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EstaR de Curitiba tem mudanças importantes a partir desta segunda-feira

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O EstaR Eletrônico, que automatiza a utilização de vagas do Estacionamento Regulamentado (EstaR) em Curitiba, entra em operação nsta segunda-feira (16), substituindo o antigo talão de papel. O modelo eletrônico, no entanto, vai conviver com os antigos cartões até 10 de maio. A partir de então, os bloquinhos não serão mais aceitos. O usuário tem até 10 de junho para trocá-los por créditos do EstaR Eletrônico. A troca poderá ser feita nos postos da Urbs da Rodoferroviária e das Ruas da Cidadania. Curitiba conta com 12.088 vagas tarifadas de estacionamento.

Uma novidade importante diz respeito ao tempo fracionado, pois o motorista que precisar ficar estacionado por menos de uma hora, acabará gastando menos também. O estacionamento passa a ser fracionado, custando R$ 0,75 a cada 15 minutos. Ao sair da vaga, o tempo restante não utilizado volta como crédito para a conta do motorista no aplicativo, e não expira.

Com a implementação do modelo eletrônico o valor da hora do Estacionamento Rotativo de Curitiba vai mudar, passando de R$ 2,00 para R$ 3,00. Essa é uma alteração promovida pela Urbs. Assim, o aplicativo Zul Estar Digital Curitiba segue os valores oficiais.

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Após encontrar a vaga, o motorista com o aplicativo ativa a sua permanência no local em poucos segundos. Um grande benefício para quem opta pelo aplicativo é a extensão do tempo na vaga sem precisar retornar ao veículo. O app também envia lembretes do tempo restante para vencer o horário.

Outra mudança merece atenção. Hoje, quando o motorista estaciona sem cartão é apenas avisado de que está cometendo uma infração. Ele, então, tem até cinco dias úteis para regularizar a situação, comprando um bloco de cartões.

Com o EstaR digital, a regularização da infração terá os mesmos cinco dias úteis para ser feita, mas mediante o pagamento de R$ 30, que não se transformará em crédito.

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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