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Faesp cobra ações urgentes para conter crise do leite em São Paulo

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) apresentou ao secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, um diagnóstico sobre a grave situação enfrentada pela cadeia produtiva do leite em São Paulo. A entidade defendeu a implementação imediata de políticas públicas e medidas tributárias que garantam a sustentabilidade da produção, a renda no campo e a competitividade dos produtores paulistas.

Setor leiteiro paulista enfrenta retração e perda de produtores

Presente em 94% dos municípios paulistas, a bovinocultura leiteira reúne mais de 30 mil propriedades e desempenha papel essencial na economia e no equilíbrio social do interior do estado. Apesar disso, o setor acumula uma década de retração, com queda no volume produzido e saída constante de produtores.

De acordo com a Faesp, o cenário é resultado de margens cada vez mais apertadas, aumento dos custos de produção e desafios estruturais — como a escassez de mão de obra qualificada em uma atividade intensiva e majoritariamente familiar.

Importações pressionam preços e ameaçam competitividade

O avanço das importações de lácteos tem agravado a crise do setor. São Paulo é o maior estado importador de produtos lácteos do país, respondendo por cerca de um terço das aquisições nacionais.

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Somente o leite em pó importado, quando convertido em volume equivalente ao leite fluido, representou em 2025 cerca de 20% de todo o leite inspecionado no estado. Esse aumento nas compras externas amplia a pressão sobre os preços internos, reduzindo a competitividade dos produtores locais e dificultando a recuperação do setor.

“Temos reiterado a necessidade de atenção à cadeia do leite, que tem sofrido muito ao longo dos anos. Falei inclusive com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que se comprometeu a buscar soluções. Entretanto, a cada dia, vemos pecuaristas abandonando a produção por falta de condições financeiras”, afirmou Tirso Meirelles, presidente da Faesp.

Reavaliação de incentivos fiscais e estímulo à produção local

A Faesp destacou que poucos municípios concentram a maior parte das importações, o que exige uma revisão dos benefícios fiscais e regimes tributários diferenciados concedidos a empresas do setor instaladas nessas regiões.

A Federação sugere que a Secretaria da Fazenda realize uma análise detalhada dos incentivos relacionados à entrada e ao processamento de lácteos importados, com o objetivo de criar mecanismos que priorizem a compra de leite cru paulista pelas indústrias locais. A proposta busca fortalecer o elo entre produtores e o setor industrial, garantindo maior integração e equilíbrio econômico.

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Fortalecimento de políticas públicas e apoio direto ao produtor

Além de medidas fiscais, a Faesp defende a ampliação de programas estaduais já existentes, como o PPAIS Leite, que opera atualmente com orçamento reduzido. A entidade propõe que diferentes secretarias ampliem as compras institucionais de leite e derivados, absorvendo parte significativa da produção local.

A Federação também sugere a retomada da subvenção econômica por litro de leite, anteriormente anunciada pelo governo estadual, como forma de dar alívio imediato aos pequenos e médios produtores e evitar o agravamento da crise.

Conclusão

Com as propostas apresentadas, a Faesp reforça a necessidade de ações conjuntas entre governo e setor produtivo para garantir a continuidade da atividade leiteira em São Paulo, preservar empregos e fortalecer a economia rural diante dos desafios impostos pelo cenário atual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

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Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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