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‘Me senti voando para fora’, diz jovem que caiu após porta de ônibus abrir em Curitiba

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Por G1 PR e RPC Curitiba

O jovem que ficou ferido após cair de um ônibus do transporte público de Curitiba, na noite de quinta-feira (11), falou sobre o caso e afirmou que a porta abriu sozinha durante uma curva.

“Quando ele fez a curva, eu senti que eu me encostei na porta, e a porta fez um estalo muito forte. Quando fez esse estalo, ela se soltou completamente, e eu me senti voando para fora do ônibus”, disse o passageiro João Carlos de Morais.

O ônibus fazia a linha Santa Rita/Pinheirinho. Segundo o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi entre as ruas João Lunardelli e Hasdrúbal Bellegard, no bairro Tatuquara. O passageiro teve ferimentos no braço e na cabeça.

A Urbanização de Curitiba (Urbs) informou que o veículo passou por vistoria, que confirmou que houve ruptura de um pino da porta dois. Por causa disso, segundo a Urbs, “ela ficou neutra e se abriu quando pressionada por passageiro. Devido às características de fixação da peça, a região danificada não é observada visualmente nas inspeções periódicas da frota”.

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Conforme a Urbs, a última inspeção no ônibus foi feita no dia 27 de junho. A Urbs informou que orientou a empresa a substituir todos os pinos dos veículos do mesmo modelo e ano de incorporação à frota, em atividade no transporte público da cidade.

Ainda de acordo com a Urbs, a recomendação para os passageiros é para que não se encostem nas portas dos veículos.

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), disse que o motorista do ônibus em que houve o acidente parou o veículo assim que percebeu o caso, e que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Curitiba (Samu) para prestar socorro.

A Setransp informou que vai investigar o que aconteceu e que a empresa responsável pela linha prestou auxílio ao passageiro.

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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