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Excedente Global de Arroz Mantém Pressão Sobre Preços no Brasil

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Mercado de Arroz Segue com Cotações Pressionadas

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul continua enfrentando pressão sobre os preços, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Mesmo com uma oferta imediata mais restrita, o cenário de preços baixos persiste, refletindo o excedente de produto no mercado nacional e as perspectivas de alta disponibilidade global.

Produtores Priorizam Exportações, Mas Estoques Continuam Altos

Pesquisadores do Cepea apontam que muitos produtores priorizam contratos de exportação, o que reduz o volume de arroz disponível para o mercado interno no curto prazo.

No entanto, esse movimento não tem sido suficiente para sustentar os preços, já que o Brasil iniciou a temporada com estoques elevados, e o mercado internacional sinaliza um aumento na oferta ao longo de 2025/26.

Produção Mundial Deve Crescer e Aumentar Oferta Global

De acordo com dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a produção global de arroz deve atingir 541,16 milhões de toneladas na safra 2025/26.

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Além disso, os embarques internacionais estão projetados em 62,8 milhões de toneladas de arroz beneficiado, um crescimento de 5,2% em relação à temporada anterior.

Esse cenário amplia a competitividade entre exportadores e mantém o mercado global bem abastecido, pressionando as cotações em diversos países, inclusive no Brasil.

Perspectivas para o Setor

Analistas avaliam que, a menos que haja quebra de safra significativa ou mudanças na demanda externa, os preços do arroz devem continuar sob pressão nos próximos meses.

O setor segue atento à evolução do comércio internacional, à demanda asiática e ao ritmo das exportações brasileiras, fatores que podem influenciar a formação de preços no restante da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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