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Estreia: Balé Teatro Guaíra se aproxima do público com espetáculo “Contraponto”

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O universo interior é o elo entre as duas coreografias de “Contraponto”, o novo espetáculo do Balé Teatro Guaíra que estreia nesta quinta-feira (24) e segue até domingo (27). As apresentações acontecem no auditório Salvador de Ferrante (Guairinha) para garantir a intimidade com o público em uma produção carregada de sentimentos, lágrimas e suor.

A dança se une a outras artes, como o circo e o teatro de bonecos na coreografia ‘Anima – imensidão adentro’. “Tudo é feito de contraponto. Não conseguimos pensar na luz se não encontrarmos a escuridão. Nós saímos do Guairão e viemos ao Guairinha em busca de maior proximidade com o público. A plateia vai sentir a dança, sentir os nuances, o olhar de ajuda entre os bailarinos”, destaca o bailarino Rene Sato, que interage com um boneco gigante e articulado no espetáculo.

“Nossa competência é ir além do palco e contribuir com a evolução da companhia e do artista em si. ‘Contraponto’ é um marco no processo artístico do balé a partir de um novo pensamento, um novo jeito de fazer”, afirma o diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro.

EVOLUÇÃO – Terceira companhia de dança mais antiga do Brasil, o Balé Teatro Guaíra, ao longo de mais de 50 anos, apresentou cerca de 150 coreografias, incluindo grandes sucessos de público e crítica como “O Grande Circo Místico”, “Lendas do Iguaçu”, “O Segundo Sopro”, “O Lago dos Cisnes” e “Lendas Brasileiras”. O trabalho contemporâneo inédito destaca a evolução do corpo artístico mantido pelo Governo do Estado.

Trazer novas ideias, novas referências de linguagem e diferentes coreógrafos são eixos seguidos desde a retomada dos trabalhos presenciais do corpo artístico no pós-pandemia. Em um ano e meio, já são sete espetáculos diferentes em cartaz, entre inéditos e remodelados. As criações envolvem seis coreógrafos convidados, além do diretor da companhia, Luiz Fernando Bongiovanni, que conduziu “Romeu e Julieta”, a última montagem apresentada ao público no maior auditório do Teatro Guaíra, junto à Orquestra Sinfônica do Paraná.

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NO PALCO – Para “Contraponto”, dois grandes nomes da dança do Brasil e do Exterior foram chamados. Com bonecos que ganham vida, corpos que se penduram e são elevados, a coreografia que abre o espetáculo ‘Anima – imensidão adentro’ foi construída por Alan Keller, artista da dança premiado dentro e fora do país e reconhecido, em 2022, como o melhor coreógrafo de Festival de Joinville (SC).

Esta é a primeira vez que Keller trabalha com o Balé Teatro Guaíra. “Estar aqui é estar mais próximo do que acredito, de uma arte bem-feita, que é responsável, que produz lindos espetáculos, me senti como parte da família”, diz.

Os artistas Nickolle Abreu e Pedro Mello, do Circocan – International School of Circus de Florianópolis, e o bonequeiro Eduardo Santos, de Curitiba, formam a equipe de preparação corporal e animação de bonecos. A trilha sonora original é composta pelo paranaense Gilson Fukushima e ressalta a diversidade musical brasileira resgatando sonoridades afetivas, e trazendo a obra “Gita”, de Raul Seixas, como forte referência à proposta coreográfica.

‘Castelo’, que fecha as cortinas, é de Alessandro Pereira, brasileiro que vive na Dinamarca, condecorado pela rainha em reconhecimento ao seu trabalho para a dança, e premiado em importantes competições coreográficas, como na Alemanha e no Canadá. “Foi amor à primeira vista”, define sobre a experiência de trabalhar com a companhia.

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A coreografia é sobre de uma luta interna, de sobrevivência, que vem do amor e do desespero, de um passado. “Minhas referências vêm do que acontece na rua, com a mulher, as tribos indígenas, os negros. Mas não é triste, vem de um passado, mas é a construção para o dia de amanhã, para uma nova geração”, conta o coreógrafo.

Sobre o processo criativo, Alessandro diz que “primeiro vem o sentimento, depois o passo de dança”. Para a trilha sonora dessa luta, o artista Andreas Bernitt foi o escolhido e criou uma paisagem sonora que faz o público mergulhar em grandes emoções. “Espero que todos estejam abertos e vulneráveis aos sentimentos que os bailarinos vão dar”, convida o coreógrafo.

Serviço

Contraponto

Apresentação: 24, 25 e 26/08 (quinta, sexta e sábado), às 20h30; 27 (domingo), às 18h
Local: Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha)
Tempo de duração do espetáculo: aproximadamente uma hora e trinta minutos
Classificação: 12 anos
Especificação do espetáculo: Balé contemporâneo
Ingresso: R$ 20,00 (vinte reais), com meia-entrada, conforme legislação – lugares livres
Ingressos: bilheteria do Teatro Guaíra e no site DeuBalada.com

Fonte: Governo PR

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Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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