sobre o equilíbrio econômico da cadeia produtiva. Apesar de beneficiar temporariamente os consumidores, valores muito baixos podem pressionar produtores, indústrias e distribuidores quando deixam de acompanhar os custos acumulados ao longo do processo de produção e comercialização.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o principal desafio do setor arrozeiro não está em vender cada vez mais barato, mas em garantir uma cadeia sustentável, capaz de manter qualidade, investimentos e segurança no abastecimento.

“O preço baixo nas prateleiras pode esconder desequilíbrios importantes entre o valor recebido pelo produto e todos os custos envolvidos até a chegada ao consumidor final”, avalia o executivo.

Custos de produção e processamento pressionam margens do arroz

O arroz beneficiado envolve uma série de etapas antes de chegar ao varejo. O processo inclui aquisição do arroz em casca, beneficiamento, classificação, embalagem, transporte, impostos, armazenagem e despesas comerciais.

Quando o preço final não cobre adequadamente esses custos, a pressão financeira acaba sendo distribuída entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo margens e limitando investimentos.

De acordo com a avaliação do setor, o problema não está nas empresas que conseguem reduzir custos por meio de tecnologia, gestão eficiente e ganhos de produtividade. O alerta está relacionado a disputas comerciais baseadas exclusivamente em preços baixos, sem considerar a estrutura necessária para manter a atividade.

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Arroz depende de uma cadeia produtiva estruturada

Antes de chegar à mesa do consumidor, o arroz percorre uma longa trajetória que envolve diversas etapas:

  • preparo e manejo das lavouras;
  • irrigação e tratos culturais;
  • colheita;
  • secagem;
  • armazenagem;
  • classificação dos grãos;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • transporte e distribuição.

Cada fase exige investimentos, mão de obra, equipamentos e planejamento para garantir qualidade e regularidade no fornecimento.

A redução contínua da rentabilidade pode comprometer a capacidade das empresas de modernizar instalações, investir em tecnologia e manter padrões elevados de produção.

Margens menores podem afetar inovação e competitividade do setor

A perda de rentabilidade por períodos prolongados representa um risco para a estrutura da cadeia arrozeira. Empresas com histórico de atuação no mercado podem enfrentar dificuldades para renovar equipamentos, ampliar eficiência operacional e acompanhar novas demandas dos consumidores.

Além disso, produtores rurais podem ser impactados pela menor capacidade de investimento em tecnologia, manejo e aumento de produtividade.

Para especialistas, a sustentabilidade do setor depende de um equilíbrio entre preço competitivo e remuneração adequada para todos os participantes da cadeia.

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Mudança no consumo aumenta desafios para o mercado de arroz

A pressão sobre o setor ocorre em um cenário de transformação dos hábitos alimentares dos consumidores.

O avanço dos alimentos ultraprocessados, mudanças nas preferências nutricionais e a redução do consumo de carboidratos associada ao uso crescente de medicamentos para controle de peso também influenciam a demanda por arroz.

Diante desse ambiente, o setor busca alternativas para estimular o consumo e fortalecer o posicionamento do produto no mercado.

Eficiência e agregação de valor são caminhos para o futuro do arroz

A avaliação da cadeia produtiva é que a competitividade do arroz não deve depender apenas da redução de preços, mas principalmente de ganhos de eficiência, diferenciação e valorização do produto.

Estratégias como inovação, melhoria da produtividade, fortalecimento das marcas e comunicação com o consumidor podem contribuir para recuperar demanda e garantir maior estabilidade ao mercado.

O desafio do setor arrozeiro é construir um modelo sustentável, no qual produtores, beneficiadores, varejistas e consumidores sejam atendidos sem comprometer a continuidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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