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Etanol hidratado mantém ritmo de valorização e acumula alta de 4,7% em janeiro, aponta Cepea/Esalq

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O etanol hidratado iniciou 2026 em trajetória de alta, com valorização tanto nos levantamentos semanais quanto diários realizados pelo Cepea/Esalq, da USP. O cenário reforça a firmeza do mercado do biocombustível, impulsionada por uma demanda consistente e oferta mais ajustada nas usinas.

Cotações semanais sobem pelo terceiro período consecutivo

Entre os dias 19 e 23 de janeiro, o etanol hidratado foi negociado nas usinas paulistas a R$ 3,0871 por litro, registrando avanço de 0,52% frente à semana anterior.

A alta mantém a tendência positiva observada desde o fim de dezembro: na semana de 12 a 16 de janeiro, o preço médio havia sido de R$ 3,0711 por litro, e entre 5 e 9 de janeiro, de R$ 3,0228 por litro.

Essa sequência de reajustes indica um movimento de valorização sustentado, alinhado à redução gradual dos estoques e à boa demanda interna.

Indicador Diário Paulínia confirma avanço dos preços

No acompanhamento diário, os preços também apresentaram elevação. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi comercializado a R$ 3.183,00 o m³ na sexta-feira, 23 de janeiro, alta de 0,58% em relação ao dia anterior.

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Com esse desempenho, o biocombustível acumula valorização de 4,70% em janeiro, evidenciando a consolidação de um mercado mais firme no início do ano.

Demanda firme e ajustes na oferta impulsionam o mercado

A combinação entre consumo aquecido e ajustes na oferta por parte das usinas tem sustentado o movimento de alta. Analistas apontam que o ritmo das valorizações dependerá do comportamento da produção e das condições de competitividade frente à gasolina nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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