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Exportações de trigo do Paraná praticamente zeram em 2025 e produção é absorvida pelo mercado interno

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As exportações de trigo do Paraná praticamente desapareceram em 2025, consolidando um movimento de forte direcionamento da produção ao mercado interno. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o estado colheu 2,87 milhões de toneladas na última safra, mas exportou apenas 4 toneladas — volume residual destinado ao Equador em dezembro.

Desde então, não há registros de novos embarques, e a expectativa é de que não ocorram exportações relevantes até o início da próxima colheita, prevista para agosto.

Mercado interno absorve produção de trigo

O cenário atual reforça a predominância do consumo doméstico como destino do trigo paranaense. Tradicionalmente, o primeiro trimestre do ano concentra os embarques do cereal, o que indica baixa probabilidade de reversão desse quadro no curto prazo.

A retenção da produção contrasta com o comportamento observado entre 2022 e 2024, quando o estado exportou mais de 800 mil toneladas. Já no período entre 2017 e 2021, os volumes embarcados foram inferiores a 10 mil toneladas.

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Qualidade e preços definem fluxo de exportação

De acordo com o Deral, a oscilação nas exportações ao longo dos anos está diretamente relacionada à qualidade do trigo e à competitividade dos preços.

Entre 2022 e 2024, o cereal produzido no Paraná apresentou गुणवत्ता abaixo dos padrões exigidos pelos moinhos nacionais. Aliado a preços mais atrativos no mercado internacional, esse fator impulsionou as exportações.

Por outro lado, entre 2017 e 2021, a combinação de safras menores, maior proporção de trigo de qualidade superior e preços menos competitivos no cenário externo favoreceu a absorção pelo mercado interno.

Safra 2026 deve manter foco no consumo doméstico

Para a safra de 2026, a tendência é de continuidade do atual cenário, com a produção novamente destinada majoritariamente ao consumo interno. A redução da área plantada no estado é um dos fatores que reforçam essa perspectiva.

Segundo o boletim, apenas eventos climáticos adversos, como geadas ou excesso de chuvas durante a colheita — que possam comprometer a qualidade do grão —, poderiam abrir espaço para exportações mais expressivas.

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Demanda industrial sustenta retenção no estado

Outro fator determinante é o avanço da demanda por trigo para processamento industrial, especialmente no próprio Paraná. Esse movimento aumenta a capacidade de absorção da produção local e reduz a necessidade de envio ao mercado externo.

Com isso, o estado consolida um cenário de maior integração entre produção e indústria, fortalecendo a cadeia interna do trigo e reduzindo a dependência das exportações no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo nutricional estratégico impulsiona qualidade e resiliência da cafeicultura diante de desafios climáticos, aponta especialista

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O período de colheita da safra de café no Brasil evidencia um cenário marcado por oscilações climáticas que impactaram diretamente o desenvolvimento das lavouras. A combinação de restrição hídrica e altas temperaturas após a florada comprometeu parte do potencial inicial de produção, especialmente no tamanho de peneira em diversas regiões cafeeiras.

Apesar desse quadro, a retomada das chuvas durante fases posteriores do ciclo contribuiu para uma recuperação parcial das plantas, favorecendo o enchimento dos grãos e melhorando as perspectivas de rendimento final da safra.

Clima irregular reforça importância do manejo nutricional no café

Segundo especialistas do setor, a safra atual evidencia de forma clara a diferença de desempenho entre lavouras bem manejadas e áreas com limitações nutricionais e estruturais.

Para o engenheiro agrônomo e especialista em Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, Plínio Duarte Corrêa, o comportamento das plantas diante do estresse climático reforça o papel decisivo da nutrição equilibrada e da fisiologia vegetal no resultado final da produção.

“As lavouras bem nutridas e com bom equilíbrio fisiológico conseguiram aproveitar melhor o retorno das chuvas para sustentar o enchimento dos frutos, mostrando que o impacto final da safra varia conforme a capacidade de resposta de cada área”, explica o especialista.

Solo equilibrado e sistema radicular forte são base da produtividade

O desempenho do cafeeiro em condições adversas está diretamente relacionado à qualidade do solo e ao desenvolvimento radicular. De acordo com Corrêa, a fertilidade do solo é o ponto de partida para a construção de lavouras mais resilientes.

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Um solo equilibrado favorece o crescimento das raízes, amplia a capacidade de retenção de água e melhora a absorção de nutrientes, garantindo suporte fisiológico mesmo em períodos de estresse hídrico e térmico.

Na prática, lavouras com nutrição adequada mantêm maior atividade fotossintética, melhor enchimento de frutos e maior capacidade de recuperação após eventos climáticos extremos.

Exigência nutricional varia ao longo do ciclo do cafeeiro

O ciclo produtivo do café é longo e apresenta diferentes demandas nutricionais em cada fase. Logo após a colheita, a prioridade é a reposição das reservas da planta para o próximo ciclo.

Na florada e no pegamento dos frutos, a nutrição é decisiva para sustentar o potencial produtivo. Já nas fases de formação, expansão e enchimento dos grãos, a demanda por nutrientes atinge o pico, influenciando diretamente o tamanho, o rendimento e a qualidade final do café.

Por isso, o manejo nutricional deve ser planejado de forma estratégica e contínua, evitando limitações que possam comprometer o potencial produtivo e o padrão de peneira.

Tecnologias nutricionais ampliam eficiência e resposta das lavouras

Diante da maior instabilidade climática, soluções nutricionais de alta eficiência vêm ganhando espaço na cafeicultura. O uso de fontes de nutrientes com maior disponibilidade e absorção mais rápida contribui para atender as demandas fisiológicas nos momentos críticos do ciclo.

“As fontes de liberação gradual no solo garantem maior constância no fornecimento de nutrientes, reduzindo perdas. Já as tecnologias com ação fisiológica atuam no metabolismo da planta, auxiliando no enraizamento, na tolerância ao estresse e na eficiência fotossintética”, destaca Corrêa.

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Essas ferramentas contribuem para maior uniformidade da lavoura e melhor desempenho produtivo, especialmente em cenários climáticos desafiadores.

Nutrição adequada impacta diretamente qualidade e valor do café

A adoção de um manejo nutricional equilibrado tem reflexos diretos na qualidade do café produzido. Lavouras bem nutridas tendem a formar grãos mais densos, uniformes e com melhor padrão físico, elevando o percentual de peneira alta e reduzindo defeitos.

Na bebida, o impacto também é significativo, com maior expressão de atributos sensoriais como doçura, equilíbrio e complexidade.

Outro benefício importante é a redução da desuniformidade de maturação, característica comum do cafeeiro devido às múltiplas floradas. Com nutrição adequada, a maturação se torna mais concentrada, reduzindo a presença de grãos verdes e melhorando a eficiência da colheita.

Planejamento integrado é essencial para a próxima safra

Para os próximos ciclos, a recomendação técnica é a adoção de uma estratégia preventiva e integrada, baseada em diagnóstico preciso da lavoura e no equilíbrio entre solo, planta e ambiente.

Investimentos em correção e manutenção da fertilidade do solo, nutrição equilibrada, soluções biológicas e tecnologias fisiológicas são apontados como fundamentais para aumentar a resiliência do cafezal e sustentar ganhos consistentes de produtividade e qualidade ao longo do tempo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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